Notícias : Burundi

Explos�o de cami�o-cisterna provoca pelo menos 220 mortos
Pelo menos 220 pessoas morreram e quase duas centenas ficaram feridas quando um camião cisterna se virou e explodiu, incendiando uma aldeia na República Democrática do Congo. A tragédia ocorreu sexta-feira à noite em Sange, perto da fronteira com o Burundi. tv2.rtp.pt | 7/3/10 11:11 PM
�nico candidato, Nkurunziza � reeleito presidente do Burundi
Em votação marcada pelo boicote da oposição, o hutu Pierre Nkurunziza, ex líder rebelde e único candidato, foi reeleito presidente do Burundi, como apontam os resultados definitivos divulgados nesta quarta feira. Em nota, a Comissão Eleitoral Nacional Independente informa que Nkurunziza venceu com 91,62% dos votos e que as eleições, realizadas na segunda feira, tiveram participação de 76,98%. Os números precisam ainda da validação da Corte Constitucional. noticias.terra.com.br | 6/30/10 8:49 PM
Em meio a um clima tenso ap�s ataques, Burundi abre elei��es presidenciais
O Burundi abriu os colégios eleitorais para as eleições presidenciais com um só candidato, o atual presidente, Pierre Nkurunziza, em meio a um clima de tensão após novos ataques com granada na noite de domingo (27), sem deixar feridos. "A situação está sob controle. O Exército e a polícia mantêm a segurança de forma conjunta e só lamentamos o lançamento de três granadas em Bujumbura' durante a noite do domingo, que não causaram feridos, disse o ministro da Segurança Pública, Alain Guillaume Bunyoni. Os 28.000 soldados do Exército burundinês e os 18 mil membros do corpo de polícia estão a cargo da segurança em uma jornada eleitoral na cerca de 3,5 milhões de eleitores foram convocados às urnas em um pleito do qual seis candidatos da oposição se retiraram. Leia mais (28/06/2010 - 08h15) redir.folha.com.br | 6/28/10 11:05 AM
Burundi vota em tensas elei��es presidenciais
O Burundi abriu hoje os colégios eleitorais para as eleições presidenciais com um só candidato, o atual presidente, Pierre Nkurunziza, no meio da tensão pelos novos ataques com granada da noite passada, sem feridos. noticias.terra.com.br | 6/28/10 9:00 AM
Sabores da Copa do Mundo Brasil e Costa do Marfim
A culinária africana é generosa como a alma de seu povo. Uma mistura de tradições nativas e influências de longos períodos de colonização. Cada lugar tem uma maneira própria de cozinhar. Na Costa do Marfim e na Argélia, por exemplo, se assemelha à francesa; na Etiópia, à italiana; na África do Sul, à inglesa; em Angola e Moçambique, à portuguesa; em Namíbia, Tanganica e Burundi, à alemã. Enfim, "Em África come se de tudo", segundo Manuel Teixeira Gomes (1860 1941) presidente de Portugal entre ... terramagazine.terra.com.br | 6/19/10 10:04 AM
Ex�rcito vai cuidar da sa�de da torcida no Soccer City
A três dias da abertura da Copa do Mundo, a África do Sul prega a paz. Mas se alguém se sentir mal, ou precisar de atendimento médico no Soccer City, palco da partida entre a seleção local e o México, um cenário de guerra entrará em ação no local.

A poucos metros do estádio, os militares sul-africanos são responsáveis por tratar de imprevistos que atinjam os espectadores do Soccer City. Um tanque, homens e mulheres com roupas camufladas e tendas de atendimento. Quem visita tem a sensação de ter saído de um filme esportivo para uma epopeia de guerra.

A reportagem do LANCE! pediu autorização a Wilma von Staden, enfermeira de batalhas e de cargo importante na hierarquia dos atendentes militares, para visitar as tendas.

– Você pode tirar fotos de tudo, da estrutura, mas não podemos posar para vocês porque somos militares – afirmou a simpática sul-africana, de rosto e sotaque duros, após pedir permissão a um superior por telefone.

São três “enfermarias” improvisadas em uma das largas áreas ao redor do Soccer City. Elas atenderão gravidades diferentes. A menos equipada, apenas com camas, serve para indisposições, problemas simples. Outra para ferimentos leves e a principal vai receber torcedores com ferimentos mais sérios. Os casos extremos, entretanto, serão tratados nos hospitais próximos do estádio.

As tendas militares servirão somente para os primeiros socorros. A maioria dos trabalhadores tem vasta experiência em conflitos na busca pela paz. No fim do Apartheid, militaram eles pela África do Sul.

– Também estivemos em outros países do continente, como Gabão, Congo e Burundi. Naquela época, tivemos de conviver commuitos mortos e feridos. Agora será diferente, é um evento de paz – afirmou Wilma.

Nesta sexta-feira, cerca de 90 mil pessoas irão transitar pelas proximidades do Soccer City. Os militares, encantados com o Brasil e o clima da Copa, esperam trabalhar pouco e ter muito tempo para curtir o Mundial. www.lancenet.com.br | 6/8/10 8:13 AM
UE enviar� miss�o de observa��o eleitoral para o Burundi
A União Europeia enviará uma missão de observação eleitoral ao Burundi diante da aproximação do pleito a partir de 21 de maio, a pedido das autoridades locais, conforme informou hoje a Comissão Europeia em comunicado. noticias.terra.com.br | 5/14/10 10:10 AM
Travelport expande solu��o de e-ticketing em �frica
A emissão de bilhetes electrónicos está agora disponível em cinco países africanos: Angola, Cabo Verde, Gâmbia, Ruanda e Burundi. tvnet.sapo.pt | 4/14/10 8:58 AM
Rebeldes somalis planejam ataque a bomba contra porto
Insurgentes islamistas planejam atacar o porto da capital da Somália com embarcações cheias de explosivos, disseram nesta sexta-feira islamistas moderados e integrantes das forças de paz da União Africana.

Os combatentes do al Shabaab, ligado à al Qaeda, estão conduzindo uma campanha contra o frágil governo apoiado pelo Ocidente, com o objetivo de impor uma versão mais dura da lei islâmica Sharia no país.

– Temos a informação de que o al Shabaab quer usar um bote cheio de explosivos para atacar o porto – disse à Reuters o major Barigye Ba-hoku, porta-voz das forças de paz da União Africana na Somália.

– Não sabemos quando eles podem atacar, mas eles estão planejando isso  – afirmou.

A União Africana recebeu informações de inteligência de dentro do al Shabaab de que caminhões e animais como burros e cachorros poderiam ser usados nos ataques contra os soldados da União Africana, desestabilizando ainda mais o governo do presidente Sheikh Sharif Ahmed.

Mais de 5 mil soldados de Uganda e Burundi cumprem missão de paz em Mogadíscio, mas as operações estão praticamente restritas à proteção do porto, do aeroporto e do palácio presidencial. www.correiodobrasil.com.br | 4/2/10 8:21 PM
Anistia pede que China divulgue n�mero de execu��es
O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) pediu ao governo chinês que torne público o número de execuções realizadas no país em seu relatório anual sobre a situação da pena de morte no mundo. No documento, divulgado nesta terça-feira, a AI afirma que pelo menos 714 pessoas foram executadas pelo Estado em 18 países em 2009.

Esse número, no entanto, pode ser muito mais alto, diz a AI, estimando que milhares de execuções não divulgadas teriam sido realizadas apenas na China.

Pelo menos 366 pessoas foram executadas no Irã, 120 no Iraque e 52 nos Estados Unidos, no ano passado. A AI, no entanto, calcula que mais pessoas tenham sido executadas na China do que em todos os outros países juntos.

A ONG ainda elogiou o Burundi e o Togo, que aboliram a pena de morte em 2009. Segundo a AI, 2009 também foi o primeiro ano na história moderna em que ninguém foi executado pelo Estado na Europa ou nos países da antiga União Soviética.

'Tortura'

O governo chinês afirma que executa menos prisioneiros hoje do que no passado, mas defende que os detalhes sobre as execuções são segredo de Estado.

Mas, segundo a AI, "evidências de anos anteriores e várias fontes atuais indicam que a cifra permanece na casa dos milhares".

A Anistia afirma que 68 crimes podem levar à pena de morte no país, entre eles crimes não violentos. As execuções são realizadas por esquadrões de tiro ou injeção letal.

Muitas pessoas foram sentenciadas com base em confissões extraídas sob tortura e com acesso limitado a aconselhamento legal, afirma a AI.

"As autoridades chinesas alegam que estão executando menos prisioneiros", disse o secretário-geral interino da Anistia, Claudio Cordone.

"Se isso é verdade, por que elas não dizem ao mundo quantas pessoas foram mortas pelo Estado?"

Desde 2007, todas as sentenças de morte na China são obrigatoriamente revistas por uma corte alta, um processo que, segundo o governo, diminuiu o número de execuções.

