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Notícias : Oceano Índico

Reino Unido quer investigar participação de agentes britânicos em torturas da CIA

LONDRES — Malcolm Rifkind, presidente da Comissão de Inteligência e Segurança do Reino Unido, afirmou neste domingo que o painel investigando acusações de envolvimento britânico em tortura pedirá ao Senado americano acesso a informações não divulgadas no relatório da Comissão de Inteligência para esclarecer o papel de agentes britânicos na prisão e no interrogatório de suspeitos de terrorismo após os ataques de 11 de setembro.

O gabinete do primeiro-ministro David Cameron reconheceu que algumas partes do relatório foram omitidas por razões de segurança nacional, mas afirma que nenhuma delas tem relação com qualquer envolvimento de agentes britânicos com “atividades que seriam ilegais no Reino Unido”. O pedido pelo material omitido foi feito à CIA por agentes da inteligência britânica, e não pelo governo.

O relatório da Comissão de Inteligência do Senado sobre os interrogatórios da CIA expôs anos de representações erradas que colocaram em dúvida a eficácia de interrogatórios brutais. Quando perguntado sobre suas esperanças de conseguir as informações, Rifkind disse não estar confiante.

A divulgação do relatório sobre a CIA gerou pedidos para que o Reino Unido interrompa negociações com os Estados Unidos sobre o uso do atol de Diego Garcia, no Oceano Índico, onde o governo americano mantém uma base militar. O Reino Unido reconheceu que o atol foi usado em pelo menos duas ocasiões como ponto de reabastecimento de combustível durante as transferências de dois suspeitos de terrorismo. O acordo entre os dois países, que permite uso do atol pelos Estados Unidos, expira em 2016.

— As negociações sobre o acordo podem ajudar a entender a amplitude e os limites do envolvimento, direto ou indireto, do Reino Unido em certas atividades — afirmou o parlamentar Andrew Tyrie.

oglobo.globo.com | 12/14/14 4:56 PM
Imagens onde se acredita que esteja avião da Malaysia Airlines são divulgadas
As autoridades da Austrália publicaram nesta sexta-feira (12) as primeiras imagens do leito marinho do oceano Índico que correspondem à área na qual são procurados... - por Agência EFE info.abril.com.br | 12/12/14 10:51 AM
Número de imigrantes cruzando o Mediterrâneo bate recordes em 2014

GENEBRA — As guerras, os desastres naturais e a miséria levaram um número recorde de imigrantes da África e do Oriente Médio a se arriscarem na travessia do Mar Mediterrâneo na tentativa de chegar á costa da Europa. Segundo um relatório da ONU divulgado hoje em Genebra, mais de 207 mil pessoas tentaram cruzar o Mediterrâneo nos últimos onze meses, um número três vezes maior do que o registrado em 2011, quando 70 mil pessoas deixaram o norte da África rumo à Europa.

A travessia do Mediterrâneo também registrou um alto número de mortes. 3419 das 4272 pessoas que morreram em 2014 cruzando grandes mares, perderam a vida tentando atravessar o Mediterrâneo.

Em 2014, pelo primeira vez, sírios e eritreus foram os principais imigrantes cruzando o Mediterrâneo, e representaram 50% do total de refugiados na região, segundo o Alto Comissariado da Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). esses números foram divulgados no primeiro dia de uma reunião internacional convocada pelo órgão em Genebra sobre a resposta dos países ao crescente número de pessoas que fazem viagens arriscadas para chegar a lugares considerados seguros.

O chefe do Acnur, António Guterres lamentou que a resposta dos países europeus seja cada vez mais expulsar os estrangeiros, e não oferecer asilo.

— Este é um erro e uma reação ruim em um momento em que um número recorde de pessoas estão fugindo de guerras — afirmou Guterres.

— A falta de interesse que vemos em muitos países diante do sofrimento e da exploração dessas pessoas desesperadas é profundamente chocante — afirmou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein. — Os países ricos não podem se converter em guetos, enquanto seus povos fecham os olhos para não ver as manchas de sangue que marcam esses caminhos.

Os países mais afetados pela onda de refugiados no Mediterrâneo são Itália, Malta e Espanha. na Itália, a Frontex, agência de proteção de fronteiras da União Europeia, realizou em novembro a operação Triton, destinada a resgatara refugiados, que substituiu a operação italiana Mare Nostrum. A operação foi criticada pelas organizações de defesa dos direitos humanos que a acusaram de priorizar a defesa de fronteiras e não o resgate de pessoas que precisam de ajuda.

