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Notícias : Oceano Índico

Terremotos em série intrigam público e cientistas
Locais das grandes catástrofes - Editoria de Arte

RIO - O forte terremoto que atingiu o Nepal no último fim de semana pode ser apenas o mais recente de uma série de grandes tremores que aflige o mundo desde dezembro de 2004 e intriga os cientistas e o público em geral. Naquele ano, um abalo de magnitude 9,1 na região das Ilhas Andaman, na costa Oeste de Sumatra, Indonésia, provocou um tsunami que deixou mais de 220 mil mortos em países em torno do Oceano Índico. Este sismo marcaria o início de uma sequência de eventos devastadores que sacudiram do Chile ao Japão, passando por China, Haiti e Itália, com um total de vítimas fatais que chegaria a mais de 600 mil, numa sucessão de tragédias que levanta suspeitas de que estes terremotos poderiam estar interligados.

Até 2004, o último terremoto com magnitude acima de 9 tinha sido registrado no Alasca cerca de 40 anos antes, ele mesmo parte de uma estranha sequência de tremores poderosos iniciada em 1950, quando um sismo de magnitude 8,6 sacudiu o Tibete. Como agora, esta série de fortes abalos no início da segunda metade do século XX pareceu estar concentrada em um período relativamente curto de tempo, de não mais de 15 anos. Segundo os cientistas, esta aparente aglomeração (clustering, no termo em inglês) de grandes terremotos globais pode não passar de uma simples coincidência — mas também pode ser indício da existência de mecanismos que fazem com que um deles precipite a ocorrência de outro mesmo a enormes distância. Mecanismos que desafiam os atuais conhecimentos sobre o funcionamento e o comportamento das placas tectônicas que formam a crosta terrestre.

— O histórico destes aparentes ciclos é suspeito, mas até agora não temos evidências de que tais mecanismos de fato existam além desta observação — diz Tom Larsen, líder de arquitetura de produtos de modelagem e previsão de catástrofes da CoreLogic EQECAT, empresa de análise de dados que presta consultoria a companhias seguradoras e de resseguros, entre outras. — Sabemos e entendemos muito bem como grandes terremotos podem ser precedidos por abalos menores e sucedidos por uma miríade de abalos secundários, os chamados aftershocks, em nível local e regional, mas em nível global ainda não temos conhecimento suficiente nem para provar nem para derrubar esta hipótese.

MOVIMENTO MACIÇO DA CROSTA

Segundo Larsen, a ideia geral desta hipótese é que, num tremor em grande escala, o movimento maciço da crosta terrestre pode transmitir energia a grandes distâncias, o suficiente para que uma falha em uma região afastada do planeta atinja seu limite e se rompa, deflagrando outro forte terremoto.

— O conceito básico por trás disso é que a liberação da energia em uma área aumenta a pressão em outra, mesmo que muito distante, mas isso teria que se dar de uma maneira que não sabemos ou vai de encontro ao que conhecemos sobre o comportamento da Terra — conta. — Assim, a observação destes aparentes ciclos de grandes terremotos não é ilógica ou irracional, mas o fato é que precisamos de mais informação e estudos para fazer qualquer ligação direta entre eles.

Já Robert Yeats, professor da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, e especialista em geologia de terremotos e placas tectônicas, é mais cético. Segundo ele, os atuais modelos sobre o comportamento da Terra e previsão da probabilidade da ocorrência de terremotos em nível regional não contemplam qualquer tipo de influência de grandes abalos a grandes distâncias.

— Temos evidências da ocorrência de aglomerações de terremotos em nível regional, mas nada global — afirma.

Ainda assim, Yeats reconhece que os atuais modelos para previsão de terremotos estão longe de serem precisos e admite a possibilidade, mesmo que remota, de grandes sismos deflagrarem outros em regiões distantes do planeta.

— Obviamente, ao olhar para trás e vermos que há 40 anos não tínhamos uma sucessão de terremotos fortes como essa, isso se destaca — considera o cientista. — A Terra é um sistema extremamente complexo e nosso conhecimento sobre o que acontece com ela é muito incompleto. Não sabemos se a sequência de grandes terremotos que estamos vendo é uma coincidência ou se há algum real mecanismo por trás disso. A verdade é que tudo é uma grande especulação e não podemos dizer ou prever, com base nisso, a possibilidade de termos outro grande terremoto num prazo relativamente curto, nem quando nem onde.