Mas a AI diz que, "enquanto as estatísticas sobre a pena de morte na China permanecerem um segredo de Estado, será impossível verificar a alegação (de que uma redução nas execuções) e analisar a tendência atual".

A Anistia destacou as execuções realizadas depois dos protestos políticos no Tibete e dos confrontos étnicos em Xinjiang, as pessoas condenadas à morte por fraude financeira e o caso do britânico Akmal Shaikh, executado por tráfico de drogas apesar de seu advogado argumentar que ele sofria de problemas mentais.

Segundo a AI, a China deveria aderir às leis e convenções internacionais sobre pena de morte e demonstrar transparência em sua aplicação.

Tendência positiva

Segundo a Anistia, até o fim de 2009 havia 17.118 pessoas em corredores da morte em todo o mundo. Durante o ano, 2.001 pessoas foram condenadas à morte.

Mas, apesar de a pena capital ainda ser legal em 58 países, apenas 18 anunciaram ter executado prisioneiros em 2009.

A AI afirma ainda que "comutações e perdões de sentenças de morte parecem ser mais frequentes" em países onde a pena de morte ainda está em vigor. Só o governo do Quênia comutou a pena de mais de 4 mil prisioneiros em agosto passado.

O grupo ainda identificou um aumento acentuado em execuções no Irã após os protestos que se seguiram à contestada vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, nas eleições de junho de 2009.

O Irã também foi criticado, juntamente com a Arábia Saudita, por ter executado prisioneiros condenados por crimes cometidos quando eram menores de 18 anos.

A Anistia afirma que a Arábia Saudita também realizou execuções "em um ritmo alarmante". Pelo menos 69 pessoas teriam sido decapitadas em público em 2009.

Mas o relatório destaca a tendência de abolir a pena capital, que vem crescendo no mundo nos últimos anos.

Com o Burundi e o Togo abolindo a pena de morte, o número de países em que a prática não é prevista na lei chegou a 95.

A Anistia voltou a reforçar sua visão de que a pena de morte é cruel, "uma afronta contra a dignidade humana" e muitas vezes é usada de maneira desproporcional contra pobres e marginalizados.

O grupo também afirmou que o segredo em torno das execuções em muitos países é "indefensável".

"Se a pena capital é um ato legítimo de governo como alegam esses países, então não há motivo para que seja usada de maneira escondida do público e do escrutínio internacional", afirma o relatório.

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ultimosegundo.ig.com.br | 3/30/10 10:45 AM
"Justi�a popular" matou 75 pessoas em 2009 - Human Rigths Watch
Lisboa, 26 mar (Lusa) - A "justiça popular" no Burundi matou em 2009 pelo menos 75 pessoas, inclusive com a cumplicidade das autoridades, denunciou hoje a organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rigths Watch (HRW), que exige medidas do governo daquele país. tv1.rtp.pt | 3/26/10 6:44 AM
Franc�s ca�a crocodilo que j� devorou 200 pessoas no Burundi
Há 20 anos o crocodilo Gustave vem aterrorizando os moradores do Burundi, despistando caçadores e escapando da morte no lago Tanganica. Gustave, que pesa uma tonelada e mede cerca de 6 m de comprimento, é conhecido na região por já ter devorado mais de 200 pessoas. noticias.terra.com.br | 2/2/10 10:59 AM
Franc�s ca�a crocodilo que j� devorou 200 pessoas no Burundi
'Gustave' mora no lago Tanganica e atacou crianças e pescadores da região. g1.globo.com | 2/2/10 10:37 AM
Franc�s ca�a crocodilo que j� devorou 200 pessoas no Burundi
Há 20 anos o crocodilo Gustave vem aterrorizando os moradores do Burundi, despistando caçadores e escapando da morte no lago Tanganica.

Gustave, que pesa uma tonelada e mede cerca de seis metros de comprimento, é conhecido na região por já ter devorado mais de 200 pessoas.

Ele usa a cauda para golpear crianças que brincam à beira do lago, já foi filmado atacando um pescador e, segundo a lenda, teria comido uma funcionária da Embaixada russa que se banhava nas águas rasas do lago.

Gustave recebeu o nome do francês Patrice Faye, que vive no Burundi há cerca de 20 anos.

Faye tenta capturar o crocodilo há 11 anos e se tornou um herói local. Ele agora mudou de estratégia e não quer mais matá-lo, mas sim colocar um rastreador no animal, para seguir seus passos.

Segundo o francês, "vivemos numa era em que criaturas como essas são cada vez mais raras".

Devorador

"Ele é um animal pré-histórico, muito gordo", disse Faye em entrevista ao programa Outlook, da BBC. "Na água, parece um hipopótamo. Mas ele ainda tem todos os dentes, o que sugere que ele tenha cerca de 68 anos".

Faye disse que quando acompanhou os movimentos do crocodilo por um período de três meses, 17 pessoas foram devoradas por Gustave. "Calculei que se ele vinha matando gente há 20 anos neste ritmo, já teria comido mais de 300 pessoas", explicou.

Mas o francês afirma que Gustave já passou períodos mais longos sem comer nenhuma pessoa. No ano passado, por exemplo, não foi registrado nenhum ataque.

Mas qual a explicação para que o crocodilo tenha preferência por pessoas em seu cardápio?

Para Faye, o enorme tamanho do animal faz com que uma dieta a base de peixes do lago não seja suficiente para saciar sua fome. Além disso, "por ser tão enorme, ele é mais lento e, portanto, não tem outra opção a não ser caçar presas fáceis. Na água, não há presa mais fácil do que o ser humano".

"Não creio que seja uma questão de gosto, mas sim uma questão do que ele pode caçar", completou.

Estratégia

A certa altura, Faye tentou capturar Gustave com uma armadilha usada no Zimbábue para caçar crocodilos gigantes. Mas o animal não se deixou enganar. Apesar de ter chegado perto várias vezes, Gustave nunca caiu na armadilha que, de tão pesada, acabou afundando.

"Ele deve ter um instinto de sobrevivência muito forte, porque sobreviveu quando outros crocodilos foram massacrados", disse ele.

Hoje em dia, Faye usa outra estratégia. "Tenho informantes. No Burundi, há milhares de pessoas que vivem junto ao lago, especialmente pescadores que passam a maior parte do tempo na água. Dei a eles uma dúzia de telefones celulares para que me digam onde estão".

Gustave já foi baleado várias vezes. "Vários pescadores disseram já ter acertado ele. Ele parece ter o couro à prova de balas".

O francês não quer nem imaginar a possibilidade de alguém capturá-lo antes dele. "Me sentiria como se tivessem me roubado algo", explicou. "Vou permanecer fiel a Gustave e espero que ele faça o mesmo."

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ultimosegundo.ig.com.br | 2/2/10 10:33 AM
Franc�s ca�a crocodilo que j� devorou 200 pessoas no Burundi

Há 20 anos o crocodilo Gustave vem aterrorizando os moradores do Burundi, despistando caçadores e escapando da morte no lago Tanganica ...

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oglobo.globo.com | 2/2/10 9:35 AM
Pena de morte est� em vigor em 58 pa�ses, diz Anistia
Relatório da Anistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos, afirma que atualmente a pena de morte está em vigor em 58 países. Outros 95 países aboliram a prática para todos os tipos de crime, enquando nove países, entre eles o Brasil (somente na Justiça militar), mantêm a pena de morte em circunstâncias excepcionais, mas não para crimes comuns.

 

A organização afirma que 35 países aboliram �na prática� a pena de morte pelo fato de não terem realizado nenhuma execução nos últimos dez anos, apesar de a punição estar prevista em lei para crimes comuns. Somando essas 35 nações às que aboliram por lei a pena de morte, chega a 139 o número de países que não executam prisioneiros, segundo a Anistia.

De acordo com o relatório da Anistia, em 2008 foram realizadas 2.390 execuções, 93% delas em apenas cinco países: China, Irã, Arábia Saudita, Paquistão e Estados Unidos. No mesmo período, houve 8.864 sentenças à morte em todo o mundo.

Em 1977, apenas 16 países aboliram essa condenação para todos os tipos de crime. Dos 58 que ainda mantêm a pena capital, 25 realizaram execuções em 2008.

Brasil

No Brasil, a  pena de morte é proibida, exceto para crimes militares cometidos em tempos de guerra, segundo está previsto na Constituição de 1988. De acordo com a Carta, o fuzilamento é o método de execução. Comunicado sobre a sentença, o presidente da República pode conceder um indulto ou comutar a pena do condenado.

O País é o único de língua portuguesa que permite a prática para crimes militares. Na América do Sul, Bolívia, Chile e Peru também mantêm a pena de morte em circunstâncias excepcionais.