O Mediterrâneo não é a única rota usada por aqueles que buscam pedir asilo. Mais de 82 mil pessoas cruzaram o Golfo de Adem e o Mar Vermelho, saindo do Chifre da África, uma das regiões mais pobres do planeta, rumo aos países do Golfo Pérsico. 242 pessoas morreram fazendo essa travessia.

A situação se repete no sudeste da Ásia, onde 54 mil pessoas — a maioria vinda de Bangladesh e da Birmânia atravessaram o Oceano Índico rumo a países como Tailândia, Malásia ou Indonésia.

oglobo.globo.com | 12/10/14 6:36 PM
Rastreio submarino de 7.000 km2 sem pistas sobre avião da Malaysia Airlines
As equipas contratadas pela Austrália para procurar o avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde março, não encontraram qualquer pista, após rastrearem uma área de 7.000 quilómetros quadrados de leito marinho no Oceano Índico, informaram hoje fontes oficiais. www.rtp.pt | 11/26/14 4:30 AM
Nos passos de Mandela: Cidade do Cabo e Porto Elizabeth têm paisagens, prisões e bons vinhos

CIDADE DO CABO — A Cidade do Cabo é parada fundamental para quem vai para a África do Sul — seja para seguir os passos de Nelson Mandela ou não. Tem montanha e mar; natureza e modernidade; sofisticação e simplicidade; forma e conteúdo. E infraestrutura.

Um passeio clássico é a visita a Robben Island, prisão onde viveu Mandela. O acesso é de barco e as saídas, agendadas com antecedência pelo site (robbenisland. org.za), acontecem do Victoria & Alfred Waterfront. Como nem sempre as condições do tempo são favoráveis à navegação, pode ser meio frustrante chegar lá e não conseguir embarcar. Mas o píer, repleto de lojas e bons restaurantes, é um dos principais pontos turísticos da cidade e vale a visita. Ali fica a Nobel Square, praça que reúne estátuas dos quatro sul-africanos vencedores do prêmio Nobel da Paz: Mandela, o ex-presidente FW de Klerk, o arcebispo Desmond Tutu e o líder Albert Luthuli.

Uma alternativa para dar uma espiadinha em Robben Island é optar por uma das vistas mais bonitas da África do Sul (e do mundo): a da Montanha da Mesa. A paisagem é encantadora. Chega-se ao topo de bondinho, como no Pão de Açúcar. As condições climáticas também podem influenciar o passeio. O bondinho não funciona com vento forte e uma névoa constante, conhecida como “toalha da mesa”, encobre a montanha. Escolha um dia claro para aproveitar a vista.

As ruas do Centro da Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul e segunda maior cidade do país, oferecem um roteiro político. Em frente ao Castelo da Boa Esperança, um forte erguido pela Companhia Holandesa das Índias Orientais no século XVII, encontra-se o prédio da Prefeitura, que guarda a história local nas paredes. Foi de um de seus balcões que Mandela fez seu discurso de liberdade em 1990, logo após deixar a prisão. Em frente ao edifício há um mercado, que deu lugar a um mar de gente na ocasião. Visitas regulares guiadas pelo local podem ser agendadas pelo site capetown.travel.

Nas redondezas da Prefeitura fica o prédio do Parlamento da África do Sul, de 1884. Foi ali que o então presidente FW de Klerk anunciou a libertação de Mandela, em 2 de fevereiro de 1990. Quatro anos depois, o ativista passou a frequentar o local, já então como presidente do país. Perto do parlamento está a Fundação Mandela Rhodes, que fomenta a educação superior no país. Em 2004, Mandela emprestou seu nome à instituição, que já existia no local. O prédio, construído por Sir Hebert Baker no início do século XX, impressiona pela arquitetura.

Cerca de uma hora distante da Cidade do Cabo fica o Drakenstein Correctional Centre, onde Mandela passou seus 14 últimos meses de reclusão. A prisão rural ainda funciona e não é aberta ao público. Mas a cela ocupada por Mandela não teve nenhum outro prisioneiro desde a sua saída. Hoje é um memorial e recebe visitantes. Foi desta prisão que, finalmente, Mandela deu seus passos para a liberdade. Na realidade, a maior parte do trajeto foi feita de carro, já que uma multidão o aguardava do lado de fora. A cena entrou para a história e foi imortalizada. E há mais uma estátua do líder sul-africano na entrada da prisão.

