Notícias da África

Prólogo de 'Escrava Isaura', 'Escrava mãe' estreia na Record nesta terça

RIO - Juliana não é tão conhecida quanto a filha, Isaura. Mas é parte importante da trajetória da mocinha, protagonista do romance “A escrava Isaura” (1875), de Bernardo Guimarães, e das adaptações homônimas da Globo, em 1976, e da Record, em 2004. Agora, Juliana ganha uma novela para chamar de sua. “Escrava mãe” estreia nesta terça-feira, dia 31, às 19h30m, na Record. A novela refaz a saga da personagem, que chegou ao Brasil na barriga da mãe, egressa de um navio negreiro da África.

Autor da novela, Gustavo Reiz explica que seu ponto de partida foi criar exatamente o que as pessoas não conheciam: a chegada de Juliana (Gabriela Moreyra) à fazenda, o rapto de seus pais na África, suas relações com a família que a adotou, com os outros escravos e com Miguel (Pedro Carvalho), português por quem se apaixona.

— O público sabe que desse amor sairá Isaura, mas conhecerá uma história completamente nova, com elementos clássicos do folhetim — diz ele.

As tramas paralelas, adianta o diretor Ivan Zettel, mostram o anseio dos escravos por liberdade, os desmandos da Coroa portuguesa e a censura de Portugal às ideias progressistas que já fervilhavam na Europa.

Saiba quem é quem em 'Escrava mãe'— Mas abordaremos, principalmente, a questão da escravidão e do racismo, que deixaram marcas profundas em nossa sociedade até hoje — lamenta Zettel.

Por conta do horário, continua ele, as cenas de violência física e verbal contra os escravos foram mitigadas:

— Estamos retratando sem medo e com muita pesquisa o horror de um período triste e vergonhoso da humanidade. Não precisamos mostrar a violência explícita para falar que ela existiu.

A novela acabou tendo sua estreia adiada por causa da continuação de “Os dez mandamentos” e já foi toda gravada. Os personagens são os clássicos do melodrama. Zezé Motta é Tia Joaquina, uma das escravas mais antigas do Engenho do Sol, fazenda açucareira para onde Juliana vai. Taís Fersoza é a vilã Maria Isabel, que disputa com a escrava o amor de Miguel. E Juliana é a mocinha que vai à luta.

— Ela é guerreira, questiona a situação, o motivo de as pessoas serem diferenciadas pela cor da pele — diz Gabriela.

oglobo.globo.com | 5/31/16 9:00 AM
Enquanto pede austeridade, Zuma gasta US$ 550 mil em carros para suas quatro mulheres

PRETÓRIA — A economia da África do Sul tem passado por um processo de ajuste, momento em que o governo do país pede à população que entenda o caminho da austeridade, aperte o cinto, para cumprir as metas para tentar crescer de forma sustentável. Mas, aquele que deveria dar o maior exemplo não parece muito preocupado com as determinações econômicas sul-africanas. Somente neste ano, o presidente Jacob Zuma gastou US$ 230 mil (R$ 821 mil) em cinco carros de luxo para suas quatro mulheres — pior: foi mais de meio milhão de dólares, US$ 550 para ser preciso, desde 2013, num total de 11 carrões. A justificativa? Tudo pela segurança delas.

O ministro da Segurança Pública, Nathi Nhleko, fiel aliado de Zuma, explicou que as compras dos veículos foram “para fornecer proteção abrangente das cônjuges VIP”. Foram comprados quatro Range Rovers, em 2013, por US$ 60.000 cada; dois Land Rover Discovery, em 2014, por US$ 40 mil cada um; dois Audi Q7s comprados em março deste ano, por US$ 40 mil cada; e três Audi A6, também em março, por US$ 50.000 cada.

De acordo com o partido opositor Aliança Democrática, historicamente de maioria branca, o dinheiro usado para comprar os carros das primeiras-damas poderia sido usado para financiar 116 estudantes universitários, durante um ano, ou pagar 61 policiais adicionais, também por um ano. Mas a ministra da Defesa sul-africana, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, ironizou:

— Tenho certeza de que seu ex-presidente, antes da democracia, costumava voar pela South Africa Airways.

Na África do Sul, a poligamia é um direito tradicional, protegida pela Constituição para as comunidades que praticam o costume. Portanto, a compra dos carros não abriu um debate sobre o direito do presidente de casar com mais de uma esposa, mas sim dos custos de manutenção da família dele por parte do Estado.