Veja o tipo de determinação vigente em cada país:

Pena de morte abolida para todos os tipos de crime:

África do Sul, Albânia, Alemanha, Andorra, Angola, Argentina, Armênia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camboja, Canadá, Chipre, Colômbia, Costa Rica, Côte d'Ivoire, Croácia, Dinamarca, Djibouti, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Filipinas, Finlândia, França, Geórgia, Grécia, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Ilhas Cook, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas Salomão, Irlanda, Islândia, Itália, Listenstaine, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Malta, México, Micronésia, Moçambique, Moldávia, Mônaco, Montenegro, Namíbia, Nepal, Nicarágua, Niue, Noruega, Nova Zelândia, Palau, Panamá, Paraguai, Polônia, Portugal, Quiribati, Quirguistão, Reino Unido, República Checa, República Dominicana, Romênia, Ruanda, Samoa, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia (incluindo Kosovo), Suécia, Suíça, Timor Leste, Togo, Turcomenistão, Turquia, Tuvalu, Ucrânia, Uruguai, Usbequistão, Vanuatu, Vaticano e Venezuela.

Pena de morte abolida para crimes comuns:

Bolívia, Brasil, Casaquistão, Chile, El Salvador, Ilhas Fiji, Israel, Letônia e Peru.

Pena de morte abolida �na prática� para crimes comuns:

Algéria, Benin, Brunei, Burkina Faso, Camarões, Congo, Coreia do Sul, Eritreia, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Ilhas Maldivas, Laos, Libéria, Madagascar, Malaui, Mali, Marrocos, Mauritânia, Mianmar, Nauru, Níger, Papua Nova Guiné, Quênia, República Centro-Africana, Rússia, Sri Lanka, Suriname, Suazilândia, Tajiquistão, Tanzânia, Tonga, Tunísia, Zâmbia.

Pena de morte para todos os crimes:

Afeganistão, Antígua e Barbuda, Arábia Saudita, Autoridade Palestina, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados, Belize, Bielorrúsia, Botswana, Catar, Chade, China, Cingapura, Comores, Coreia do Norte, Cuba, Dominica, Egito, Emirados Árabes, Estados Unidos, Etiópia, Guatemala, Guiné, Guiné Equatorial, Guiana, Iêmen, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Japão, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbano, Líbia, Malásia, Mongólia, Nigéria, Omã, Paquistão, República Democrática do Congo, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão, Tailândia, Taiwan, Trinidad e Tobago, Uganda, Vietnã e Zimbábue.

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ultimosegundo.ig.com.br | 1/9/10 12:37 PM
Brasil nega 'racha' entre pa�ses em desenvolvimento em Copenhague
O negociador-chefe do Brasil na reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Copenhague, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou nesta quarta-feira que "não vê racha" no chamado G77 - grupo que representa a maior parte dos países pobres e em desenvolvimento. O G77 reúne países emergentes como Brasil, África do Sul e Índia, mas também alguns dos mais pobres do planeta, como Burundi, Bangladesh e Suazilândia.


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"É natural que haja às vezes algumas divergências, que são democraticamente discutidas, são postas na mesa e se tenta chegar a um consenso. O grupo é de fato bastante diverso e convivemos com isso", afirmou o diplomata.

No entanto, os acontecimentos desta quarta-feira surpreenderam. Tuvalu, que não participa do G77, conseguiu tecnicamente suspender a conferência sobre o clima por algumas horas, com o apoio de diversos países do grupo.

Aliança interna

Além disso, a BBC teve acesso a um documento distribuído em novembro pelos negociadores de Lesoto, outro país africano do G77, com propostas para outros países mais pobres do grupo.

No livreto Climate Change Negotiations 2009: An LDC Perspective (Negociações sobre Mudanças Climáticas 2009: uma Perspectiva dos Países Menos Desenvolvidos), existe a proposta textual de que os países menos desenvolvidos (LDC, no jargão) "se aliem aos pequenos países-ilha em desenvolvimento (Sids) e possivelmente outros".

O objetivo da aliança interna no grupos dos 77 seria "convencer os grandes emissores entre os países em desenvolvimento a chegar a um denominador comum de negociação".

A proposta diz respeito especificamente às negociações em torno de ações obrigatórias de redução de emissões contidas nos planos nacionais sob supervisão dos países industrializados.

A proposta evidentemente toca o Brasil, que está entre os maiores poluidores do grupo. O texto, no entanto, é informal, e não foi nem será apresentado durante as negociações em Copenhague.

'Conciliar é difícil'

Nas discussões sobre metas de emissão sob a convenção do clima da ONU, o Brasil coordena o grupo dos 77 e o negociador-chefe brasileiro admite encontrar dificuldades. "Conciliar é uma tarefa árdua e difícil", afirmou Figueiredo.

Nesta quarta-feira, Tuvalu exigiu a suspensão dos trabalhos da conferência, como forma de pressão para ter a sua proposta de acordo analisada.

O pequeno país-ilha quer um acordo legal que seja mais restritivo do que o Protocolo de Kyoto, mas enfrenta resistências até internamente no G77.

A proposta, que visa a limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC, e estabilizar as concentrações de gases que provocam o efeito estufa em 350 partes por milhão (ppm), agrada a vários países do grupo.

No entanto, a concentração de 450 ppm é melhor aceita por países industrializados e alguns em desenvolvimento. Para países emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul, o limite de 350 ppm não é bem aceito, porque pode se tornar uma barreira para o crescimento econômico.

Atualmente, a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera gira em torno de 387 ppm.

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ultimosegundo.ig.com.br | 12/9/09 10:47 PM
Brasil se declara contra independ�ncia do Kosovo
Haia, 4 dez (EFE).- O Brasil se declarou hoje na Corte Internacional de Justiça, em Haia, contra a declaração de independência do Kosovo em fevereiro de 2008, já que entende que o princípio de integridade territorial, neste caso da Sérvia, foi violado.Representando o país, o embaixador do Brasil na Holanda, José Artur Denot Medeiros, disse que "as instituições de Governo provisório (estabelecidas pela resolução 1.244) tinham um grau substancial de autogoverno, mas em sua atribuição de poderes não menciona, nem implícita nem explicitamente, o da independência".

Para o Brasil, diante de um fracasso como o que aconteceu nas negociações de paz entre Sérvia e Kosovo, corresponderia ao Conselho de Segurança da ONU, e não ao Governo provisório kosovar, decidir sobre uma possível declaração de independência.

Também houve rejeição da Bolívia, e o embaixador desse país na Holanda, Roberto Calzadilla, disse aos juízes que a declaração unilateral de independência do Kosovo "não está de acordo com o direito internacional".

Para a Bolívia, a secessão kosovar representou a violação da resolução 1.244 da ONU, de 1999, que não "oferecia ao Governo provisório do Kosovo a capacidade de se declarar independente".

"O direito de autodeterminação somente deve ser contemplado em um contexto de colonialismo", no qual existe uma "ocupação estrangeira" sobre um território, segundo a Bolívia.

Além de Brasil e Bolívia, também discursaram hoje na CIJ a Bulgária e Burundi, pronunciando-se o primeiro a favor da independência do Kosovo, ao considerar que o caso desta província sérvia é "único".

Embora Bulgária não tenha colocado em xeque o princípio de integridade territorial defendido por outros países contrários à declaração de independência do Kosovo, afirmou que, na sua opinião, esse princípio fundamental do direito internacional só pode ser aplicado quando é ameaçado por outro Estado, e não por uma entidade que não conta com esse status.

Burundi surpreendeu com uma argumentação diferente das apresentadas até o momento.

Sem dizer claramente se considerava legal ou ilegal a independência kosovar, este Estado africano afirmou que, embora os juízes cheguem a considerar que a secessão foi ilegal do prisma do direito internacional, isso não pode ter consequências sobre a "validade" da atual situação no Kosovo.

"A Corte não tem a obrigação de anular a declaração unilateral de independência", afirmou, em nome do Burundi, o especialista em direito da Universidade de Amsterdã, Jean d'Aspremont.

A CIJ realiza, a partir de 1º de dezembro e até o final da próxima semana, audiências orais com a participação de cerca de 30 países para ajudar os juízes no momento de emitir o que se conhece como uma "opinião consultiva" sobre a legalidade da declaração de independência do Kosovo.

Solicitadas diretamente à CIJ pelas Nações Unidas, estas opiniões consultivas da Corte de Haia não são formalmente vinculativas, mas costumam ser respeitadas, por serem respaldadas pelo prestígio internacional desta organização judicial. EFE mr/an ultimosegundo.ig.com.br | 12/4/09 12:30 PM
Sem a��o, futuro de EUA e Burundi � emitir mais CO2
Estados Unidos e Burundi estão em extremos opostos da lista de emissões de CO2 no ambiente, mas os dois países têm algo em comum: se nada for feito para combater as emissões, ambas as nações têm perspectivas de aumentar o seu nível de poluição nos próximos anos. De um lado, os Estados Unidos, hoje um dos países com maior índice de emissão de CO2 do mundo, não possuem mecanismos suficientes para incentivar seus cidadãos e empresários a poluírem menos.No outro extremo, o Burundi é hoje um dos países que menos poluem, mas todos os esforços do país estão voltados para o combate à miséria e para o crescimento econômico, sem preocupações com o ambiente.

