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Notícias : Etiópia

Hist�ria do projeto Live Aid, de Bob Geldof, vai virar filme

LONDRES (Reuters Life!) - A história por trás do concerto global Live Aid, organizado pelo roqueiro irlandês Bob Geldof para levantar dinheiro para o combate à fome na Etiópia, está sendo transformada em filme feito para a TV, anunciou a BBC na quarta-feira ...

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oglobo.globo.com | 7/14/10 2:59 PM
Festival que reuniu grandes nomes do rock completa 25 anos
Há exatos 25 anos, acontecia Live Aid, festival de música ocorrido simultaneamente na Filadélfia (EUA) e em Londres (Inglaterra), com a participação de nomes consagrados do rock como Paul McCartney, Mick Jagger, David Bowie, Queen, Judas Priest, Bob Dylan, entre outros medalhões. A iniciativa, capitaneada por Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, teve o intuito de arrecadar fundos para os famintos da Etiópia. terramagazine.terra.com.br | 7/13/10 10:08 AM
Dia Mundial do Rock faz 25 anos nesta ter�ae#8206;
Há 25 anos, 13 de julho é dia de comemoração para os fãs de rock and roll. A data para a celebração foi escolhida porque neste dia, em 1985, aconteceu o Live Aid, festival com espetáculos simultâneos na Inglaterra e nos Estados Unidos e que tinha como objetivo arrecadar dinheiro para as pessoas que sofriam com a fome na Etiópia. O festival reuniu nomes de peso, como Led Zeppelin e Queen, e ainda contou com milhões de telespectadores, que assistiram de suas casas os monstros do rock unidos em ... musica.terra.com.br | 7/13/10 9:58 AM
Fenda pode separar continente africano em dois, diz pesquisa
O continente africano poderá ser dividido ao meio pelo aparecimento de um novo oceano em dez milhões de anos, segundo um grupo de cientistas britânicos que vêm monitorando mudanças geológicas na região de Afar, na Etiópia. noticias.terra.com.br | 6/25/10 2:52 PM
Fenda pode separar a �frica em duas

O continente africano poderá ser dividido ao meio pelo aparecimento de um novo oceano em dez milhões de anos, segundo um grupo de cientistas britânicos que vêm monitorando mudanças geológicas na região de Afar, na Etiópia.

Segundo descreveram os cientistas durante uma conferência da Royal Society, de Londres, uma fenda de 60 quilômetros de comprimento se abriu a região em 2005 e vem crescendo desde então.

Um monitoramento num período de apenas dez dias verificou a expansão da fenda em oito metros, segundo o sismólogo James Hammond, da Universidade de Bristol, um dos coordenadores do estudo.

Os pesquisadores dizem que o processo acabará dividindo a África em dois, transformando parte da Etiópia e da Somália em uma grande ilha no Oceano Índico.

Erupção

 A fenda começou a aparecer em 2005, após a erupção do vulcão Dabbahu, na região de Afar. O local, apesar de ainda não ter água, está localizado abaixo do nível do mar.

Os sismólogos dizem que estão presenciando um processo que normalmente só ocorre debaixo dos oceanos.

– Partes de Afar estão abaixo do nível do mar, e o oceano está separado por apenas uma faixa de 20 metros de terra do território da Eritréia –, afirmou Hammond.

– Então essa terra cederá eventualmente, o mar entrará e começará a criar esse novo oceano –, disse o cientista.

Segundo ele, com o tempo esse oceano crescerá até separar de vez a região do chamado “Chifre da África” do restante do continente, criando assim “uma África menor e uma ilha muito grande no Oceano Índico”.

www.correiodobrasil.com.br | 6/25/10 1:33 PM
Fenda pode separar a �frica em duas, dizem pesquisadores
Fenda pode separar a África em duas, dizem pesquisadores
Processo iniciado após erupção de vulcão na Etiópia, em 2005, poderá levar dez milhões de anos. g1.globo.com | 6/25/10 11:14 AM
Fenda pode separar a �frica em duas, dizem pesquisadores
Processo iniciado após erupção de vulcão na Etiópia, em 2005, poderá levar dez milhões de anos. www.bbc.co.uk | 6/25/10 10:53 AM
Et�ope ganha US$ 10 mil por preju�zo em festa do Lakers
O presidente da AEG, responsável pela gestão do Staples Center, em Los Angeles, deu um cheque no valor de US$ 10 mil para um motorista de táxi da Etiópia que teve o seu carro queimado perto do ginásio nas comemoração pela conquista do título da NBA pelo Los Angeles Lakers na semana passada. "Em www.estadao.com.br | 6/22/10 11:06 AM
Eti�pia confirma vit�ria arrasadora do partido governista
O conselho eleitoral da Etiópia confirmou na segunda feira a vitória arrasadora do primeiro ministro Meles Zenawi na eleição ocorrida em 23 de maio, contestada pelos partidos de oposição e criticada pela União Europeia e pelos EUA. Os números oficiais confirmam os resultados iniciais, dando ao partido governista Frente Revolucionária Democrática do Povo Etíope (EPRDF, na sigla em inglês) e a seus aliados 545 dos 547 assentos do parlamento. noticias.terra.com.br | 6/21/10 6:26 PM
Sabores da Copa do Mundo Brasil e Costa do Marfim
A culinária africana é generosa como a alma de seu povo. Uma mistura de tradições nativas e influências de longos períodos de colonização. Cada lugar tem uma maneira própria de cozinhar. Na Costa do Marfim e na Argélia, por exemplo, se assemelha à francesa; na Etiópia, à italiana; na África do Sul, à inglesa; em Angola e Moçambique, à portuguesa; em Namíbia, Tanganica e Burundi, à alemã. Enfim, "Em África come se de tudo", segundo Manuel Teixeira Gomes (1860 1941) presidente de Portugal entre ... terramagazine.terra.com.br | 6/19/10 10:04 AM
Scarlett Johansson e Ryan Reynolds planejam adotar crian�a
O casal Scarlett Johansson e Ryan Reynolds já planeja seu casamento. De acordo com as revistas In Touch e Star, os dois deverão renovar seus votos de matrimônio e adotar uma criança. A revista In Touch afirma que o casal busca a criança na Libéria ou Etiópia. Já a Star diz que a adoção será ou a Etiópia ou Gana. diversao.terra.com.br | 6/11/10 4:36 PM
Holandeses vivem aventura para ver os jogos do Mundial
O enredo é de um autêntico filme de aventura, mas os quatro protagonistas dessa incrível história da vida real chegaram quarta-feira em Johannesburgo. Depois de 75 dias, os holandeses Frank Daamen, Jeroen Peters, Stefan van Herten e Laurens Ultee concluíram a saga de sair de Amsterdã, na Holanda, e chegar até o país da Copa do Mundo de carro. A bordo do possante laranja, claro, os quatro aventureiros desembarcaram na África do Sul após passarem por 20 países.

– Bebíamos cerveja no meio do ano passado e pensamos: por que não podemos ir à Copa de carro? Fomos chamados de loucos, claro – comenta Jeroen Peters.

No dia 27 de março, a aventura começou. Em cada país europeu, foram não mais do que três dias. Assim que pisaram no continente africano, vieram as dificuldades e as incríveis histórias. No continente africano, uma semana em cada país, para aproveitar. O deslocamento era fácil, até o GPS quebrar no meio da Etiópia. Foi preciso apelar ao bom e velho mapa.

Nada grave se comparado ao que estava por vir. Ao norte do Quênia, era preciso se deslocar com outros quatro carros, por segurança. Até que veio o susto. Foram parados por ônibus que impediam a sequência da viagem. Os mercenários pediam dinheiro.

– Pagamos 125 dólares pelos cinco carros e, depois, eles viraram nossos melhores amigos. Pensando bem, não foi tão ruim assim – diz, às gargalhadas, Jeroen.

