Notícias da África

Cela de Mandela vai percorrer as estradas da África do Sul
Uma réplica da cela de Nélson Mandela na prisão de Robben Island, na África do Sul, vai percorrer o país, para mostrar aos mais jovens um excerto da história do apartheid. feeds.jn.pt | 9/26/16 12:48 PM
Com caça ilegal, população de elefantes na África cai 20% em uma década

JOANESBURGO - A população de elefantes na África caiu cerca de 20% entre 2006 e 2015 devido a um aumento na caça ilegal de marfim em todo o planeta, informou a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) em relatório divulgado neste domingo.

A IUCN, que divulgou os números com base em estimativas e censos animais, disse que a contagem aproximada atual é de 415 mil elefantes vivendo na África, em áreas onde grandes censos puderam ser feitos. O total é inferior aos mais de 500 mil da última contagem em 2006.

A entidade, cuja sede é na Suíça, é considerada a maior autoridade em fauna selvagem no mundo e a divulgação do relatório na conferência sobre comércio internacional de animais selvagens vai conferir certa urgência ao tema, com alguns países buscando manter o comércio global de marfim proibido, ao passo que outros querem reabri-lo.

"É mais uma série de informações indicando que os governos devem tomar ações necessárias para combater a crise", disse a chefe de políticas internacionais da Wildlife Conservation Society, Susan Lieberman.

Existem localidades onde pesquisas frequentes não puderam ser conduzidas e é difícil dizer o que está acontecendo com os elefantes, como o Sudão do Sul, a Libéria e as áreas de savana na República Centro-Áfricana.

Em alguns países, as perdas foram expressivas. A Tanzânia, país que sobrevive graças ao turismo animal, teve queda de 60% na população de elefantes.

"Esse aumento na caça ilegal de marfim, que começou há aproximadamente uma década, o pior que a África já viveu desde as décadas de 1970 e 1980, foi o principal motivo desse declínio na população de elefantes", disse a IUCN.

A caça de elefantes aumentou para atender a uma forte demanda de mercados consumidores emergentes na Ásia, como a China, onde o marfim é uma commodity bastante cobiçada, usada em esculturas e outros acessórios ornamentais.

A IUCN notou ainda que em países ao sul da África, como Namíbia, África do Sul e Zimbábue, a população de elefantes "é estável ou crescente, e há evidência de crescimento em Botswana também."

oglobo.globo.com | 9/26/16 10:37 AM
A história do homem que foi empalhado e exibido na Europa como um animal
Escritor holandês Frank Westerman conta caso do negro que foi levado da África à Europa para ser colocado em exposição em museu. www.bbc.com | 9/25/16 4:10 PM
Um caminho para a felicidade
África está em destaque na programação deste ano e isso não se esgota em artistas africanos. Percurso por alguns momentos chave. www.publico.pt | 9/23/16 7:20 AM
Estudos trazem mais respostas, e dúvidas, sobre a ocupação humana da Terra

RIO – A ocupação da Terra pelos humanos modernos (Homo sapiens) é um dos temas mais complexos da história de nossa espécie, mas também um dos que têm maior potencial de revelar o que nos faz essencialmente humanos. Saber quando e como nossos ancestrais saíram de seu berço na África e chegaram a praticamente todos os cantos do planeta, superando obstáculos como desertos, gelo, oceanos e cordilheiras, pode nos ajudar a entender melhor a enorme variedade tanto de nossa herança genética quanto da cultural. E agora três estudos genéticos e um de modelagem climática publicados nesta quarta-feira na prestigiada revista “Nature” trazem ainda mais respostas, e dúvidas, sobre este processo.

Nos três estudos genéticos, os cientistas sequenciaram o genoma de quase 800 indivíduos de mais de 280 populações espalhadas pela Terra, algumas delas nunca antes analisadas em detalhes, em busca de variações que pudessem dar mais pistas sobre a cronologia e número de ondas migratórias dos humanos modernos a partir da África, chegando a conclusões conflitantes.

No primeiro deles, pesquisadores liderados por David Reich, da Universidade de Harvard, EUA, relatam o sequenciamento do genoma de 300 pessoas de 142 populações diferentes geralmente pouco representadas em estudos de grande escala sobre a variabilidade genética humana. Segundo eles, as análises indicam que as populações humanas atuais começaram a se diferenciar umas das outras há pelo menos 200 mil anos, com as não africanas acumulando mutações a um ritmo superior ao das populações africanas. Segundo eles, este e outros resultados sugerem que todas populações não africanas de hoje são descendentes de uma única população ancestral que deixou nosso continente de origem em uma onda migratória até 100 mil anos atrás, com ela divergindo apenas posteriormente em duas que seguiram para o Leste e o Oeste da Eurásia.

Já no segundo estudo, os cientistas procuraram retraçar a história genômica dos aborígenes australianos, formada por populações em grande parte geneticamente distintas e cuja chegada na Oceania há estimados mais de 50 mil anos por vezes é usada como argumento para defender a ideia de múltiplas ondas migratórias dos humanos modernos a partir da África. Assim, os pesquisadores liderados por Mait Metspalu, do Biocentro da Estônia, contaram com a colaboração de anciões e líderes tribais dos aborígenes – que assinam o artigo como coautores - para obter e sequenciar o DNA de 83 indivíduos destas populações, além de 25 da vizinha Papua-Nova Guiné.