Estados Unidos e Burundi são exemplos dos desafios enfrentados pelas delegações dos 192 países que discutirão soluções para o problema do aquecimento global em Copenhague, no próximo dia sete.

No momento, há duas soluções em pauta que tentam lidar com os dois desafios distintos: nos Estados Unidos, reduzir as emissões de CO2; e no Burundi, fazer com que o país cresça economicamente, mas de forma sustentável.

EUA: Mercado de carbono
Em Miami, a BBC Brasil visitou Brian Scheinblum, dono de uma rede de hotéis na luxuosa praia de Miami Beach. Em dezembro, na mesma época do encontro em Copenhague, ele está reinagurando seu hotel após uma reforma para reduzir em 80% as emissões do hotel.

Tudo no hotel é pensado do ponto de vista ecológico - o piso, o estofado das camas, as cadeiras e as peças de metal são de material reciclado. Os travesseiros são feitos 100% com plástico reciclado de garrafas descartáveis. No teto, Brian está instalando painéis solares e uma turbina de vento. A água do banho é esquentada pela energia gerada pelos aparelhos de ar condicionado.

Tirando os painéis solares, que foram feitos com incentivo do governo, todo o investimento foi feito por iniciativa própria do empresário.

"Tudo que pessoas como nós pudermos fazer para melhorar o ambiente, nós devemos fazer, independente de se governo está ajudando ou não", diz Scheinblum.

A falta de incentivos para que as pessoas invistam no meio ambiente é um problema que o governo e o Congresso dos Estados Unidos estão tentando resolver.

A solução em discussão é a criação de um mercado de crédito de carbono, nos moldes do que existe hoje na Europa. Um projeto de lei conhecido como Waxman-Markey, que está tramitando no Congresso americano, prevê a criação de um esquema cujo objetivo é incentivar as empresas a reduzirem as emissões de CO2.

Pela lei, as empresas americanas receberiam do governo uma "cota de CO2", que determina o quanto cada empresa pode poluir o planeta. As companhias que desejassem expandir sua produção teriam duas alternativas: comprar créditos de CO2 no mercado para poder produzir e poluir mais, ou investir em tecnologias limpas para produzir mais gerando a mesma quantidade de CO2.

Igualmente, as empresas que investissem em tecnologias limpas poderiam vender o excedente da sua cota de CO2 no mercado. Com o tempo, as cotas distribuídas às empresas seriam reduzidas, as forçando a reduzir suas emissões e investir no meio ambiente.

O objetivo do projeto Waxman-Markey é fazer com que o setor produtivo dos Estados Unidos reduza as suas emissões. Consequentemente, a pegada ambiental geral dos americanos cairia, já que os produtos consumidos seriam mais ecológicos. Um esquema do tipo já existe em Chicago hoje, mas ele é voluntário e depende da iniciativa das próprias empresas.

Burundi: Fundo para países pobres
No Burundi, o problema do país é a falta de recursos para o seu desenvolvimento. Na capital do país, a BBC Brasil encontrou com a jovem Niyunkuru Fabiola, de 18 anos, que trabalha arando a terra. Ela é um exemplo das pessoas com renda média per capita de US$ 110 anuais em busca de melhores condições de vida.

O desafio do Burundi é elevar a renda de pessoas como ela, com investimentos na agricultura e na indústria. Preocupações ambientais são secundárias no país, que em 2004 deixou para traz uma década de guerra civil e estagnação econômica.

Para resolver o problema de nações como o Burundi, a China e outros países em desenvolvimento propõem que as nações ricas contribuam com 1% do seu PIB anual para um fundo. Os recursos - estimados na ordem de US$ 300 bilhões - seriam aplicados para que os países pobres se desenvolvam com tecnologias limpas e baixas emissões de gases nocivos ao ambiente, exatamente ao contrário do que as nações ricas fizeram no passado.

Para Michael Levi, especialista em energia e ambiente do instituto americano Council on Foreign Relations, a proposta da China é ambiciosa e enfrenta resistências.

"Políticos ocidentais não terão disposição para mandar nada perto dessa quantia para seus competidores econômicos para assegurar um acordo", escreveu Levi em um artigo recente.

Na União Europeia, alguns países do Leste Europeu, como a Bulgária e a Romênia, já se manifestaram contra a proposta, argumentando que eles estariam contribuindo para algumas nações emergentes mais ricas que elas próprias, como o Brasil. ultimosegundo.ig.com.br | 12/2/09 1:28 PM
Sem a��o, futuro de EUA e Burundi � emitir mais CO2
Estados Unidos e Burundi estão em extremos opostos da lista de emissões de CO2 no ambiente, mas os dois países têm algo em comum: se nada for feito para combater as emissões, ambas as nações têm perspectivas de aumentar o seu nível de poluição nos próximos anos. noticias.terra.com.br | 12/2/09 1:00 PM
Sem a��o, futuro de EUA e Burundi � emitir mais CO2

Estados Unidos e Burundi estão em extremos opostos da lista de emissões de CO2 no ambiente, mas os dois países têm algo em comum: se nada for feito para combater as emissões, ambas as nações têm perspectivas de aumentar o seu nível de poluição nos próximos anos ...

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oglobo.globo.com | 12/2/09 12:29 PM
EUA poluem at� 400 vezes mais que Burundi

O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta. Uma pessoa no Burundi polui o planeta quase 400 vezes menos do que um norte-americano, segundo dados do governo dos Estados Unidos.

Em média, cada norte-americano emite 19,78 toneladas de metro cúbico de CO2 por ano, de acordo com estatísticas da agência americana de energia Energy Information Administration. No Burundi, a emissão per capita anual é de apenas 0,05 toneladas.

Alguns fatores explicam porque o índice de emissões de CO2 é tão baixo no país. Em primeiro lugar, o Burundi ainda é um país essencialmente rural, com baixa atividade industrial. Em segundo lugar, o consumo de bens e comidas no país é baixíssimo, já que o Burundi é um dos países mais pobres do planeta.

O terceiro fator é uma certa distorção nos dados de emissões de CO2, que não levam em conta o desmatamento, um problema cada vez mais comum no país.

País rural

Com população total de 8,7 milhões de pessoas, o Burundi ainda é essencialmente um país rural. Menos de 4% da população total do país vive em Bujumbura, a capital e maior cidade. Apenas 10% das pessoas vivem em meios urbanos, onde estão concentradas as poucas indústrias do país.

A grande maioria dos burundianos vive no campo. Mais de 90% das pessoas vivem da agricultura de subsistência, plantando os alimentos que comem e vendendo o pequeno excedente em mercados e nas ruas. Com exceção de algumas grandes plantações de chá e café no norte do país, que respondem quase que exclusivamente pelas exportações do Burundi, todo o país funciona à base da agricultura de subsistência.

O resultado disso é que os alimentos são baratos e geram pouco CO2 no ambiente. Os agricultores plantam os alimentos para consumo próprio em terras alugadas. O excedente dos alimentos é vendido para o dono da terra, em pequenos mercados de rua ou de porta em porta na capital.

Durante o dia, as ruas de cidades como Bujumbura são tomadas por vendedores ambulantes de alimentos diversos como ovos, bananas e mangas. O transporte do alimento até o consumidor final também é ecológico, já que os ambulantes andam a pé ou de bicicleta.

Também não há emissão de CO2 por estocagem de alimentos em frigoríficos. Os burundianos praticamente só consomem frutas e verduras da estação a preços baixos. Uma manga vendida no outono, por exemplo, custa cerca de US$ 0,20. Nos Estados Unidos, o preço da mesma fruta – vendida o ano todo – pode ultrapassar U$ 2,00 a unidade. Parte do custo é atribuída ao transporte e estocagem do produto.

País pobre

A economia do Burundi ainda é o principal fator que faz com que o país tenha um baixo índice de emissões de CO2 per capita. Tanto na lista do FMI como do Banco Mundial, o Burundi tem a menor renda per capita nominal do planeta. A renda mensal média de cada burundiano é de pouco mais de US$ 9.

A economia do país já era uma das mais frágeis do mundo no começo dos anos 90, quando estourou a guerra civil no país. O Burundi passou por dez anos de declínio econômico, devido à guerra e a embargos comerciais de outros países da região. Nesse período, a renda per capita anual do Burundi desabou de US$ 180, em 1993, para US$ 110, em 2007, segundo dados do Banco Mundial.

Como resultado, mesmo as famílias com melhor renda no país não têm acesso a bens de consumo, como computadores e máquinas de lavar. É o caso de Willy Rwankineza e Espérance Iradukunda, uma família de classe média.