Para encarar a aventura, os quatro holandeses contaram com o apoio de 30 empresas e arrecadaram 50 mil euros (cerca de R$ 110 mil). Passaram por pirâmides, elefantes, leopardos, mas foi um rinoceronte que os assustou.

– Em Botsuana, eu e Laurens ficamos num bar tomando cerveja até mais tarde. Quando chegamos ao hotel, demos de cara com um rinoceronte negro bebendo água na piscina. Fiquei assustado – admite Jeroen Peters.

Exaustos, mas com um sorriso, eles foram direto para o treino da Holanda. Por sorte, a entrada era pública. Missão cumprida.

Confira o bate-bola com um dos aventureiros, Jeroen Peters:

1 - Como foi a preparação para fazer essa viagem?

Somos estudantes apenas. Então, buscamos dinheiro com companhias. Pintamos o carro, colocamos adesivos e partimos pela estrada.

2 - O que a família de vocês achou de tudo isso?

Ficaram com muito receio, claro. Mas como sempre nos comunicávamos, depois ficaram mais relaxados. Meus pais agora virão me visitar aqui!

3 - De carro?

Não, não. De avião. Eles não aguentam (risos).

4 - Vocês fizeram um amistoso de futebol com crianças, não?

Sim, temos uma fundação para crianças, a Oragen Kids Foundation. Em Kimilili, no Quênia, fizemos esse amistoso e foi muito gratificante.

5 - Vão assistir aos jogos da Copa do Mundo, não?

Claro! Temos ingressos para os dois primeiros jogos e, depois, veremos se vamos nos classificar. As oitavas devem ser em Cidade do Cabo, veremos como vamos.

6 - Tem de ser de carro, claro!

Acho que nas oitavas, não. Mas, depois, certamente iremos até lá com o nosso carro (risos). www.lancenet.com.br | 6/10/10 10:25 AM
Dur�o Barroso declara que est� determinado a ajudar �frica a atingir os Objetivos do Mil�nio da ONU
Adis Abeba, 08 jun (Lusa) -- O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que se reuniu hoje na Etiópia com os membros da União Africana, disse que está determinado a ajudar África a atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU. tv1.rtp.pt | 6/8/10 11:00 PM
A tend�ncia africana � democracia de partido �nico
Na vitória avassaladora de seu partido nas eleições parlamentares do fim de semana, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi, viu um endosso popular entusiasmado das políticas que estão gradualmente tirando o país da pobreza e do atraso. Mas observadores ocidentais e organizações de defesa dos www.estadao.com.br | 5/29/10 3:00 AM
Partido governista deve vencer elei��o na Eti�pia
O partido governista do primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, deve ter uma vitória esmagadora em uma eleição nacional realizada em meio a acusações de que o governo teria reprimido os dissidentes. Os resultados provisórios divulgados pelo conselho eleitoral da Etiópia mostraram nesta segunda-feira que a Frente Democrática e Popular Revolucionária Etíope (EPRDF) e aliados conquistaram um grande número de votos em nove das 11 regiões e cidades declaradas até o momento. "Definitivamente, até este momento, a EPRDF venceu", disse o presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Merga Bekana. Leia mais (24/05/2010 - 22h54) redir.folha.com.br | 5/25/10 8:36 AM
Resultados eleitorais provis�rios indicam vit�ria do partido no governo
Adis Abeba, 24 mai (Lusa) - Os resultados provisórios das eleições na Etiópia, realizadas no domingo, indicam que o partido no governo ganhou, enquanto grupos de direitos humanos consideram que o escrutínio foi corrompido por irregularidades. tv1.rtp.pt | 5/25/10 8:18 AM
Partido do primeiro-ministro et�ope Meles Zanawi vence elei��es legislativas
Vitória inequívoca do partido no governo nas eleições legislativas na Etiópia. Os resultados provisórios do escrutínio realizado este domingo… pt.euronews.net | 5/25/10 5:17 AM
Governistas vencem elei��o sob suspeita
ETIÓPIA Em meio a acusações de fraude, o Front Revolucionário Democrático do Povo Etíope, grupo que governa a Etiópia, aparecia ontem em primeiro lugar nas eleições gerais realizadas no domingo, indicaram resultados preliminares. O partido teria conquistado 9 das 11 províncias. www.estadao.com.br | 5/25/10 3:00 AM
Partido governista deve vencer elei��o na Eti�pia
O partido governista do primeiro ministro etíope, Meles Zenawi, deve ter uma vitória esmagadora em uma eleição nacional realizada em meio a acusações de que o governo teria reprimido os dissidentes. Os resultados provisórios divulgados pelo conselho eleitoral da Etiópia mostraram nesta segunda feira que a Frente Democrática e Popular Revolucionária Etíope (EPRDF) e aliados conquistaram um grande número de votos em nove das 11 regiões e cidades declaradas até o momento. noticias.terra.com.br | 5/24/10 10:21 PM
Eti�pia: Resultados eleitorais provis�rios indicam vit�ria do partido no governo
Adis Abeba, 24 mai (Lusa) - Os resultados provisórios das eleições na Etiópia, realizadas no domingo, indicam que o partido no governo ganhou, enquanto grupos de direitos humanos consideram que o escrutínio foi corrompido por irregularidades. aeiou.expresso.pt | 5/24/10 8:51 PM
Eti�pia: oposi��o denuncia falta de transpar�ncia nas legislativas
As legislativas na Etiópia não foram transparentes. A denúncia é feita pelos partidos da oposição. A coligação composta por oito formações garante… pt.euronews.net | 5/23/10 4:54 PM
Uganda, Ruanda, Tanz�nia e Eti�pia assinam novo tratado do Nilo
Uganda, Ruanda, Tanzânia e Etiópia assinaram nesta sexta feira o chamado "Acordo de Entebbe" sobre a administração e utilização das águas do rio Nilo, apesar da ferrenha oposição do Egito e do Sudão, os maiores beneficiados dos tratados anteriores, que remontam à época colonial europeia. noticias.terra.com.br | 5/14/10 7:23 PM
Ajuda aos pa�ses pobres deve aumentar em 9 mil milh�es de euros por ano at� 2015 - comiss�rio europeu
Adis Abeba, 07 mai (Lusa) - A União Europeia (UE) deverá aumentar a ajuda aos países pobres em nove mil milhões de euros por ano até 2015, adiantou hoje, na capital da Etiópia, o comissário europeu para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs. tv1.rtp.pt | 5/7/10 11:17 PM
Nova produ��o Aida omite pir�mides em favor de rituais pag�os
Elefantes e pirâmides egípcias deram lugar a violência étnica, rituais pagãos e morte na nova produção, repleta de sangue e sexualidade, apresentada pela Royal Opera House de Londres da clássica ópera Aida , de Verdi.

O diretor David McVicar e o designer de produção Jean-Marc Puissant buscaram enraizar a narrativa no passado, mas evitar uma ambientação em um lugar específico, para tentar tornar a história mais relevante para um público contemporâneo.

Assim, em lugar de destacar o antigo Egito, outras influências, desde astecas a guerreiros samurais, estiveram entre as inspirações dos figurinos e cenários da ópera.

Puissant também baseou-se em fotos da capital afegã Cabul, devastada pela guerra civil, e em pinturas de Mark Rothko para criar um pano de fundo escuro, quase sem cor, para a história sangrenta.

Cadáveres esfolados ficam suspensos sobre o palco na cena que ocorre no templo da deusa Ísis, e homens são sacrificados após uma erótica dança da morte, em uma produção que dividiu o público que lotou o teatro na estreia da ópera, na terça-feira.

Os cantores foram fortemente aplaudidos, mas, quando a equipe de produção subiu ao palco, ao término do espetáculo, alguns espectadores a vaiaram.

– A intenção principal de meu design de produção foi seguir as diretrizes do diretor... para que os temas de Verdi fossem vistos como o que são, e não através do visual do cartão postal do Egito –, disse Puissant.