Segundo os pesquisadores, as populações aborígenes da Austrália as de Papua-Nova Guiné teriam se separado das de Europeus e Asiáticos há cerca de 58 mil anos, e depois os australianos de diferenciaram de seus vizinhos há aproximadamente 37 mil anos. Além disso, as diferenças genéticas entre as próprias populações de aborígenes australianos é similar em magnitude às que separam os europeus de indivíduos do Leste da Ásia, numa indicação de que eles de fato ocuparam o continente há muito tempo. Por fim, no entanto, eles argumentam que se forem excluídos do genoma dos aborígenes os significativos trechos de DNA herdados de outras espécies humanas arcaicas, como os neandertais e os denisovans, o que resta não difere muito do que seria uma população ancestral em comum com europeus e asiáticos, reforçando a hipótese de uma onda migratória única da África.

- As discussões quanto até onde os aborígenes australianos representam uma saída da África em separado daquela de asiáticos e europeus tem sido intensas, mas descobrimos que, uma vez levando em conta a miscigenação com outros humanos arcaicos, a grande maioria da constituição genética dos aborígenes australianos vem de mesma saída da África que as outras populações não africanas – aponta Laurent Excoffier, pesquisador da Universidade de Berna, Suíça, responsável por algumas das principais análises do estudo.

Na contramão destas conclusões sobre uma única onda migratória da África, porém, está o terceiro estudo, encabeçado por Luca Pagani, vinculado ao mesmo Biocentro da Estônia e às universidades de Cambridge, Reino Unido, e de Bolonha, Itália. Nele, os pesquisadores acrescentaram 379 novos genomas de indivíduos de 125 populações, principalmente europeias, a uma base de dados genéticos sobre 148 populações ao redor do mundo. Segundo eles, as análises do conjunto indicam que pelo menos 2% do genoma dos atuais habitantes de Papua-Nova Guiné refletem a ancestralidade de uma população distinta que divergiu dos africanos antes dos eurasianos. Com isso, eles acreditam que ter encontrado evidências de pelo menos uma antiga e separada migração desde a África há aproximadamente 120 mil anos que levou ao povoamento da região.

Mas qualquer que tenha sido a forma da ocupação da Terra pelos humanos modernos pela Terra, se em uma ou várias ondas migratórias desde a África, ela provavelmente foi guiada por mudanças climáticas causadas por pequenas alterações na órbita do planeta, sugerem os autores de um quarto estudo também publicado nesta edição da “Nature”. De acordo com Axel Timmermann e Tobias Friedrich, ambos da Universidade do Havaí, foi só por causa das alterações no clima que nossos ancestrais decidiram deixar seu berço na África em direção da região da Península Arábica entre 120 mil e 90 mil anos atrás. Dali, mais mudanças climáticas deflagraram outros surtos migratórios com destino ao Sul da Ásia, Indonésia e Austrália por volta de 60 mil a 50 mil anos atrás, da Europa há aproximadamente 60 mil a 40 mil anos, para o Norte da Ásia há 20 mil anos e finalmente a entrada nas Américas cerca de 15 mil anos atrás.

E é justamente diante de um cenário tão complexo que Serena Tucci e Joshua Akey, do Departamento de Ciências Genômicas da Universidade de Washington, EUA, destacam em comentário também na “Nature” que embora os estudos forneçam algumas peças faltantes no quebra-cabeça da história da Humanidade, ainda restam muitas perguntas.

“A contínua amostragem da diversidade genômica humana e o desenvolvimento de ferramentas estatísticas cada vez mais sofisticadas prometem revelar ainda mais segredos sobre nosso passado. Apesar disso, é crucial reconhecer os limites da genética. Com já anteriormente mostrado, será necessária a integração de dados entre disciplinas tradicionalmente distintas, como a linguísticam a arqueologia, a antropologia e a genética para que possamos retraçar completamente os passos tomados pelos humanos antigos à medida que exploraram e colonizaram o mundo”, conclui a dupla.

oglobo.globo.com | 9/21/16 5:00 PM
Povo autóctone se choca com conservação

Por Zahra Moloo, da IPS –  Mudja, República Democrática do Congo, 21/9/2016 – Os bambutis eram os habitantes originais do parque nacional mais antigo da África, o Virunga, na República Democrática do Congo (RDC), cujo território remonta a 1925, quando foi delimitado pelo rei Alberto I, da Bélgica. Mas agora os bambutis – que pertencem a […]

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www.envolverde.com.br | 9/21/16 12:32 PM
Santos Silva: “Até agora não há razão para duvidar do Governo iraquiano”
As relações luso-iraquianas não estão em causa. China, Brasil e África são os três principais pontos cardeais da bússola do Palácio das Necessidades, com António Costa a visitar Luanda até ao fim do ano. O futuro das Lajes depende dos timings norte-americanos. www.publico.pt | 9/20/16 6:07 AM
Terceira fase de assistência na África

Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, 16/9/2016 – No contexto de seus esforços para aliviar a vida dos menos favorecidos na África, a organização Zayed Giving Initiative, dos Emirados Árabes Unidos, iniciou a terceira fase de seu programa de assistência médica e humanitária.O programa acontece em conjunto com o Hospital Alemão Saudita, a Sociedade Dar Al […]

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www.envolverde.com.br | 9/16/16 12:35 PM