O consumo de energia – um dos principais responsáveis por emissões de CO2 – também é baixo no Burundi, e boa parte da matriz energética do país é hidrelétrica, que gera pouco gás carbônico. A casa de Willy e Espérance, onde moram outras seis pessoas, consome cerca de 120 kWh mensais e paga menos de US$ 5 de conta de luz.

E mesmo assim, o consumo é limitado, já que não há energia no país para todos e o Burundi passa por uma grave crise energética. A luz é desligada diariamente das 22h às 6pm. A geladeira da família vive vazia e às vezes até desligada, porque não há condições de se estocar alimentos com tantas interrupções de luz.

Nos últimos meses, os apagões têm acontecido com mais frequência e sem aviso prévio. No mês passado, o ministro de Energia do país, Samuel Ndayiragije, foi demitido devido à crise energética no país.

Desmatamento

O terceiro fator que explica porque o Burundi tem uma baixa taxa de emissão de CO2 per capita é que o desmatamento de florestas não é contabilizado pelas estatísticas, o que gera uma certa distorção nos números.

Os dados de emissão de CO2 per capita disponíveis atualmente levam em consideração apenas o consumo total de combustíveis fósseis da população. Mas o desmatamento, que é uma atividade que emite muito CO2, não é calculado, já que em muitos países há poucos dados confiáveis sobre o assunto.

O Brasil sofre da mesma distorção. Cada brasileiro emite, em média, 2 toneladas de metros cúbicos de CO2 por ano, cerca de 40 vezes mais do que uma pessoa no Burundi. No entanto, esse número não leva em conta o desmatamento das florestas brasileiras. Estima-se que até 70% das emissões brasileiras são causadas por desmatamento.

No Burundi, a economia se expande com base na agricultura, gerando muito desmatamento. Estima-se que quase metade das floresta original do país foi desmatada. Além disso, a lenha é uma importante fonte de energia nas casas de muitos burundianos. Na casa de Willy e Espérance, por exemplo, não há fogão a gás ou elétrico. A comida é cozinhada com água esquentada a lenha, que é vendida por ambulantes.

www.correiodobrasil.com.br | 12/1/09 2:04 PM
Burundi polui quase 400 vezes menos que pa�ses americanos
O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta. Uma pessoa no Burundi polui o planeta quase 400 vezes menos do que um americano, segundo dados do governo dos Estados Unidos. Em média, cada americano emite 19,78 toneladas de metros cúbicos de CO2 por ano, de acordo com estatísticas da agência americana de energia Energy Information Administration. No Burundi, a emissão per capita anual é de apenas 0,05 toneladas. noticias.terra.com.br | 12/1/09 1:20 PM
Burundiano polui em m�dia quase 400 vezes menos que americano
O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta. Uma pessoa no Burundi polui o planeta quase 400 vezes menos do que um americano, segundo dados do governo dos Estados Unidos. Em média, cada americano emite 19,78 toneladas de metro cúbico de CO2 por ano, de acordo com www.estadao.com.br | 12/1/09 12:41 PM
Burundiano polui em m�dia quase 400 vezes menos que americano
O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta. Uma pessoa no Burundi polui o planeta quase 400 vezes menos do que um americano, segundo dados do governo dos Estados Unidos.Em média, cada americano emite 19,78 toneladas de metro cúbico de CO2 por ano, de acordo com estatísticas da agência americana de energia Energy Information Administration. No Burundi, a emissão per capita anual é de apenas 0,05 toneladas.

Alguns fatores explicam porque o índice de emissões de CO2 é tão baixo no país. Em primeiro lugar, o Burundi ainda é um país essencialmente rural, com baixa atividade industrial. Em segundo lugar, o consumo de bens e comidas no país é baixíssimo, já que o Burundi é um dos países mais pobres do planeta.

O terceiro fator é uma certa distorção nos dados de emissões de CO2, que não levam em conta o desmatamento, um problema cada vez mais comum no país.

País rural
Com população total de 8,7 milhões de pessoas, o Burundi ainda é essencialmente um país rural. Menos de 4% da população total do país vive em Bujumbura, a capital e maior cidade. Apenas 10% das pessoas vivem em meios urbanos, onde estão concentradas as poucas indústrias do país.

A grande maioria dos burundianos vive no campo. Mais de 90% das pessoas vivem da agricultura de subsistência, plantando os alimentos que comem e vendendo o pequeno excedente em mercados e nas ruas. Com exceção de algumas grandes plantações de chá e café no norte do país, que respondem quase que exclusivamente pelas exportações do Burundi, todo o país funciona à base da agricultura de subsistência.

O resultado disso é que os alimentos são baratos e geram pouco CO2 no ambiente. Os agricultores plantam os alimentos para consumo próprio em terras alugadas. O excedente dos alimentos é vendido para o dono da terra, em pequenos mercados de rua ou de porta em porta na capital.

Durante o dia, as ruas de cidades como Bujumbura são tomadas por vendedores ambulantes de alimentos diversos como ovos, bananas e mangas. O transporte do alimento até o consumidor final também é ecológico, já que os ambulantes andam a pé ou de bicicleta.

Também não há emissão de CO2 por estocagem de alimentos em frigoríficos. Os burundianos praticamente só consomem frutas e verduras da estação a preços baixos. Uma manga vendida no outono, por exemplo, custa cerca de US$ 0,20. Nos Estados Unidos, o preço da mesma fruta - vendida o ano todo - pode ultrapassar U$ 2,00 a unidade. Parte do custo é atribuída ao transporte e estocagem do produto.

País pobre
A economia do Burundi ainda é o principal fator que faz com que o país tenha um baixo índice de emissões de CO2 per capita. Tanto na lista do FMI como do Banco Mundial, o Burundi tem a menor renda per capita nominal do planeta. A renda mensal média de cada burundiano é de pouco mais de US$ 9.

A economia do país já era uma das mais frágeis do mundo no começo dos anos 90, quando estourou a guerra civil no país. O Burundi passou por dez anos de declínio econômico, devido à guerra e a embargos comerciais de outros países da região. Nesse período, a renda per capita anual do Burundi desabou de US$ 180, em 1993, para US$ 110, em 2007, segundo dados do Banco Mundial.

Como resultado, mesmo as famílias com melhor renda no país não têm acesso a bens de consumo, como computadores e máquinas de lavar. É o caso de Willy Rwankineza e Espérance Iradukunda, uma família de classe média visitada pela BBC Brasil (assista ao vídeo).

O consumo de energia - um dos principais responsáveis por emissões de CO2 - também é baixo no Burundi, e boa parte da matriz energética do país é hidrelétrica, que gera pouco gás carbônico. A casa de Willy e Espérance, onde moram outras seis pessoas, consome cerca de 120 kWh mensais e paga menos de US$ 5 de conta de luz.

E mesmo assim, o consumo é limitado, já que não há energia no país para todos e o Burundi passa por uma grave crise energética. A luz é desligada diariamente das 22h às 6pm. A geladeira da família vive vazia e às vezes até desligada, porque não há condições de se estocar alimentos com tantas interrupções de luz.

Nos últimos meses, os apagões têm acontecido com mais frequência e sem aviso prévio. No mês passado, o ministro de Energia do país, Samuel Ndayiragije, foi demitido devido à crise energética no país.

Desmatamento
O terceiro fator que explica porque o Burundi tem uma baixa taxa de emissão de CO2 per capita é que o desmatamento de florestas não é contabilizado pelas estatísticas, o que gera uma certa distorção nos números.

Os dados de emissão de CO2 per capita disponíveis atualmente levam em consideração apenas o consumo total de combustíveis fósseis da população. Mas o desmatamento, que é uma atividade que emite muito CO2, não é calculado, já que em muitos países há poucos dados confiáveis sobre o assunto.

O Brasil sofre da mesma distorção. Cada brasileiro emite, em média, 2 toneladas de metros cúbicos de CO2 por ano, cerca de 40 vezes mais do que uma pessoa no Burundi. No entanto, esse número não leva em conta o desmatamento das florestas brasileiras. Estima-se que até 70% das emissões brasileiras são causadas por desmatamento.

No Burundi, a economia se expande com base na agricultura, gerando muito desmatamento. Estima-se que quase metade das floresta original do país foi desmatada. Além disso, a lenha é uma importante fonte de energia nas casas de muitos burundianos. Na casa de Willy e Espérance, por exemplo, não há fogão a gás ou elétrico. A comida é cozinhada com água esquentada a lenha, que é vendida por ambulantes.

* Confira amanhã uma reportagem sobre as soluções que estão sendo pensadas para os problemas nos Estados Unidos e no Burundi. ultimosegundo.ig.com.br | 12/1/09 12:25 PM
Burundiano polui em m�dia quase 400 vezes menos que americano
O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta. Uma pessoa no Burundi polui o planeta quase 400 vezes menos do que um americano, segundo dados do governo dos Estados Unidos. noticias.terra.com.br | 12/1/09 12:06 PM
Burundiano polui em m�dia quase 400 vezes menos que americano

O Burundi é um dos países com o menor índice de poluição per capita do planeta ...