– Acho que isso provocou algum espanto, mas estou muito satisfeito com isso –, acrescentou, indagado o que achou das reações na estreia.  

– As pessoas vão para casa e refletem sobre o que viram. Acho a discordância do público algo bastante saudável, especialmente com uma obra como Aida.

Puissant disse que o que Verdi quis fazer, em primeiro lugar, foi justamente tornar Aida relevante para o público contemporâneo.

Embora a história seja ambientada no antigo Egito, a guerra com a Etiópia significa que os personagens se veem presos em uma situação semelhante à de muitos países hoje, disse ele.

– Existe algo de universal e atemporal no que acontece após uma guerra. Quisemos mostrar um pouco disso, sem sermos demasiado literais.

Puissant não colocou cores fortes sobre o palco, argumentando que as cerimônias religiosas no antigo Egito provavelmente eram realizadas à noite, e não sob o calor forte do dia.

As primeiras resenhas críticas foram positivas. O jornal The Independent deu quatro estrelas à produção (de um total possível de cinco).

Aida ficará no Royal Opera House até 16 de maio.

www.correiodobrasil.com.br | 4/28/10 10:30 PM
Explos�o em um caf� deixa cinco mortos e 20 feridos no norte da Eti�pia
Reuters   MAKELLE- Uma explosão em um café ma região de Tigray, no norte da Etiópia, deixou cinco mortos e 20 feridos neste sábado, 24, de acordo com oficiais que responsabilizaram o país vizinho de Eritreia pelo ataque.   "Este é um ataque do governo eritreu para obstruir deliberadamente as www.estadao.com.br | 4/24/10 9:41 PM
Obama critica medidas "equivocadas" contra imigra��o
O presidente dos EUA, Barack Obama, alertou na sexta-feira para a necessidade de uma reforma federal da imigração, que evite "esforços equivocados" como a nova lei do Arizona que trata imigrantes clandestinos como criminosos. Obama citou o tema numa cerimônia nos jardins da Casa Branca, em que 24 militares dos EUA, originários de China, México, Etiópia e outros países, se tornaram cidadãos norte-americanos.

"Hoje celebramos a própria essência do país que todos amamos - uma América onde tantos dos nossos antepassados vieram de outro lugar", disse Obama, filho de um queniano.

"E então num dia como hoje somos lembrados também de como devemos continuar sendo tanto uma nação de imigrantes quanto uma nação de leis", prosseguiu. "Isso inclui consertar o falido sistema de imigração da América."

Horas depois de Obama citar a medida do Arizona como uma ameaça "às noções básicas de justiça que valorizamos como americanos", a governadora republicana desse Estado, Jan Brewer, sancionou aquela que é a mais dura lei estadual sobre imigração no país.

A partir de agora, a polícia do Arizona, que faz fronteira com o México, terá de determinar o status migratório de uma pessoa sobre a qual haja "suspeita razoável" de estar ilegalmente nos EUA. Críticos dizem que isso é um convite à discriminação racial.

Líderes democratas no Congresso debatem a conveniência de apresentar uma reforma da imigração neste ano eleitoral, já que o tema é polêmico e o desgaste político da reforma da saúde ainda é recente. Estima-se que 10,8 milhões de estrangeiros vivam e trabalhem clandestinamente nos EUA.

O eleitorado hispânico, a quem a reforma interessa diretamente, forma uma importante base de apoio ao Partido Democrata. Por outro lado, muitos conservadores temem que a reforma facilite a entrada de imigrantes, que segundo eles ocupam recursos e empregos que deveriam ser de norte-americanos.

"Nosso fracasso em agir responsavelmente em nível federal só irá abrir a porta para a irresponsabilidade dos outros", disse Obama.

A lei do Arizona, que deve ser contestada judicialmente, prevê a prisão de quem não apresentar documentos comprovando seu status legal no país.

Leia mais sobre imigração ultimosegundo.ig.com.br | 4/23/10 11:59 PM
Obama critica medidas "equivocadas" contra imigra��o
O presidente dos EUA, Barack Obama, alertou na sexta feira para a necessidade de uma reforma federal da imigração, que evite "esforços equivocados" como a nova lei do Arizona que trata imigrantes clandestinos como criminosos. Obama citou o tema numa cerimônia nos jardins da Casa Branca, em que 24 militares dos EUA, originários de China, México, Etiópia e outros países, se tornaram cidadãos norte americanos. noticias.terra.com.br | 4/23/10 11:16 PM
Livro pede fim da proibi��o ao DDT para combater mal�ria
Seis anos depois de o inseticida DDT ter sido banido no mundo por razões de dano ambiental, dois pesquisadores afirmam que há novos motivos para duvidar que a substância química seja perigosa e estão pedindo o seu uso contra a malária.

Em um livro lançado nesta quarta-feira, Donald Roberts, professor de medicina tropical da Universidade de Ciências da Saúde dos Serviços Uniformizados dos militares dos EUA, e Richard Tren, chefe do grupo de lobby Africa Fighting Malaria, argumentam que o DDT é a única arma eficaz contra o parasita.

O grupo ambiental Greenpeace defendeu a meta da Organização das Nações Unidas de eliminar o uso do DDT em todo o mundo e afirmou que a evidência de que ele prejudica o ambiente e a saúde humana é sólida, mesmo que não seja conclusiva.

O poder sem precedentes do DDT de matar insetos deu a seu inventor o prêmio Nobel nos anos 1940 e ele foi considerado uma maravilha química até surgir evidência da toxicidade dele à natureza e às pessoas, levando os países do Ocidente a banirem seu uso nos anos 1970.

Um tratado para proibir a utilização da substância em todo o mundo junto com uma dezena de outras substâncias químicas industriais entrou em vigor em 2004, mas alguns países, como África do Sul e Etiópia, ainda se aproveitam de brechas limitadas autorizando o borrifo em ambientes fechados.

O dicloro-difenil-tricloroetano (DDT) foi responsabilizado por defeitos congênitos em humanos e por colocar em risco pássaros ameaçados, tais como a águia-americana, por afinar a casca do ovo.

– Há uma lista quase infinita de alegações de que o DDT causa um tipo ou outro de dano, mas com todas as alegações a evidência de que o DDT seja a causa simplesmente não existe –, disse Roberts.

www.correiodobrasil.com.br | 4/22/10 4:04 PM
Livro pede fim da proibi��o ao DDT para combater mal�ria
Por Tim Cocks ABIDJAN (Reuters) - Seis anos depois de o inseticida DDT ter sido banido no mundo por razões de dano ambiental, dois pesquisadores afirmam que há novos motivos para duvidar que a substância química seja perigosa e estão pedindo o seu uso contra a malária. Em um livro lançado na quarta-feira, Donald Roberts, professor de medicina tropical da Universidade de Ciências da Saúde dos Serviços Uniformizados dos militares dos EUA, e Richard Tren, chefe do grupo de lobby Africa Fighting Malaria, argumentam que o DDT é a única arma eficaz contra o parasita.

O grupo ambiental Greenpeace defendeu a meta da Organização das Nações Unidas de eliminar o uso do DDT em todo o mundo e afirmou que a evidência de que ele prejudica o ambiente e a saúde humana é sólida, mesmo que não seja conclusiva.

O poder sem precedentes do DDT de matar insetos deu a seu inventor o prêmio Nobel nos anos 1940 e ele foi considerado uma maravilha química até surgir evidência da toxicidade dele à natureza e às pessoas, levando os países do Ocidente a banirem seu uso nos anos 1970.

Um tratado para proibir a utilização da substância em todo o mundo junto com uma dezena de outras substâncias químicas industriais entrou em vigor em 2004, mas alguns países, como África do Sul e Etiópia, ainda se aproveitam de brechas limitadas autorizando o borrifo em ambientes fechados.