Mas, apesar de o ministro da Fazenda, Pravin Gordhan, anunciar medidas de austeridade no parlamento no começo do ano, afirmando que “o presidente está focado na consolidação fiscal, em não se gastar o dinheiro que não se tem”, a ministra Nosiviwe defendeu a compra de um jato presidencial avaliado em US$ 2,5 milhões (R$ 8,93 milhões). Ela salientou que a aquisição da aeronave para o presidente e o vice-presidente é urgente, porque o jato presidencial, conhecido como Inkwazi, já apresentou problemas técnicos várias vezes:

— Não há nenhuma maneira de evitar isso porque, em primeiro lugar, temos de assegurar o principal: a segurança.

oglobo.globo.com | 5/31/16 8:00 AM
‘Alerta para tiranos que cometerem atrocidades’

Reed Brody, advogado de direitos humanos e assessor da Human Rights Watch, trabalha no caso Habré desde 1999 e ganhou fama de ser “caçador de ditadores”. Ele falou ao GLOBO de Dacar, no Senegal.

Qual o significado da condenação de Habré para a África?

É um dia histórico e representa uma imensa vitória para as vítimas. É uma demonstração de que um grupo determinado de sobreviventes, com tenacidade e perseverança, conseguiu justiça. É um exemplo para o mundo inteiro. E também um alerta para tiranos saberem que, se cometerem atrocidades, nunca estarão fora do alcance de suas vítimas.

Foi um veredicto sem precedentes na História da Justiça internacional?

É uma decisão sem precedentes no mundo inteiro. É a primeira vez que um tribunal julga um ex-chefe de Estado de outro país por violação de direitos humanos. É também a primeira vez na África que as vítimas se organizam dessa forma para processar seu ditador. E, finalmente, é a primeira vez que um ex-presidente é condenado por ter diretamente participado de um estupro contra uma mulher.

Ele também manteve escravas sexuais?

Ele foi acusado de crimes contra a Humanidade, crimes de guerra e tortura sistemática. Dentro dessas categorias, estão assassinatos maciços e escravidão sexual. Em duas ocasiões, ele enviou mulheres a uma base militar no Norte do Chade para servirem de escravas sexuais.

A decisão da corte pode influenciar outros casos?

Pode servir de exemplo para outras vítimas. Nosso desejo é que outros sobreviventes de violações de direitos humanos e ativistas sejam motivados e inspirados nesta condenação histórica.

Quais são os próximos passos do processo?

Amanhã (hoje) há audiência com o juiz para definir o calendário de reparação das vítimas.

Após a conclusão do julgamento, o senhor tem outro trabalho em mente?

Tem sido uma longa jornada pra mim. Estava trabalhando no caso Pinochet quando, em 1999, fui procurado por ativistas do Chade em busca de ajuda. Continuamos recebendo muitos pedidos de ajuda de outros países da África e também da América Latina.

oglobo.globo.com | 5/31/16 8:00 AM
1902: Fim da Guerra dos Bôeres
No dia 31 de maio de 1902, terminava depois de três anos a Guerra dos Bôeres na África do Sul, o ... noticias.terra.com.br | 5/31/16 7:51 AM
Veja resumo da semana de Escrava Mãe
Terça (31/05) Na África do Sul, Kamau e Luena estão no acampamento e são surpreendidos por ... diversao.terra.com.br | 5/31/16 3:01 AM
Centenas de mortes no Mediterrâneo ressaltam crise de migração na Europa
Umas 700 pessoas morreram nos últimos dias tentando atravessar o Mediterrâneo a partir do norte da África, informou a agência de refugiados das Nações Unidas ontem, um dado que destaca ainda mais os perigos da rota de migração mais mortal do mundo. online.wsj.com | 5/30/16 4:03 AM
Inesperadamente, o parasita da doença do sono vive nas células da gordura
Descoberta é de equipa portuguesa: foi localizado o principal esconderijo dos parasitas de doença que causa sonolência permanente. Se não for tratada, os doentes morrem. Também afecta o gado. Origina perdas económicas em países (de África) já de si depauperados. www.publico.pt | 5/29/16 8:31 AM
Serra embarca para Paris, onde participará de reunião da OCDE

BRASÍLIA - Após uma visita de sucesso à Argentina, no início da semana, onde foi recebido pelo presidente Maurício Macri, o ministro José Serra embarca nesta sexta-feira para Paris, onde haverá uma reunião do conselho de ministros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), marcada para 1 e 2 de junho. Serra deverá conversar com os representantes dos países membros do organismo sobre os indicadores brasileiros e prestar esclarecimentos sobre os cenários econômico e políticos no Brasil.

Antes de ir a Paris, Serra fará uma parada de 12 horas em Praia, Cabo Verde, no sábado. A ideia é informar que o governo do presidente interino Michel Temer está disposto a reforçar as relações entre Brasil e África. Tanto é assim que a segunda visita oficial a ser feita pelo ministro é para um país africano.

Em Cabo Vede, a ideia é explicar que a África continua sendo prioridade para o Brasil e que qualquer remanejamento de embaixada ou consulado ocorrerá por racionalidade e controle de gastos. Ou seja, nada que possa prejudicar a boa e histórica convivência.

No caso da OCDE, Serra deverá ter alguns encontros bilaterais. A agenda ainda está sendo formulada, mas deverão ocorrer reuniões com autoridades americanas e europeias.

oglobo.globo.com | 5/27/16 9:46 PM