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oglobo.globo.com | 12/1/09 12:05 PM
Consumo alto de energia, transporte e bens explicam emiss�es altas nos EUA

Delegações de 192 países discutirão a partir do dia 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, formas de reduzir as emissões de gases nocivos ao meio ambiente.

Na véspera da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a BBC Brasil visitou duas famílias que vivem nos dois extremos da lista de países que poluem o meio ambiente.

Em uma ponta estão os Estados Unidos, cuja população tem a maior pegada ambiental (o quanto cada pessoa polui o planeta) entre os países desenvolvidos. Na outra, está o Burundi, um dos países mais pobres do planeta e também um dos que menos polui.

Duas famílias revelaram seus hábitos de consumo e o que faz com que as suas pegadas ambientais sejam tão diferentes. Para comparar os dois extremos, eles responderam a perguntas sobre três itens que compõem a pegada ambiental de cada família: o gasto de energia, o uso de transporte e o consumo geral de bens e serviços.

Em Miami, nos Estados Unidos, vivem Charles e Melanie Glenn, um casal de médicos residentes. Eles moram em uma casa alugada de três quartos com a filha de sete meses, Amelie.

Em Bujumbura, capital do Burundi, foram entrevistados Willy Rwankineza e Espérance Iradukunda. Ambos com curso superior, ele trabalha em um banco, e ela, em uma organização não-governamental. Eles moram em uma casa própria com quatro filhos e dois empregados.

As duas famílias possuem um padrão de vida considerado bom em seus países. Charles e Melanie fazem parte da vasta classe média americana. Willy e Espérance, apesar de não serem ricos, ainda assim estão entre as pessoas com melhor padrão de vida no Burundi - país que possui a menor renda per capita do mundo.

ENERGIA

Apesar de na casa americana morarem apenas três pessoas, o consumo mensal de energia elétrica é, em média, quase oito vezes maior do que o da casa do Burundi, onde moram oito pessoas

Em Miami, Charles e Melanie consomem cerca de 950 kWh por mês. O casal possui vários eletrodomésticos - televisão, aparelho de DVD, refrigerador, máquinas de lavar e secar roupas, fogão elétrico, entre outros. Como eles passam grande parte do tempo fora de casa, trabalhando, muitos eletrodomésticos ficam desligados a maior parte do dia.

O maior gasto da família é com ar condicionado. Os três aparelhos da casa ficam ligados quase o tempo inteiro enquanto as pessoas estão em casa, para suportar o calor de mais de 25ºC de Miami, que dura no mínimo seis meses do ano.

No Burundi, Willy e Espérance gastam, em média, cerca de 120 kWh por mês. A conta total de luz da família, feita com cartões pré-pagos de energia, é de apenas US$ 5 por mês. A lista total de eletrodomésticos da casa é curta: um refrigerador, uma televisão e um ferro de passar. O casal não tem máquina de lavar ou secar; as roupas são lavadas a mão pelos empregados. Não há fogão a gás ou elétrico; a comida é esquentada com lenha. Eles também não têm computador.

Outro fator que contribui para o baixo consumo de energia da família é a escassez de eletricidade no Burundi. Nos últimos meses, o governo tem cortado o suprimento de energia elétrica todos os dias das 22h às 6h. Só os poucos que têm gerador próprio escapam do apagão diário.

Tanto os americanos quanto os burundianos não têm gás em casa, o que diminui bastante a pegada ambiental das famílias. No Burundi, a grande maioria das casas não tem aquecimento a gás, nem mesmo para a água. O costume é que os banhos sejam tomados na temperatura ambiente, já que quase nunca faz frio no país.

Em Miami, os Glenn usam um sistema natural de aquecimento de água, mas isso ainda é raro entre os americanos, que dependem do gás para o banho. Nos estados frios do país, como Alasca, Dakota do Norte e Wyoming, o consumo de gás é o maior responsável pela alta pegada ambiental da população. No Burundi, o país inteiro tem o mesmo clima, que não exige aquecimento.

As duas famílias entrevistadas dependem muito do carro no dia-a-dia e o seu uso é semelhante. O americano Charles estima que sua família roda cerca de 160 km por semana com o carro. O burundiano Willy acredita que o uso semanal do carro seja de 110 km.

Charles e Melanie têm apenas um carro. Eles trabalham no mesmo hospital em Miami, que possui uma creche para a filha Amelie, o que reduz muito as viagens de carro. Eles vão para o hospital cedo e voltam à tarde. Eventualmente, Melanie usa o ônibus para ir para casa, que é uma opção mais ecológica.

Além de dirigir para o trabalho, Willy leva e busca a mulher Espérance no trabalho e faz o mesmo com os filhos na escola duas vezes por dia, já que a família toda almoça em casa. As distâncias em Bujumbura, no entanto, são bem menores.

A principal diferença em termos de transporte entre as famílias é o uso de avião. O transporte aéreo é um dos setores que mais emitem gás carbônico no meio ambiente

Tanto os pais de Charles como os de Melanie moram no Estado do Kansas, a dois mil quilômetros de distância. Desde que Amelie nasceu, eles já viajaram três vezes ao Kansas de avião. Além disso, no último ano eles passaram férias na Guatemala e Charles foi para a Inglaterra.

Willy e Espérance, que são mais velhos que o casal americano, nunca viajaram de avião na vida. A família do Burundi nunca contribuiu para emissões de CO2 por avião.

O principal motivo é o alto preço das passagens em relação ao padrão de vida do Burundi. Uma passagem de avião de Bujumbura para Nairóbi, no Quênia, uma das opções mais próximas e baratas, custa em torno de US$ 400, o que é mais de três vezes a renda anual média de uma pessoa no Burundi. No país, apenas profissionais com boas carreiras ganham um salário mensal de US$ 400. Ainda assim, toda a renda mensal seria suficiente para comprar apenas uma passagem de avião.

Nas férias e feriados, Willy diz que sua família fica em casa.

– Aqui no Burundi você dorme nas suas férias –, brinca ele. Uma vez por ano eles vão de carro para o interior para visitar os pais de Espérance.

O terceiro fator que forma a pegada ambiental é o consumo geral de bens e comida. O cálculo desse item é complicado, porque ele exige que se some a pegada ambiental de todos os bens que uma determinada família têm - como roupas, móveis, produtos eletrônicas e comida, por exemplo.

Cada produto tem uma pegada ambiental própria, que é a quantidade de gases que foram emitidos na sua fabricação e transporte. A família do Burundi tem hábitos bem mais modestos do que a família americana, com menos bens de consumo como brinquedos, roupas e produtos eletrônicos. Por isso, sua pegada ambiental é muito menor, em termos de consumo.

No caso da comida, o Burundi é um país essencialmente rural e há mais alimentos produzidos localmente, o que é mais ecológico. Não há grandes supermercados e lojas na capital, e Willy e Espérance compram alimentos de agricultores ambulantes que andam a pé ou de bicicleta e vendem seus produtos de porta em porta. O alimento sai praticamente da terra para a mesa do consumidor final sem emissão de CO2. Em geral, os burundianos só comem verduras e frutas da estação, já que não há grandes importações de alimentos e frigoríficos para armazenamento - outro fator que reduz muito a emissão de gases.

Já o casal de Miami compra seus alimentos em um grande supermercado da cidade. A Flórida é um Estado que produz muitas frutas e verduras, o que diminui a necessidade de transporte e armazenamento dos alimentos e reduz a pegada ambiental da produção agrícola no Estado. Ainda assim, Miami tem centenas de supermercados com alimentos importados de todas as partes do mundo, algo ainda inédito em Bujumbura.

www.correiodobrasil.com.br | 11/30/09 6:56 PM
Consumo alto de energia, transporte e bens explicam emiss�es altas nos EUA

Delegações de 192 países discutirão a partir do dia 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, formas de reduzir as emissões de gases nocivos ao meio ambiente. Na véspera da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a BBC Brasil visitou duas famílias que vivem nos dois extremos da lista de países que poluem o meio ambiente.

Em uma ponta estão os Estados Unidos, cuja população tem a maior pegada ambiental (o quanto cada pessoa polui o planeta) entre os países desenvolvidos. Na outra, está o Burundi, um dos países mais pobres do planeta e também um dos que menos polui.

Duas famílias revelaram seus hábitos de consumo e o que faz com que as suas pegadas ambientais sejam tão diferentes. Para comparar os dois extremos, eles responderam a perguntas sobre três itens que compõem a pegada ambiental de cada família: o gasto de energia, o uso de transporte e o consumo geral de bens e serviços.