O dicloro-difenil-tricloroetano (DDT) foi responsabilizado por defeitos congênitos em humanos e por colocar em risco pássaros ameaçados, tais como a águia-americana, por afinar a casca do ovo.

"Há uma lista quase infinita de alegações de que o DDT causa um tipo ou outro de dano, mas com todas as alegações a evidência de que o DDT seja a causa simplesmente não existe", disse Roberts à Reuters numa entrevista por telefone. ultimosegundo.ig.com.br | 4/21/10 7:28 PM
Mortalidade materna caiu 63% em 28 anos no Brasil

A taxa de mortalidade materna no Brasil caiu em média 63% entre 1980 e 2008, segundo estudo publicado nesta segunda-feira pela revista médica The Lancet.

Em 1980, o país apresentava uma taxa média de 149 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Há dois anos, este número havia caído para 55 em cada 100 mil.

Esses índices seguem a tendência de queda global observada no estudo da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos, que analisou dados de 181 países.

Para os autores do documento, entender os motivos para a queda é uma tarefa "complexa".

– Uma prova disso é a comparação entre o México e o Brasil. Ambos são grandes federações que melhoraram muito a mortalidade de adultos por causa de mudanças sociais, econômicas e de seus sistemas de saúde –, diz o artigo.

– Mas o Brasil teve uma queda maior que a mexicana (3,9% por ano em comparação a 1,9% por ano no México).

Em um manual especializado publicado em 2007, o Ministério da Saúde brasileiro diz que a queda da taxa de mortalidade materna no país pode estar associada a uma melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e do parto, assim como de planejamento familiar.

Segundo o Ministério, as principais causas deste tipo de óbito no Brasil são as doenças hipertensivas e as síndromes hemorrágicas.

Mundo

O estudo revela que em 2008 houve 342,9 mil mortes, em comparação com 526,3 mil há 30 anos - uma queda de aproximadamente 35%.

Entretanto, mais da metade desses falecimentos se concentram em apenas seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo).

O Afeganistão foi o que apresentou a taxa de mortalidade materna mais alta: 1.575 para cada 100 mil bebês nascidos vivos.

Já a China teve uma queda de 76% em sua taxa de mortalidade no período estudado - uma das melhores performances do mundo.

Poucos países, no entanto, apresentaram um aumento de óbitos. O caso mais surpreendente foi o dos Estados Unidos, onde o número de mortes subiu de 12 para 17 em cada 100 mil.

O vírus HIV, causador da Aids, continua sendo um grave problema. Sem ele, os cientistas estimam que o número de falecimentos maternos em 2008 teria sido aproximadamente 18% menor.

Otimismo

A melhora da saúde materna é uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU em 2000 e que têm como objetivo apresentar melhoras em várias áreas sociais e de saúde até 2015.

Diante disso, para Richard Horton, editor da The Lancet, o resultado geral é positivo.

– Os números nos dão um motivo robusto para sermos otimistas –, afirmou.

– Mas esses números agora deveriam funcionar como catalisadores, e não um freio, para uma ação acelerada para se atingir a Meta do Milênio.

– Isso inclui um aumento do comprometimento com recursos. O investimento salva a vida das mulheres durante a gestação.

A mortalidade materna é definida pela morte de mulheres na gravidez, no parto ou nos primeiros 42 dias após o nascimento.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, o falecimento poderia ser evitado em 92% dos casos.

www.correiodobrasil.com.br | 4/13/10 1:10 PM
Mortalidade materna caiu 63% em 28 anos no Brasil, diz estudo

A taxa de mortalidade materna no Brasil caiu em média 63% entre 1980 e 2008, segundo estudo publicado na segunda-feira pela revista médica The Lancet.

Em 1980, o país apresentava uma taxa média de 149 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos.

Há dois anos, este número havia caído para 55 em cada 100 mil. Esses índices seguem a tendência de queda global observada no estudo da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos, que analisou dados de 181 países. Para os autores do documento, entender os motivos para a queda é uma tarefa "complexa".

"Uma prova disso é a comparação entre o México e o Brasil. Ambos são grandes federações que melhoraram muito a mortalidade de adultos por causa de mudanças sociais, econômicas e de seus sistemas de saúde", diz o artigo. "Mas o Brasil teve uma queda maior que a mexicana (3,9% por ano em comparação a 1,9% por ano no México)."

Em um manual especializado publicado em 2007, o Ministério da Saúde brasileiro diz que a queda da taxa de mortalidade materna no país pode estar associada a uma melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e do parto, assim como de planejamento familiar.

Segundo o Ministério, as principais causas deste tipo de óbito no Brasil são as doenças hipertensivas e as síndromes hemorrágicas.

Mundo

O estudo revela que em 2008 houve 342,9 mil mortes, em comparação com 526,3 mil há 30 anos - uma queda de aproximadamente 35%. Entretanto, mais da metade desses falecimentos se concentram em apenas seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo).

O Afeganistão foi o que apresentou a taxa de mortalidade materna mais alta: 1.575 para cada 100 mil bebês nascidos vivos. Já a China teve uma queda de 76% em sua taxa de mortalidade no período estudado - uma das melhores performances do mundo. Poucos países, no entanto, apresentaram um aumento de óbitos. O caso mais surpreendente foi o dos Estados Unidos, onde o número de mortes subiu de 12 para 17 em cada 100 mil.

O vírus HIV, causador da Aids, continua sendo um grave problema. Sem ele, os cientistas estimam que o número de falecimentos maternos em 2008 teria sido aproximadamente 18% menor.

Otimismo

A melhora da saúde materna é uma das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidas pela ONU em 2000 e que têm como objetivo apresentar melhoras em várias áreas sociais e de saúde até 2015. Diante disso, para Richard Horton, editor da The Lancet, o resultado geral é positivo.

"Os números nos dão um motivo robusto para sermos otimistas", afirmou. "Mas esses números agora deveriam funcionar como catalisadores, e não um freio, para uma ação acelerada para se atingir a Meta do Milênio."

"Isso inclui um aumento do comprometimento com recursos. O investimento salva a vida das mulheres durante a gestação."
A mortalidade materna é definida pela morte de mulheres na gravidez, no parto ou nos primeiros 42 dias após o nascimento.

Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, o falecimento poderia ser evitado em 92% dos casos.

 

ultimosegundo.ig.com.br | 4/13/10 11:43 AM
Nova esp�cie de homin�deo � descoberta na �frica do Sul
Redação Internacional, 8 abr (EFE).- Paleontólogos sul-africanos identificaram uma nova espécie de hominídeo que viveu há quase dois milhões de anos, o que traz luz a evolução da espécie humana e pode ser um elo entre o homem-macaco sul-africano (Australopithecus africanus) e os primeiros homens.A descoberta, publicado hoje na revista científica Science, foi possível graças a dois esqueletos - de uma criança e de uma mulher - encontrados em 2008 em uma caverna da região sul-africana de Sterkfontein, a 40 quilômetros de Johanesburgo, declarada berço da humanidade pela grande quantidade de fósseis que abriga.

A nova espécie, batizada "Australopithecus sediba", "pode muito bem ser a pedra fundamental que nos permitirá compreender a origem do gênero Homo", declarou o paleontólogo Lee Berger, da universidade sul-africana de Witwatersrand.

Berger, autor do estudo, explicou que por sua morfologia os esqueletos compartilham características tanto com o Australopithecus africanus como com os primeiros membros do gênero Homo, em particular o Homo erectus e o Homo ergaster.

Ele ressaltou a grande importância da descoberta que tapa um vazio no tempo, já que os restos, de entre 1,78 e 1,95 milhões de anos, datam de um período em que quase não existem registros.

"Temos um bom registro fóssil dos hominídeos há mais de 2,1 milhões de anos, e satisfatório para 1,6 milhões de anos, mas a época entre 1,8 e 1,9 milhões de anos era realmente um buraco negro", assinalou.