Em Paarl, no caminho entre a Cidade do Cabo e a prisão de Drakenstein, fica o vinhedo Fairview Wine and Cheese. Uma bela desculpa para fazer uma degustação dos elogiados vinhos sul-africanos, e uma oportunidade para brindar a Mandela.

67 PASSOS EM PORTO ELIZABETH

Em Porto Elizabeth, cidade no litoral Sul da África do Sul banhada pelo Oceano Índico, a 770 quilômetros da Cidade do Cabo, uma imponente bandeira de seis metros do país (a segunda maior da África do Sul) marca a Rota 67. O roteiro criado pela Mandela Bay Development Agency’s (MBDA) tem 67 pontos representados por trabalhos ao ar livre de artistas locais, que fazem referência aos 67 anos de luta de Nelson Mandela pela libertação de seu país.

Mandela em tamanho natural na fila de votação - Divulgação/South Africa Tourism

Logo no começo do caminho estão os dois monumentos que mais saltam aos olhos — pela beleza e pelo significado. Na “Voting line” (número 44), é emocionante a reprodução de Mandela, em tamanho natural (1,83m), recortado em aço, seguido por uma fila de crianças, nas primeiras eleições democráticas do país, em 1994. A “Piazza Mosaic” (número 42) celebra, com um mosaico em cerâmica de 470 metros quadrados, a pluralidade cultural da África do Sul — uma das lutas de Mandela — e a fauna e a flora do país. Mais à frente, o “76 Youth" (número 33) representa a geração dos que lutaram contra a opressão.

O caminho convive bem com a história de Porto Elizabeth, que se rende ao novo sem esquecer as origens. É o caso da Opera House (peoperahouse.co. za), construída em 1862, que fica aos pés de uma longa e colorida escada de mosaicos. É a mais antiga em funcionamento na África do Sul, e também está sendo contemplada com um processo de restauração. A cidade, famosa também por esportes aquáticos em geral, foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2010. O estádio Nelson Mandela Bay foi considerado um dos mais bonitos do Mundial.

DESCOBERTAS PELOS CAMINHOS MENOS CONHECIDOS DO PAÍS

Ao desviar das atrações mais badaladas de um roteiro inspirado em Nelson Mandela, o visitante tem a oportunidade de conhecer uma outra África do Sul. Alguns lugares parecem ter parado no tempo — você vai descobrir isso quando tiver que fazer uma desintoxicação forçada de internet. Para alcançá-los, é preciso disposição. Há pontos aos quais só é possível chegar depois de longas horas de estrada — algumas nem tão boas assim.

Antes de desistir, saiba que essas horas podem reservar surpresas como manadas de elefantes passeando livremente pertinho de você. Um guia é fundamental. Com a pessoa certa, aumentam as chances de conhecer amigos que Mandela fez ao longo da vida e de ouvir histórias que não estão nos livros. Algumas operadoras brasileira (como Designer, Taks e TGK), organizam esses roteiros.

CAPTURA. Depois de 17 meses na clandestinidade, Mandela foi capturado. Ele estava disfarçado de motorista, vestindo uma roupa branca de chofer, mas não adiantou. Seu rosto já era conhecido demais. Era o dia 5 de agosto de 1962. Para marcar os 50 anos da captura, em 2012, foi inaugurado no lugar exato o The Capture Site (thecapture site.co.za), um monumento com pequenas exposições temporárias e permanentes. Ponto fundamental da trajetória do líder e uma das homenagens mais importantes, o monumento fica praticamente no meio do nada, na estrada entre Durban e Johannesburgo. Cinquenta colunas de aço entre 6 metros e 9,5 metros de altura, alinhadas, vão formando, dependendo do ângulo e da distância, a imagem do rosto de Mandela.

ESCOLA. Nas primeiras eleições democráticas do país, em 7 de abril de 1994, Nelson Mandela votou na Ohlange Institution, escola onde estudou, ao norte de Durban. Mandla Nxmalo tinha 20 anos e estava lá no dia.

— Não tinha dormido direito e fiquei congelado. Ele me acalmou, e apertou a minha mão — lembra-se, emocionado. — O sol brilhava e as filas davam a volta na escola. Sabia que a partir daquele dia o país seria livre.

Hoje, aos 43 anos, Nxmalo é responsável pelo centro cultural do lugar, que continua funcionando como uma escola, com mais de 1.300 alunos. A urna permanece lá. A sala na qual Mandela estudou não resistiu ao tempo, mas seus limites são demarcados por estacas.