AS FAMÍLIAS

Em Miami, nos Estados Unidos, a BBC Brasil visitou Charles e Melanie Glenn, um casal de médicos residentes. Eles moram em uma casa alugada de três quartos com a filha de sete meses, Amelie.

Em Bujumbura, capital do Burundi, foram entrevistados Willy Rwankineza e Espérance Iradukunda. Ambos com curso superior, ele trabalha em um banco, e ela, em uma organização não-governamental. Eles moram em uma casa própria com quatro filhos e dois empregados.

As duas famílias possuem um padrão de vida considerado bom em seus países. Charles e Melanie fazem parte da vasta classe média americana. Willy e Espérance, apesar de não serem ricos, ainda assim estão entre as pessoas com melhor padrão de vida no Burundi - país que possui a menor renda per capita do mundo.

ENERGIA

Apesar de na casa americana morarem apenas três pessoas, o consumo mensal de energia elétrica é, em média, quase oito vezes maior do que o da casa do Burundi, onde moram oito pessoas.

Em Miami, Charles e Melanie consomem cerca de 950 kWh por mês. O casal possui vários eletrodomésticos - televisão, aparelho de DVD, refrigerador, máquinas de lavar e secar roupas, fogão elétrico, entre outros. Como eles passam grande parte do tempo fora de casa, trabalhando, muitos eletrodomésticos ficam desligados a maior parte do dia.

O maior gasto da família é com ar condicionado. Os três aparelhos da casa ficam ligados quase o tempo inteiro enquanto as pessoas estão em casa, para suportar o calor de mais de 25ºC de Miami, que dura no mínimo seis meses do ano.

No Burundi, Willy e Espérance gastam, em média, cerca de 120 kWh por mês. A conta total de luz da família, feita com cartões pré-pagos de energia, é de apenas US$ 5 por mês. A lista total de eletrodomésticos da casa é curta: um refrigerador, uma televisão e um ferro de passar. O casal não tem máquina de lavar ou secar; as roupas são lavadas a mão pelos empregados. Não há fogão a gás ou elétrico; a comida é esquentada com lenha. Eles também não têm computador.

Outro fator que contribui para o baixo consumo de energia da família é a escassez de eletricidade no Burundi. Nos últimos meses, o governo tem cortado o suprimento de energia elétrica todos os dias das 22h às 6h. Só os poucos que têm gerador próprio escapam do apagão diário.

Tanto os americanos quanto os burundianos entrevistados pela BBC Brasil não têm gás em casa, o que diminui bastante a pegada ambiental das famílias. No Burundi, a grande maioria das casas não tem aquecimento a gás, nem mesmo para a água. O costume é que os banhos sejam tomados na temperatura ambiente, já que quase nunca faz frio no país.

Em Miami, os Glenn usam um sistema natural de aquecimento de água, mas isso ainda é raro entre os americanos, que dependem do gás para o banho. Nos Estados frios do país, como Alasca, Dakota do Norte e Wyoming, o consumo de gás é o maior responsável pela alta pegada ambiental da população. No Burundi, o país inteiro tem o mesmo clima, que não exige aquecimento.

TRANSPORTE

As duas famílias entrevistadas dependem muito do carro no dia-a-dia e o seu uso é semelhante. O americano Charles estima que sua família roda cerca de 160 km por semana com o carro. O burundiano Willy acredita que o uso semanal do carro seja de 110 km.

Charles e Melanie têm apenas um carro. Eles trabalham no mesmo hospital em Miami, que possui uma creche para a filha Amelie, o que reduz muito as viagens de carro. Eles vão para o hospital cedo e voltam à tarde. Eventualmente, Melanie usa o ônibus para ir para casa, que é uma opção mais ecológica.

Além de dirigir para o trabalho, Willy leva e busca a mulher Espérance no trabalho e faz o mesmo com os filhos na escola duas vezes por dia, já que a família toda almoça em casa. As distâncias em Bujumbura, no entanto, são bem menores.

A principal diferença em termos de transporte entre as famílias é o uso de avião. O transporte aéreo é um dos setores que mais emitem gás carbônico no meio ambiente.

Tanto os pais de Charles como os de Melanie moram no Estado do Kansas, a dois mil quilômetros de distância. Desde que Amelie nasceu, eles já viajaram três vezes ao Kansas de avião. Além disso, no último ano eles passaram férias na Guatemala e Charles foi para a Inglaterra.

Willy e Espérance, que são mais velhos que o casal americano, nunca viajaram de avião na vida. A família do Burundi nunca contribuiu para emissões de CO2 por avião.

O principal motivo é o alto preço das passagens em relação ao padrão de vida do Burundi. Uma passagem de avião de Bujumbura para Nairóbi, no Quênia, uma das opções mais próximas e baratas, custa em torno de US$ 400, o que é mais de três vezes a renda anual média de uma pessoa no Burundi. No país, apenas profissionais com boas carreiras ganham um salário mensal de US$ 400. Ainda assim, toda a renda mensal seria suficiente para comprar apenas uma passagem de avião.

Nas férias e feriados, Willy diz que sua família fica em casa. "Aqui no Burundi você dorme nas suas férias", brinca ele. Uma vez por ano eles vão de carro para o interior para visitar os pais de Espérance.

CONSUMO GERAL DE BENS E COMIDA

O terceiro fator que forma a pegada ambiental é o consumo geral de bens e comida. O cálculo desse item é complicado, porque ele exige que se some a pegada ambiental de todos os bens que uma determinada família têm - como roupas, móveis, produtos eletrônicas e comida, por exemplo.

Cada produto tem uma pegada ambiental própria, que é a quantidade de gases que foram emitidos na sua fabricação e transporte. A família do Burundi tem hábitos bem mais modestos do que a família americana, com menos bens de consumo como brinquedos, roupas e produtos eletrônicos. Por isso, sua pegada ambiental é muito menor, em termos de consumo.

No caso da comida, o Burundi é um país essencialmente rural e há mais alimentos produzidos localmente, o que é mais ecológico. Não há grandes supermercados e lojas na capital, e Willy e Espérance compram alimentos de agricultores ambulantes que andam a pé ou de bicicleta e vendem seus produtos de porta em porta. O alimento sai praticamente da terra para a mesa do consumidor final sem emissão de CO2. Em geral, os burundianos só comem verduras e frutas da estação, já que não há grandes importações de alimentos e frigoríficos para armazenamento - outro fator que reduz muito a emissão de gases.

Já o casal de Miami compra seus alimentos em um grande supermercado da cidade. A Flórida é um Estado que produz muitas frutas e verduras, o que diminui a necessidade de transporte e armazenamento dos alimentos e reduz a pegada ambiental da produção agrícola no Estado. Ainda assim, Miami tem centenas de supermercados com alimentos importados de todas as partes do mundo, algo ainda inédito em Bujumbura.

Leia mais sobre emissão de gases poluentes

ultimosegundo.ig.com.br | 11/30/09 12:34 PM
Consumo alto de energia, transporte e bens explicam emiss�es altas nos EUA
BBC Brasil acompanhou famílias nos EUA e no Burundi, respectivamente entre os países que mais e menos poluem o planeta. g1.globo.com | 11/30/09 12:31 PM
Burundianos poluem 400 vezes menos que americanos
Burundi tem um dos menores índices de emissão de CO2 por habitante no planeta. www.bbc.co.uk | 11/27/09 8:17 PM
Sem a��o, futuro de EUA e Burundi � emitir mais CO2
Entenda quais soluções estão sendo discutidas para os problemas ambientais nos dois países. www.bbc.co.uk | 11/27/09 2:06 PM
Nos extremos da lista de poluidores, Burundi e EUA t�m padr�es de consumo d�spares
BBC Brasil acompanhou rotina de famílias de classe média nos dois países. www.bbc.co.uk | 11/27/09 1:53 PM
Brasil � 75� no �ndice de corrup��o da Transpar�ncia Internacional
A organização Transparência Internacional divulgou nesta terça-feira seu relatório sobre o nível da corrupção mundial, onde o Brasil aparece na 75ª colocação, com um índice de 3,7.Nesta classificação, a graduação vai de 0, referente aos países mais corruptos, a 10, as nações que menos apresentam problemas de corrupção.

A Nova Zelândia lidera a lista como o país menos corrupto, com um índice de 9,4.

Afeganistão e Somália fecham a lista como os mais corruptos, nos 179º e 180º. lugares, respectivamente.

Segundo o relatório da TI, enquanto a economia mundial registra uma tentativa de recuperação e algumas nações continuam a combater problemas como conflitos e insegurança, fica claro que nenhuma região do mundo está imune aos perigos da corrupção.

1. Nova Zelândia 9.4

2. Dinamarca 9.3

3. Cingapura 9.2

3. Suécia 9.2

5. Suíça 9.0

6. Finlândia 8.9

6. Holanda 8.9

8. Austrália 8.7

8. Canadá 8.7

8. Islândia 8.7

11. Noryega 8.6

12. Hong Kong 8.2

12. Luxemburgo 8.2

14. Alemanha 8.0

14. Irlanda 8.0

...