Os esqueletos revelam um cérebro muito pequeno e braços muito longos, próprios dos australopitecos, mas também um rosto muito avançado, com um nariz e dentes pequenos, um quadril para caminhar erguido, pernas longas e uma cavidade craniana similar à de hominídeos muito posteriores como o Homo erectus e o Homo habilis, acrescentou.

Segundo Berger, estamos perante uma nova espécie porque "nunca vimos esta combinação de traços em nenhum hominídeo".

O Australopithecus sediba tinha uma estrutura óssea similar à das primeiras espécies de Homo, mas a empregava melhor como um Australopithecus. A ossada mais famosa da linhagem é "Lucy", encontrada na Etiópia em 1974 e que viveu um milhão de anos antes, assinala o estudo.

Isto indica que a transição dos primeiros hominídeos, que viviam em árvores, para o gênero Homo plenamente bípede ocorreu em períodos lentos e que primeiro emergiram várias espécies similares à do Homo.

"Estes fósseis nos permitem vislumbrar um novo capítulo da evolução humana em um período crítico, quando os hominídeos mudaram sua dependência da vida nas árvores pela vida sobre a terra", disse Berger.

A nova espécie, cujo nome significa "fonte" no idioma sul-africano seSotho, compartilha mais traços com os primeiros Homo que qualquer outro australopiteco e por isso pode ser sua antecessora ou ser parente de um antecessor que coexistiu durante um tempo com o Homo.

Os dois esqueletos foram encontrados um ao lado do outro em um bom estado de conservação em depósitos de sedimentos da caverna de Malapa, para onde foram arrastados por um desmoronamento, o que indica que sua morte aconteceu pouco antes pela mesma causa, assinala em outro estudo na Science o geólogo australiano Paul Dirks.

Segundo o cientista, o ambiente em Australopithecus sediba viveu era muito similar ao de hoje, com planícies verdes e vales com floretas, embora os rios fluíssem em direções distintas e a paisagem estivesse em transformação.

Os pesquisadores, que identificaram também na caverna os fósseis de 25 espécies de animais, entre eles gatos dente de sabre, antílopes, uma hiena, um gato selvagem e um cavalo, suspeitam que o lugar, que tinha dezenas de metros de profundeza, foi uma armadilha mortal para animais em busca de água. EFE ik/pb ultimosegundo.ig.com.br | 4/8/10 7:56 PM
Insetos fossilizados ajudam a conhecer melhor ecossistemas
Um grupo internacional de pesquisadores anunciou a descoberta de insetos mortos há cerca de 95 milhões de anos. Por terem sido preservados em âmbar, os insetos estão notadamente bem preservados.

Os cientistas também encontraram diversas espécies de plantas. Juntos, os fósseis ajudam a reconstruir a diversidade e a composição de ecossistemas do período Cretáceo. A descoberta será publicada esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

O âmbar, resina fóssil produzida por árvores, tem grande importância paleontológica, uma vez que é capaz de preservar uma diversa gama de organismos e vestígios remanescentes de habitats pré-históricos.

Os cientistas encontraram âmbar contendo diversas espécies de aranhas, formigas, vespas e outros insetos. Os fósseis foram descobertos na região de Debre Libanos, no noroeste da Etiópia.

Foram encontrados 30 espécimes preservados em nove peças. Segundo os autores do estudo, os fósseis cobrem uma “diversidade impressiva”, que inclui as ordens Acari e Araneae de aracnídeos e pelo menos 13 famílias de Hexapoda (artrópodes com três pares de pernas), das ordens Collembola, Psocoptera, Hemiptera, Thysanoptera, Zoraptera, Lepidoptera, Coleoptera, Diptera e Hymenoptera.

Segundo os pesquisadores, os registros em âmbar são os mais antigos do tipo já encontrados e “constituem descobertas importantes para compreender melhor as origens temporais e geográficas dessas linhagens”.

– Junto com as inclusões microscópicas possíveis de serem observadas, os achados revelam as interações de plantas, fungos e artrópodes durante um período de grandes mudanças nos ecossistemas terrestres, que foram causadas pela propagação inicial das angiospermas –, destacaram.

www.correiodobrasil.com.br | 4/6/10 11:25 AM
Cidades brasileiras integram lista das mais desiguais
Cinco cidades brasileiras estão entre as 20 mais desiguais do mundo. Relatório apresentado hoje, na abertura do 5º Forum Urbano Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), no Rio, revela que Goiânia (10ª), Belo Horizonte (13ª), Fortaleza (13ª), Brasília (16ª) e Curitiba (17ª) são as que apresentam as maiores diferenças de renda entre ricos e pobres no País.

O documento "O Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: Unindo o Urbano Dividido" também informa que o Brasil é o país com a maior distância social na América Latina.

O Rio de Janeiro, na 28ª posição, e São Paulo, na 39ª, também são cidades consideradas com alto índice de desigualdade, de acordo com o relatório da ONU. Nove municípios na África do Sul lideram o ranking. As capitais da Nigéria, Etiópia, Colômbia, Quênia e Lesoto também estão entre as mais desiguais. No total, 138 cidades de 63 países em desenvolvimento foram analisadas. O relatório baseia suas conclusões no coeficiente Gini - cujos indicadores medem a concentração de renda de um país.

Na avaliação do coordenador do relatório e diretor do Centro de Estudos e Monitoramentos das Cidades do Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o mexicano Eduardo Lopez Moreno, existe vínculo direto entre desigualdade e criminalidade. Mais do que custos sociais, o abismo entre ricos e pobres também provoca prejuízos econômicos.

"Estatisticamente falando, existe sim um vínculo. É muito possível que a cidade mais desigual vai gerar muito mais fácil distúrbios e problemas sociais. As autoridades desses países vão deslocar recursos que deveriam ir para investimentos para conter esses movimentos sociais. O custo social acaba se traduzindo em custo econômico", afirmou Moreno.

Favelas

Em termos de favelização, o estudo da ONU apresenta resultados paradoxais para o Brasil. Apesar de ter sido o país que apresentou o maior número absoluto de pessoas que deixaram de viver em condições de favelização na América Latina - 10,4 milhões -, a pesquisa mostrou que o desempenho relativo ficou abaixo dos vizinhos. Enquanto as condições de moradia melhoraram para 16% da população brasileira, este índice ficou em 40,7% na Argentina, 39,7% na Colômbia, 27,6% no México e 21,9% no Peru.

As estimativas apresentadas na pesquisa são de que mais de 227 milhões de pessoas no mundo todo deixaram de viver em regiões faveladas desde o ano 2000. Isso representa uma evolução 2,2 vezes maior do que o estimado nas Metas de Desenvolvimento do Milênio, que haviam estabelecido objetivo de melhorar as condições de habitação de 100 milhões de pessoas até 2020.

"A situação melhorou em dez anos, mas infelizmente no mesmo período o aumento líquido dos pobres urbanos é de 55 milhões", disse Anna Tibaijuka, diretora-executiva do ONU-Habitat.

De acordo com a metodologia da pesquisa, deixar de viver em condição de favelização não significa necessariamente mudança de residência ou remoção de comunidade. Acesso a saneamento básico e água potável, o material utilizado nas moradias e a densidade das residências são os fatores para avaliar se uma região é ou não favelada.

ultimosegundo.ig.com.br | 3/19/10 10:17 PM
Veja paisagens 'extraterrestres' do planeta Terra em galeria do G1
Fotos são do engenheiro e fotógrafo amador alemão Martin Rietze. Dê zoom para apreciar cenas da Etiópia, Havaí, Groenlândia e Guatemala. g1.globo.com | 3/17/10 1:56 PM
Ivan Lessa: Os 18 da Forbes
Graças a Deus! Já não era sem tempo! A vida é boa e bela e vale a pena ser vivida! Entre as revistas que assino, a Forbes americana é leitura obrigatória. Pego na minha caixa dos correios e subo os dois lances de escada da casa em que moro já folheando.Ninguém me informa melhor sobre as contabilidades deste mundo em que vivemos do que a Forbes. Talvez se dela fosse assinante o ex-roqueiro e também ex-auxiliar humanitário, hoje um bem vestido contador litigioso, Bob Geldof, este não estaria hoje pensando em processar o Serviço Mundial da BBC por ter divulgado a notícia de que, nos anos 80, naquele célebre concerto da Band Aid, destinado a arrecadar fundos para os pobres miseráveis da Etiópia, 95% da dinheirama tenha ido acabar nas mãos dos rebeldes responsáveis pela tragédia etíope, isto segundo outra escola contabilista que não a seguida por Geldof. A BBC, com sua habitual lisura, limitou-se a citar outras fontes não ligadas à música pop.