CASA. Em Qunu, próximo a Porto Elizabeth, fica a vila de aproximadamente 165 hectares onde nasceu Mandela. Ela abriga o Nelson Mandela Youth & Heritage Center. Aberto em 1990, pode não ter o maior nem o melhor acervo sobre a vida de Mandela, mas é um museu vivo. A casa onde ele morou continua lá com seus pertences. As outras casas do lugarejo ficam, em sua maior parte, de portas abertas. E alguns moradores gostam de receber visitas dos turistas.

Os que tiverem com sorte terão a chance de assistir a uma apresentação de dança do grupo do museu, conhecido por “Senhoras do Mandela”. De roupas típicas e rostos pintados, elas encantam pela simpatia pós-show. A apresentação é gratuita, mas é elegante dar uma gorjeta.

SEIS VEZES MANDELA

Rolihlahla. Nome de nascimento de Mandela dado por seu pai. Informalmente, significa “encrenqueiro”.

Madiba. É o nome do clã do qual era membro. É referente a seu ancestral.

Nelson. Recebeu esse nome em seu primeiro dia na escola. Era comum as crianças receberem nomes em inglês.

Dalibhunga. Ganhou esse nome aos 16 anos em um rito de passagem para a idade adulta. Tem como significado “mediador do diálogo”.

Tata. Representa a figura do pai, o que, de certa forma, era o papel dele para muitos na África do Sul.

Khulu. Pode significar “grande”, “magnífico”, mas também pode ser diminutivo de vovô.

Marcella Sobral viajou a convite do Turismo da África do Sul

ONDE FICAR:

NA CIDADE DO CABO

Mandela Rhodes Place: Diárias a partir de R$ 380. Wale Street. Tel. (27 21) 481-4000. mandelarhodesplace.co.za

The Westin Cape Town: Diárias a partir de R$ 915. O novo restaurante On 19 tem vista panorâmica da cidade. Lower Long Street. Tel. (27 21) 412-9999. westincapetown.com

PORTO ELIZABETH/QUNU

Dan’s Country Lodge: Rodovia N2 para Durban. Tel. (27 47) 532-7920. danscountrylodge.co.za

oglobo.globo.com | 11/6/14 9:05 AM
Deslizamento deixa dez mortos e cerca de 300 desaparecidos no Sri Lanka

COLOMBO — Dez pessoas morreram e cerca de 300 estão desaparecidas após um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas na região central do Sri Lanka, anunciaram autoridades do país nesta quarta-feira. Segundo Pradeep Kodippili, porta-voz do Centro Nacional de Gestão de Desastres (DMC), 140 casas foram destruídas no distrito de Badulla. O deslizamento ocorreu na região de Koslanda, a 200 km ao leste da capital, Colombo.

Policiais, bombeiros e voluntários participavam da busca dos sobreviventes. Chuvas torrenciais bloquearam várias estradas, o que provoca a lentidão dos deslocamentos e dos trabalhos de resgate. Dois homens e uma mulher foram resgatados e levados para um hospital local.

— Eu estava sob os escombros e algumas pessoas me levaram para fora. Minha mãe e minha tia morreram — relatou uma mulher à imprensa local.

O ministro de Gestão de Desastres Mahinda Amaraweera disse que dez lojas e três residências oficiais também foram atingidas pelo deslizamento de terra.

A plantação de chá de Meeriyabedda também foi atingida, que fica em uma região onde este tipo de tragédia é comum. O DCM destacou que os moradores foram advertidos várias vezes que deveriam abandonar a área.

Em junho, 13 pessoas morreram em deslizamentos perto da capital do país. Chuvas de monção são causadas por ventos no Oceano Índico e no sul da Ásia e provocam um grande impacto nos ecossistemas locais.

oglobo.globo.com | 10/29/14 9:33 AM
Busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines recomeça

Sete meses após o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, as buscas são retomadas no Oceano Índico, onde se acredita que o avião tenha caído, anunciaram hoje (6) autoridades australianas.... noticias.terra.com.br | 10/6/14 5:39 PM
Austrália retoma buscas por avião da Malaysia Airlines
Navio 'GO Phoenix', com material e especialistas, chegou à região de busca do boeing que desapareceu em março, no Oceano Índico
internacional.estadao.com.br | 10/6/14 2:01 PM