Apesar disso, Yeats conta que a mais recente série chamou a atenção das autoridades do Oregon, que o convocaram (e outros especialistas) para discutir a necessidade de medidas de prevenção de uma possível catástrofe provocada por eventual forte abalo na região tectonicamente ativa de Cascadia, no Noroeste dos EUA.

oglobo.globo.com | 5/3/15 9:00 AM
Xi Jinping no Paquistão para lançar um troço crucial da Nova Rota da Seda
O plano prevê a construção de oleodutos, linhas de caminho de ferro e uma auto-estrada de 3000 km que darão à China acesso privilegiado ao Oceano Índico. www.publico.pt | 4/20/15 4:11 PM
Fiocruz Paraná isola o vírus da febre chikungunya transmitida no Brasil

RIO - Um kit de diagnóstico de febre chikungunya confiável e com preço competitivo para que qualquer pessoa com suspeita da doença possa ser testada em todo o Brasil. Este deve ser, a médio prazo, o resultado de um trabalho que já dura três anos no Instituto Carlos Chagas (ICC)/ Fiocruz Paraná: em fevereiro, a equipe liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora do laboratório de virologia molecular do ICC, isolou o vírus causador da febre chikungunya em amostras humanas vindas de Feira de Santana, na Bahia.

Atualmente o teste laboratorial existe, mas não em larga escala. Na maioria das vezes, a doença é apontada por um diagnóstico clínico epidemiológico, com informações sobre uma região onde o vírus está circulando, combinada com os sintomas de febre e dores articulares. A equipe da Fiocruz Paraná trabalha com dois horizontes: um teste rápido para ser feito à beira do leito em 15 minutos, e um teste ELISA (sigla para Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), um exame que permite a detecção de anticorpos no sangue, já usado no diagnóstico de várias doenças.

— Hoje sabemos que temos outras cepas de vírus no Brasil. Uma foi sequenciada e tem uma mutação no genoma que permite que, além do Aedes aegypti, o vírus cresça no mosquito Aedes albopictus, que suporta temperaturas mais baixas e é muito agressivo — explica a pesquisadora. — Esses mosquitos têm o poder epidêmico muito grande, por isso o diagnóstico diferencial é importante, e também porque a doença pode ser confundida com outras, como dengue.

A febre chikungunya foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique e se espalhou pela África e Ásia. No fim de 2013 a chikungunya foi registrada pela primeira vez nas Américas. Até de janeiro de 2015, mais de 1,135 milhão de casos suspeitos foram registrados nas ilhas do Caribe, países da América Latina e EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde e 176 mortes foram atribuídas à doença no mesmo período.

No Brasil, o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, aponta 771 os casos autóctones suspeitos no país, sendo 82 confirmados (nove por exame laboratorial e 73 por diagnóstico clínico epidemiológico), 687 em investigação e dois descartados no período de 4 de janeiro a 7 de fevereiro deste ano. Os estados do Amapá, Mato Grosso do Sul, de Goiás, da Bahia, e Distrito Federal são os afetados.

Há três anos, quando o trabalho do laboratório de virologia molecular do ICC começou, o vírus da febre chikungunya sequer circulava no Brasil, mas os pesquisadores já previam, pela dispersão que acontecia nas ilhas do Oceano Índico, que a doença viria para as Américas. A equipe então sintetizou quimicamente o gene do vírus e a partir dele produziram uma proteína recombinante — dava para produzir insumos antígenos e anticorpos recombinantes para fazer o diagnóstico, mas não havia amostras de soro de pacientes para validar isso.

Depois disso uma parceria com o Instituto Pasteur da Guiana Francesa enviou amostras de pacientes, mas numa fase específica da doença — o interessante é ter pacientes em diferentes fases, e são três: na primeira quando há vírus circulante no organismo, na fase aguda quando são criados os anticorpos, e na fase de convalescença.