Que New York Review of Books que nada! Que London Review of Books coisa alguma! Que Veja, que Time, que Spectator! Só está bem informado neste mundo que já foi de Deus quem acompanhar as idas e vindas, subidas e descidas dos cifrões, que, qual loucas pacas no cio, nada mais fazem do que registrar quem somos, o que queremos e para onde vamos.

A edição anual da Forbes com sua lista dos homens mais ricos do mundo é mais esperada e tem mais torcida do que qualquer entrega de Oscar. Vive o mundo com a respiração presa próxima ou - no caso de ter muita sorte - desfilando no tapete vermelho do Mundo Encantado das Finanças, mais deslumbrante que Avatar, mais humano e sensível do que Guerra ao Terror. Estilistas e fãs fiéis de todos os Fashion Shows globais, que não são poucos, atentam para cada detalhe da cerimônia que, além do mais, mantém acesa a chama de Gutenberg, famoso iluminista teutônico que inventou a imprensa tal como a conhecíamos até há pouco antes da - e estou próximo ao busílis - internet.

Bill Gates, que pontificou durante muitos anos na dianteira da lista da Forbes, foi finalmente deposto. E por quem? Por um mexicano, para terem uma ideia das voltas que o mundo dá. Mexicano e além do mais com nome de jogador profissional de pôquer ou goleiro de seleção: Carlos Slim, com uma fortuna calculada (não por Bob Geldof e seu batalhão de contadores ineptos) em cerca de US$ 53,5 bilhões.

O importante mesmo, o que nos diz e impõe respeito, fazendo nosso peito estufar de orgulho, é o ocupante do mais que honroso 8º lugar. Trata-se do nosso muito conhecido, o mais ou menos brasileiro Eike (pronuncia-se ái-que) Fuhrken Batista, oriundo de Governador Valadares, Minas Gerais, claro, com a respeitável fortuna, ao menos declarada, de US$ 27 bilhões.

Não cessa aí seu feito notável. Eike Batista, sempre segundo a Forbes, foi o integrante da lista que mais aumentou sua fortuna entre 2009 e 2010, com um crescimento de US$ 19,5 bilhões. Um espanto! Uma virada sensacional! No ano passado, o prendado empresário e engenheiro metalúrgico, atuante destacado em várias áreas, como os setores de mineração e petróleo, não passava de um modesto, embora digno, 61º. lugar.

Agora, aí está. Ou aí estamos! Quando um brasileiro vence, vencemos todos. Tem mais: nada mais, nada menos do que 18 bilionários brasileiros agraciam a lista de notáveis. Governador Valadares já decretou um dia de feriado municipal. Como o espetacular herói da Forbes tem entre suas várias residências também uma no Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão, para não ficar atrás, decretou 3 dias de feriado. Por que o governo não decreta Feriado Nacional em honra dos 18 da Forbes, confesso-me perplexo, embora, ao contrário do irado Bob Geldof, não me ocorre nem recriminar nem, muito menos, processar ninguém! Mais, já que está na moda: estátua neles! Ou para eles. Se "Os 18 do Forte" são lembrados e reverenciados até hoje, que dizer dos 18 da Forbes?
Como dizem nossas atuais raposas políticas: conosco ninguém podemos! Tomou, mundo? ultimosegundo.ig.com.br | 3/12/10 8:41 AM
Bob Geldof pede demiss�o da BBC
O músico Bob Geldof, que liderou a campanha "Band Aid" nos anos 80, destinada a angariar fundos para combater a fome na Etiópia, pediu a demissão de director do Serviço Mundial da BBC devido a uma reportagem da...

rss.feedsportal.com | 3/10/10 7:20 PM
Bob Geldof pede demiss�o de chefe da BBC por reportagem sobre Eti�pia
O ativista e músico irlandês Bob Geldof - que liderou a campanha Band Aid para arrecadar dinheiro para as vítimas da fome na Etiópia nos anos 80 - pediu a demissão do diretor do Serviço Mundial da BBC devido a uma reportagem de rádio que afirma que parte desses fundos foram usados para a compra de armas por grupos rebeldes no país africano. Em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal britânico The Guardian, Geldof afirma que a reportagem da BBC não tem credibilidade e pede uma investigação do que foi alegado pela emissora.A BBC afirmou que mantém as afirmações feitas por seus jornalistas.

Na reportagem, levada ao ar na semana passada no programa Assignment, o editor para a África do Serviço Mundial, Martin Plaut, afirma que boa parte dos mais de US$ 100 milhões arrecadados para as vítimas da fome na Etiópia foram desviados para a compra de armas por grupos rebeldes na província de Tigré.

No artigo publicado no Guardian, Geldof pede a demissão do diretor do Serviço Mundial da BBC, Peter Horrocks, e também do produtor da reportagem, Plaut, e de seu chefe, Andrew Whitehead.

Geldof acusa a reportagem de ter caluniado o Band Aid e diz que está denunciando o Serviço Mundial da BBC ao órgão regulador da imprensa na Grã-Bretanha, Ofcom, e ao painel de diretores da BBC, exigindo a transcrição de todas as entrevistas do programa em questão.

Ele diz ainda que a fundação Band Aid irá estudar se entre com processo na Justiça contra Plaut e o Serviço Mundial.

"O Band Aid vem sendo intensamente monitorado desde meados dos anos 80. E com razão. Nós temos uma obrigação com todos os que confiaram a nós seu dinheiro e, particularmente, em nome de quem ele foi entregue."
"É difícil acreditar que alguém teria levado isso a sério", diz Geldof. "Então onde estão todos os mortos? Se ninguém estava recebendo alimentos, por que não havia ninguém morrendo? Essa seria uma das primeiras coisas que eu teria perguntado."
"Mas eles não estavam morrendo porque eles estavam recebendo ajuda, e em muito grande quantidade. Mas, claro, no Serviço Mundial, ninguém perguntou onde estavam os corpos. Essa e tantas outras perguntas que não foram feitas."
CIA
A fome causada pela seca na Etiópia levou à morte de um milhão de pessoas em meados dos anos 80, provocando uma campanha internacional de ajuda. Agências internacionais afirmam que muitos milhões de pessoas foram salvas por esta ajuda, e contestam as afirmações da reportagem da BBC.

No documentário, Plaut cita depoimentos de dois ex-líderes do movimento rebelde Frente de Libertação dos Povos Tigrínios (TPLF) e documentos da CIA (a agência central de inteligência dos Estados Unidos) como provas do desvio. A reportagem diz que ex-rebeldes se disfarçavam de comerciantes de grãos para receber o dinheiro das agências de ajuda destinado à compra de alimentos.

Um relatório da CIA de 1985 afirma que o desvio era "quase certo", diz Plaut, que também cita um ex-diplomata americano na Etiópia (o mais graduado diplomata americano no país em 1988), Bob Houdek, que teria concluído que parte dos alimentos eram vendidos no Sudão e que o dinheiro levantado com a venda era usado pelos rebeldes para a compra de armas e combustível.