75. Brasil 3.7

...

162. Venezuela 1.9

168. Burundi 1.8

168. Haiti 1.8

168. Irã 1.8

176. Iraque 1.5

176. Sudão 1.5

178. Mianmar 1.4

179. Afeganistão 1.3

180. Somália 1.1

hap-ric/cn/fp

ultimosegundo.ig.com.br | 11/17/09 12:16 PM
Brasil � l�der no combate � fome entre emergentes, diz ONG
O Brasil é líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento, de acordo com um ranking elaborado pela ONG antipobreza Action Aid e publicado nesta sexta-feira para marcar o Dia Mundial da Alimentação. Segundo o documento, o país demonstra "o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome".

A lista foi elaborada a partir de pesquisas sobre as políticas sociais contra a fome em governos de 50 países. A partir da análise, a ONG preparou dois rankings - um com os países em desenvolvimento, onde o Brasil aparece em 1º lugar, e o outro com os países desenvolvidos, liderado por Luxemburgo.

Em último lugar na lista dos desenvolvidos está a Nova Zelândia, abaixo dos Estados Unidos. Entre os países em desenvolvimento, a República Democrática do Congo e Burundi aparecem nas últimas colocações.

Segundo a diretora de políticas da Action Aid, Anne Jellema, "é o papel do Estado e não o nível de riqueza que determina o progresso em relação à fome".

Brasil

O documento elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país e destaca os programas Bolsa Família e Fome Zero.

"O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome - incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos", diz o texto.

Segundo o relatório, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%.

A ONG afirma ainda que o Brasil é "exemplar" no exercício do direito ao alimento e cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e o Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental.

Apesar do aspecto positivo, a ONG afirma que o Brasil "ainda tem áreas em que pode melhorar" e cita o desafio de incluir os trabalhadores sem terra e pequenos agricultores nos programas sociais de alimentação.

"É imperativo que famílias em pequenas fazendas também estejam protegidas da expansão dos enormes programas industriais de biocombustíveis do Brasil", afirma o relatório.

Índia

Em segundo lugar no ranking dos países em desenvolvimento aparece a China, seguida por Gana (3º) e Vietnã (4º).

A Action Aid destaca a redução no número de famintos na China - 58 milhões em dez anos - e elogia os esforços do governo em apoiar os pequenos agricultores.

Em contrapartida, o documento critica a Índia onde, segundo o relatório, 30 milhões de pessoas teriam entrado para a taxa dos famintos desde a metade dos anos 90.

Além disso, a ONG destaca que 46% das crianças estão abaixo do peso e subnutridas no país.

"A fome existe não porque não há alimento suficiente na Índia, mas porque as pessoas não conseguem chegar até ele. O governo indiano enfrenta um enorme desafio para proteger os direitos dos pobres", diz o texto.

Ricos

Não só os esforços e as políticas dos governos de países em desenvolvimento e mais pobres são criticados no documento divulgado nesta sexta-feira.

No ranking dos países desenvolvidos, atrás de Luxemburgo está a Finlândia (2º) e a Irlanda (3º), com a Nova Zelândia(22º) e os Estados Unidos (21º) nas últimas colocações.

A ONG acusa o governo neozelandês de ordenar cortes acentuados no incentivo oficial à agricultura e classifica o incentivo do governo americano à agricultura como "mesquinho".

"A contribuição (desses países) para expandir programas de segurança social permanece insignificante", diz o documento, agregando Grécia, Portugal e Itália.

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ultimosegundo.ig.com.br | 10/16/09 2:47 AM
Mais de um bilh�o de pessoas passam fome no mundo, diz ONU

Mais de um bilhão de pessoas, cerca de um sexto da população mundial, sofre com a subnutrição de acordo com o relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito de segurança alimentar, divulgado nesta quarta-feira.

 

O relatório elaborado pela FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura, afirma que o número de pessoas que sofre com a fome estava crescendo antes mesmo da crise econômica mundial, mas depois a situação piorou ainda mais.

"A FAO estima que 1,02 bilhão de pessoas estão subnutridas no mundo todo em 2009", diz o documento, divulgado na sede da organização, em Roma. "Isto representa mais pessoas com fome do que em qualquer outra época desde 1970 e uma piora das tendências que já estavam presentes antes mesmo da crise econômica."

"A meta da Cúpula Mundial sobre Alimentos (de 1996), de reduzir o número de pessoas subnutridas pela metade, para não mais do que 420 milhões até 2015, não será alcançada se as tendências que prevaleceram antes da crise continuarem", acrescentou o relatório.


Quenianos fazem fila por comida em centro humanitário da ONU / Getty Images

A FAO afirma que as regiões da Ásia e Oceano Pacífico têm o maior número de pessoas subnutridas, 642 milhões, seguidas pela África Subsaariana, com 265 milhões de pessoas.

No entanto, o relatório também afirma que alguns países apresentaram uma melhora dramática nos níveis de subnutrição desde 1990, incluindo Brasil, Vietnã, Arábia Saudita e México.

"Nenhum país está imune e, como sempre, são os países mais pobres e as pessoas mais pobres que sofrem mais", diz o texto.

Diminuição na ajuda

O relatório da FAO foi lançado por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que ocorre na sexta-feira.

O documento afirma também que a crise econômica reduziu a ajuda estrangeira e o investimento em países mais pobres, além de diminuir o envio de dinheiro dos que trabalham em países mais ricos.

A agência da ONU afirma que é necessário mais esforço internacional para diminuir a fome no mundo e também pede mais investimentos internacionais em agricultura e dispositivos de segurança para a economia em países mais pobres "apesar dos problemas financeiros enfrentados por governos do mundo todo".

Nesta quinta-feira, o diretor-geral da FAO Jacques Diouf deve apresentar uma série de propostas para ajudar os países mais afetados pela fome.

Brasil

O Índice Global de Fome, uma pesquisa publicada pela Unidade Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês), revelou que a República Democrática do Congo foi o país com o maior aumento da fome desde 1990, seguido por Burundi, Comores (arquipélago no Oceano Índico) e o Zimbábue.

Por outro lado, de acordo com o índice, alguns países demonstraram uma grande melhora nos níveis de subnutrição desde 1990. Em primeiro lugar está o Vietnã, seguido pelo Brasil.

Ao citar as medidas adotadas pelo Brasil para a melhora nos níveis de subnutrição, o relatório cita programas do governo como o Fome Zero, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e também o aumento do salário mínimo.

O relatório descreve também uma "crise no preço dos alimentos", pois estes preços se estabilizaram em um nível muito alto para muitas pessoas em países em desenvolvimento.

E como solução, o documento sugere que dar mais poder para mais mulheres nos países em desenvolvimento, por meio de educação e mais acesso a empregos, é a chave para diminuir a fome no mundo.

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ultimosegundo.ig.com.br | 10/14/09 3:41 PM
Mogad�cio tem piores combates no Ramad� em 20 anos

Os combates na capital somali Mogadício durante o atual mês islâmico sagrado do Ramadã são até agora os piores dos últimos 20 anos, resultando na morte de 32 civis em quatro dias desta semana, disse nesta quinta-feira um grupo de direitos humanos.

A Organização Elman de Paz e Direitos Humanos disse que 18 mulheres e 7 crianças estão entre os mortos, e que 82 civis ficaram feridos nos confrontos de 5 a 8 de setembro entre insurgentes islâmicos e tropas do governo e da União Africana.

Agências ocidentais de segurança dizem que o Estado falido no nordeste da África se tornou um refúgio para grupos militantes ligados à Al Qaeda, que ali estariam tramando ataques na região e no mundo.

– A atual situação dos direitos humanos em Mogadício é uma das piores nos últimos 20 anos em termos de deslocamentos, feridos e morte de civis –, disse o grupo Elman em comunicado.

– De 5 a 8 de setembro (...) os combates em Mogadício durante o mês de jejum do Ramadã são os piores (já registrados), segundo monitoramento dos funcionários do Elman. –, acrescentaram.

O grupo qualificou como inaceitável o comportamento dos militantes islâmicos, que estariam realizando ataques no momento em que civis interrompem o jejum diário, ao anoitecer, e lançando morteiros a partir de esconderijos em bairros residenciais.

Mas a entidade também acusa as forças do governo, apoiadas por tropas de paz de Uganda e Burundi, de retaliarem indiscriminadamente, bombardeando empresas e áreas civis

www.correiodobrasil.com.br | 9/10/09 12:28 PM
Mohamed Tchit�, o jogador das quatro nacionalidades
Já jogou pelo Burundi e pelo Ruanda, agora é notícia por querer representar a Bélgica feedproxy.google.com | 9/6/09 8:02 PM

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