Whitehead, editor-chefe do World Service News, explicou que Plaut passou meses investigando as denúncias e disse que a BBC mantém a história.

"Nós (o Serviço Mundial das BBC) nos preocupamos com a verdade e em fazer a coisa certa. Temos várias evidências que vieram dos dois combatentes da TPLF, um dos quais foi comandante do Exército rebelde em meados dos anos 80. Temos ainda o documento da CIA e o depoimento do principal diplomata dos Estados Unidos na região na época (...), que sugerem que o braço que cuidava de ajuda humanitária dentro da TPLF, que controlava o norte da Etiópia, sistematicamente desviava ajuda para fins militares", disse Whitehead em entrevista ao programa de rádio Newshour, do Serviço Mundial.

'Desacreditado'
Para Bob Geldof, entretanto, o Serviço Mundial ficou "desacreditado" depois do documentário.

"A verdadeira história desta história é o intenso e sistemático fracasso do Serviço Mundial, a cereja no bolo da reputação da BBC. Uma cereja apodrecida nos dias de hoje", escreve Geldof.

"Uma investigação sobre o que houve de errado deve ser aberta imediatamente, devem ser tomadas medidas para retificar os problemas identificados e o Serviço Mundial precisa trabalhar muito, muito duro para restabelecer sua confiança gloriosa e sua reputação duramente conquistada como a grande emissora mundial por excelência", conclui. ultimosegundo.ig.com.br | 3/10/10 5:12 PM
Relator da ONU diz que tortura � global e que governos o tolhem
GENEBRA (Reuters) - A tortura é uma realidade na maioria dos países, mas muitos governos não permitem que a Organização das Nações Unidas investigue se ela ocorre em seus territórios, disse um relator da ONU sobre o assunto na segunda-feira. O advogado australiano Manfred Nowak disse aos 47 países do Conselho de Direitos Humanos da ONU que esse órgão deveria prestar atenção especial à tortura, mas queixou-se de que muitos governos, incluindo alguns presentes no conselho, bloqueiam suas investigações. "Embora a tortura, como a forma mais brutal de maus tratos, constitua um crime sério e um ataque direto ao núcleo da dignidade humana, ela é lamentavelmente um fenômeno global", disse Nowak. "Apenas poucos países, como a Dinamarca, parecem ter conseguido erradicar a tortura na prática."

Na vasta maioria dos Estados, ele disse que ela acontece em casos isolados, de maneira mais regular, ou de forma disseminada e sistemática. Ele citou a Guiné Equatorial, que ele visitou no ano passado, como um exemplo do último caso.

A principal razão para a disseminação da tortura é o mau funcionamento dos Judiciários, com confissões vistas em muitos países como uma prova cabal, afirmou Nowak, que ocupa o cargo de investigador especial há cinco anos e se aposenta ao final de 2010.

Mas outra razão importante é a obtenção de informações no contexto da guerra global ao terrorismo, conforme demonstram estudos feitos por ele e por outro especialista da ONU na prisão militar norte-americana de Guantánamo.

Nowak disse que alguns países que o convidaram para visitas - como China, Jordânia, Indonésia, Guiné Equatorial e Cazaquistão - o colocaram sob intensa vigilância e intimidaram testemunhas e presos que ele iria ver.

A China e a Indonésia participam atualmente do Conselho de Direitos Humanos.

Muitos outros - inclusive Egito, Etiópia, Índia, Irã, Israel, Tunísia e Uzbequistão - não responderam às solicitações para visitas, enquanto outros - inclusive EUA e Rússia - recusaram autorização para que ele fizesse entrevistas confidenciais ou cancelaram a visita na última hora.

O Zimbábue chegou a mantê-lo detido durante uma noite no aeroporto de Harare, para então expulsá-lo, num exemplo extremo daquilo que ele qualificou como crescente desrespeito de certos governos pelos investigadores da ONU para questões de direitos humanos. ultimosegundo.ig.com.br | 3/8/10 10:04 PM
Ajuda � Eti�pia foi desviada para compra de armas, revela BBC
Uma investigação da BBC revelou que milhões de dólares em ajuda enviada à Etiópia para vítimas da onda de fome de 1984-85 foi usada para a compra de armas por grupos rebeldes que tentavam derrubar o governo. Soldados de grupos rebeldes disseram ter atuado como comerciantes de grãos e alimentos, www.estadao.com.br | 3/3/10 11:18 AM
Ajuda � Eti�pia foi desviada para compra de armas, revela BBC

Uma investigação da BBC revelou que milhões de dólares em ajuda enviada à Etiópia para vítimas da onda de fome de 1984-85 foi usada para a compra de armas por grupos rebeldes que tentavam derrubar o governo ...

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oglobo.globo.com | 3/3/10 11:15 AM
Ajuda � Eti�pia foi desviada para compra de armas, revela BBC
Uma investigação da BBC revelou que milhões de dólares em ajuda enviada à Etiópia para vítimas da onda de fome de 1984-85 foi usada para a compra de armas por grupos rebeldes que tentavam derrubar o governo.

Soldados de grupos rebeldes disseram ter atuado como comerciantes de grãos e alimentos, para enganar representantes de organizações de ajuda.

Documentos da CIA, o serviço de inteligência americano, confirmam que a ajuda "quase certamente foi desviada para fins militares".

Cerca de um milhão de pessoas morreram em decorrência da seca que destruiu as colheitas no país do leste africano. Milhões de pessoas, no entanto, foram salvas com a chegada da ajuda ocidental, mas boa parte desta ajuda teria sido desviada.

Na época, a Etiópia não apenas lutava contra a fome, mas também contra rebeliões nas províncias de Eritréia e Tigré, no norte do país. O governo não tinha controle sobre boa parte das áreas rurais, portanto, as agências internacionais trouxeram ajuda diretamente, do vizinho Sudão.

Parte desta ajuda foi entregue em alimentos, parte em dinheiro, para a compra de grãos de fazendeiros etíopes das áreas onde ainda havia comida.

Rebeldes disfarçados

A fotografia acima mostra uma dessas negociações de compra perto da fronteira, em 1984. No centro está Max Peberdy, funcionário da ONG Christian Aid, que carregava cerca de US$ 500 mil em moeda etíope.

Em seu trajeto, Peberdy foi escoltado por cerca de 50 milicianos do movimento rebelde Frente de Libertação dos Povos Tigrínios (TPLF, na sigla em inglês).

Mas Peberdy insiste que entrou no país com a organização rebelde de ajuda Sociedade de Socorro de Tigray (Rest, na sigla em inglês).

"Tinha que haver uma separação completa entre o apoio recebido pela TPLF e a logística da compra de grãos, que estava nas mãos da liderança da Rest", disse ele.

Na foto, um "comerciante" está sentado ao lado de Peberdy, contando o dinheiro, enquanto um dos líderes da Rest observa, mas o "comerciante" era, na verdade, Gebremedhin Araya, que afirma que, na época, era um alto membro da TPLF.

"Me deram roupas para que eu parecesse um comerciante muçulmano. Era um truque para as ONGs. Eles não me conheciam".

Segundo Gebremedhin, por baixo dos grãos, os sacos estavam cheios de areia. Ele diz que entregou o dinheiro recebido pela venda aos líderes da TPLF, entre eles Meles Zenawi, que em 1991 se tornou o primeiro-ministro do país.

Max Peberdy ainda acredita que a ajuda não foi desviada. "Isso aconteceu há 25 anos e nesses 25 anos é a primeira vez que alguém faz uma acusação dessas".

Ele insiste que, até onde ele sabe, a ajuda serviu para alimentar os milhões de famintos.

A versão de Gebremedhin, no entanto, é corroborada pelo ex-comandante do exército da TPLF, Aregawi Berhe. Exilado na Holanda, Aregawi afirma que os rebeldes encenaram o que ele chama de "drama" para receber o dinheiro. "As agências de ajuda foram enganadas", diz ele.

Segundo Aregawi, dos US$ 100 milhões recebidos pela TPLF em 1985, 95% foram destinados para a compra de armas ou para a construção do partido de linha dura surgido do movimento rebelde - A Liga Marxista Leninista de Tigré.

Tanto Gebremedhin como Aregawi romperam com a liderança rebelde e fugiram do país. O primeiro-ministro, Meles Zenawi, se recusou a dar uma entrevista sobre o assunto.

CIA

Mas o testemunho dos dois ex-integrantes da TPLF é corroborado pela CIA em um relatório secreto com data de abril de 1985, intitulado "Etiópia: Impacto Político e de Segurança da Seca".

"É quase certo que alguns fundos que organizações insurgentes estão levantando para operações de ajuda, como resultado da publicidade mundial, estão sendo desviados para fins militares", conclui o documento.

A suspeita é confirmada por Robert Houdek, que veio a ocupar o cargo mais alto na diplomacia americana na Etiópia em 1988.

Segundo Houdek, os rebeldes da TPLF e do movimento rebelde da Eritréia - a EPLF - disseram a ele que a ajuda foi desviada no Sudão.

"(A ajuda de alimentos) Foi vendida por dinheiro, e claro, com o dinheiro você compra armas, combustível. Isso ocorreu. Não há dúvidas quanto a isso".

Guerra Fria

É preciso lembrar que tudo isso ocorreu durante o período da Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética lutavam por influência no então chamado Terceiro Mundo.

A União Soviética destinou US$ 4 bilhões para a Etiópia e enviou oficiais soviéticos para dirigir as batalhas do governo contra os rebeldes.

Em janeiro de 1983, o presidente americano Ronald Reagan lançou a Diretiva Nacional de Segurança 75, que tinha como objetivo combater a União Soviética nos países em desenvolvimento.

"A política americana vai procurar limitar e desestabilizar as atividades dos aliados e clientes soviéticos no Terceiro Mundo", afirmava a diretiva.

Em novembro de 2009, Robert Gates - o secretário de Defesa do presidente Barack Obama - fez um discurso descrevendo como informou o presidente Ronald Reagan no período em que era o vice-diretor da CIA.

Segundo ele, a postura do presidente era "impor custos ainda mais altos para a União Soviética em sua aventura pelo Terceiro Mundo".

Gates inclui a Etiópia na lista de países como a Nicarágua e o Afeganistão nos quais os aliados soviéticos "logo enfrentaram suas próprias insurgências".

O secretário de Defesa não entrou em detalhes sobre quanto apoio os Estados Unidos prestaram aos insurgentes etíopes, mas como havia poucos grupos rebeldes, não se pode excluir a possibilidade de que a CIA não apenas sabia, mas também apoiava o desvio da ajuda para a compra de armas pela TPLF.

Leia mais sobre Etiópia

ultimosegundo.ig.com.br | 3/3/10 11:13 AM
Ajuda � Eti�pia foi desviada para compra de armas, revela BBC
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A polícia do Egito informou neste domingo que guardas mataram um imigrante africano e detiveram outros 16 que tentavam atravessar a fronteira do país com Israel, em Rafah. Segundo um oficial que preferiu não se identificar, o imigrante se recusou a se render depois que os policiais dispararam tiros de alerta. Quatro mulheres da Etiópia estão entre os detidos. Todos os anos, centenas de africanos imigram ilegalmente para Israel em busca de asilo político e empregos. Leia mais (28/02/2010 - 08h46) redir.folha.com.br | 2/28/10 9:57 AM
Entre os �ltimos, et�ope do cross country quebra preconceitos
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ONU quer painel para cobrar fundos para o clima
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou nesta sexta-feira que vai criar um painel para cobrar os fundos para combate às mudanças climáticas prometidos por diversos países na reunião da ONU em Copenhague, em dezembro. No encontro sobre mudança climática na Dinamarca, discutiu-se a criação de um fundo de US$ 100 bilhões até 2020 para financiar o combate ao problema nos países "mais vulneráveis" do planeta.O grupo idealizado por Ban será formado por países desenvolvidos e em desenvolvimento e deve ser liderado pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e seu colega da Etiópia, Meles Zenawi, para "desenvolver propostas práticas para aumentar significativamente o financiamento para estratégias de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento".

"Verbas para adaptação e mitigação e transferência de tecnologia são de importância central para os países em desenvolvimento em geral e os pobres e vulneráveis em particular", afirmou Zenawi.

O grupo deve ainda reunir outros chefes de Estado e governo, além de ministros, diretores de bancos e instituições que trabalham com desenvolvimento.

O secretário-geral da ONU afirmou que espera que o painel entregue já na reunião sobre meio ambiente marcada para maio um relatório preliminar de suas atividades.

O primeiro-ministro etíope disse ainda que as promessas feitas em Copenhague ficaram abaixo do esperado.

"Dessa vez, as promessas precisam ser mantidas, porque a alternativa é uma administração irresponsável do clima, seguida por consequências catastróficas", disse.

A próxima reunião geral das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, está marcada para Cancun, em dezembro.

A reunião de Copenhague terminou em dezembro sem um consenso, mas com um documento apoiado pela maioria dos 194 países que participaram do encontro.

O chamado "Acordo de Copenhague" prevê o limite do aumento da temperatura global a 2ºC, além do fundo de financiamento para países vulneráveis. ultimosegundo.ig.com.br | 2/12/10 7:37 PM
Estudo revela inefic�cia em rem�dio vendido na �frica
Quase metade dos remédios contra a malária vendidos em três países da África tem baixa qualidade, segundo um relatório divulgado ontem nos Estados Unidos. Entre 16% e 40% dos remédios feitos à base de artemisinina vendidos no Senegal, Madagáscar e Uganda não passaram nos testes de qualidade, pois continham impurezas ou não apresentavam quantidades suficientes do sal ativo, de acordo com os resultados da pesquisa em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).Os remédios à base de arteminisina são o único tratamento financeiramente viável contra a malária. Outras substâncias perderam a eficiência, pois a doença se tornou resistente a elas. Isso acontece quando uma quantidade insuficiente da droga é administrada para matar todos os parasitas transmitidos pelo mosquito. Se os remédios feitos com arteminisina pararem de funcionar, não há um bom substituto, e os especialistas temem que muitas pessoas possam morrer.

"É preocupante que quase todos os dados de má qualidade obtidos tenham sido resultado de quantidades inadequadas do princípio ativos ou a presença de impurezas no produto", disse Patrick Lukulay, diretor do programa não governamental U.S. Pharmacopeia, que realizou a pesquisa. "Trata-se de uma tendência perturbadora que surgiu."

"Estou alarmado com esses resultados porque isso significa que há muitos casos de malária que estão sendo apenas parcialmente tratados, o que garante a aceleração da resistência à arteminisina", disse Rachel Nugent, vice-diretora de Saúde Global do Centro Global de Desenvolvimento, uma entidade norte-americana. "Este é o estudo mais amplo realizado com medicamentos contra a malária e deve ser um sinal de alerta." Nugent não esteve envolvida no estudo.

Nos três países, as marcas de medicamentos contra a malária coletados em várias regiões e setores tenderam a não passar nos testes ou a apresentar resultados ruins, o que pode ajudar os governos em seu trabalho de retirar de circulação os medicamentos de má qualidade.

Os resultados dos outros países pesquisados - Camarões, Etiópia, Gana, Quênia, Malawi, Nigéria e Tanzânia - não foram divulgados pela OMS. Mas Clive Ondari, que trabalhou para a entidade na realização do estudo em Genebra, disse que as taxas de medicamentos que não passaram nos testes em três países desse grupo também foram altas. Gana já retirou mais de 20 medicamentos do mercado depois de receber os resultados iniciais, disse Lukulay.

AE-AP ultimosegundo.ig.com.br | 2/9/10 11:36 AM

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