— Recentemente o Instituto Gonçalo Muniz, na Bahia, reuniu pesquisadores, médicos e enfermeiros envolvidos com o vírus e, através desse contato conseguimos um painel de amostras de pacientes de Feira de Santana na fase aguda, nos primeiros cinco dias da doença — conta Cláudia. — Recebemos as amostras, inoculamos o vírus nas células de mosquito em cultura e conseguimos fazer o isolamento — comemora.

oglobo.globo.com | 3/5/15 9:00 AM
Surto de peste negra na África preocupa OMS: 'Alarmante', diz diretora
Pesquisadores trabalham para desvendar esqueletos de vítimas da Peste Negra - HO / AFP

RIO e GENEBRA -Responsável por uma das mais devastadoras epidemias da História e temida por sua brutal mortalidade, a peste negra volta a preocupar autoridades internacionais. A doença, também conhecida como peste bubônica, infectou 263 pessoas na ilha de Madagascar, na África, levando a 71 mortes desde setembro passado, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) anteontem. O surto teve seu pico entre novembro e dezembro e, ainda que haja indícios de arrefecimento, deve continuar até abril.

Com uma letalidade que varia de 30% a 60% se não tratada, a doença matou 50 milhões de pessoas durante o século XIV. Embora considerada erradicada em diversas partes do mundo, há registros de epidemias em África, Ásia e América do Sul, nas últimas décadas, com destaque para o primeiro continente, desde os anos 1980. Em 2013, foram 783 casos e 126 mortes notificados em todo o mundo. Madagascar, um arquipélago com 20 milhões de habitantes, é um dos países mais atingidos. Nos EUA, por exemplo, onde moram mais de 300 milhões, são, em média, dez casos por ano, todos em áreas rurais.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida aos seres humanos pelas pulgas de ratos pretos e outros roedores. Porém, 8% dos casos progridem para uma pneumonia letal, transmissível diretamente entre uma pessoa e outra.

MÁ HIGIENE FACILITA DISSEMINAÇÃO

De acordo com especialistas, a doença poderia chegar a outros países por meio do trânsito de viajantes. Porém, barreiras locais são eficazes na contenção da doença. Além disso, a disseminação da doença costuma ocorrer em ambientes favoráveis a essa proliferação: locais com más condições de higiene, com ratos e pulgas, vetores da doença.

- Qualquer doença pode atingir outros países, especialmente nos dias atuais, pela frequência da movimentação de pessoas. Mas, no caso da peste, são necessárias condições propícias para o seu desenvolvimento, relacionadas principalmente à existência de doentes e a condições precárias de vida, onde haja presença de ratos e pulgas de forma não controlada - explica a coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sylvia Lemos Hinrichsen. - Adotar medidas de barreira em locais onde há a doença, o que inclui diagnóstico precoce, isolamento de doentes/suspeitos e tratamento rápido com antibióticos, fará, nos dias atuais, a diferença dos tempos medievais.

De acordo com a OMS, a praga está afetando a capital de Madagascar, Antananarivo, proliferando-se em favelas densamente povoadas.

O virologista Fernando Portela Câmara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a doença tem um alto grau de imprevisibilidade:

- A doença tem uma dinâmica inesperada e complicada. O grau de letalidade depende da linhagem dos bacilos. No entanto, hoje há tratamento, caso a peste seja diagnosticada rapidamente.

Câmara acrescenta que, assim como o ebola, a doença normalmente emerge depois de um período de seca seguido de uma temporada de chuvas. O ambiente propício à transmissão é de temperatura abaixo dos 26°C.

Em carta ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU) no final de janeiro, a diretora da OMS, Margareth Chan, destacou que o assunto merece atenção. Segundo a OMS, enchentes geradas por uma tempestade tropical no Oceano Índico e um ciclone atingiram Madagascar em janeiro, deixando sem casa dezenas de milhares de pessoas “e espalhando um sem-número de ratos, intensificando o risco de mais epidemias originadas em roedores”, escreveu a dirigente. O documento foi elaborado em meio a discussões sobre o orçamento da organização para 2016 e 2017. A praga foi citada por Margareth como exemplo de doença que pode ser um problema sério no futuro e para o qual a entidade internacional de saúde precisa estar preparada.

“Esse é o tipo de surto localizado que a OMS foi criada para conter. A praga é endêmica em Madagascar, onde epidemias sazonais são amplificadas pelas forças da pobreza e da urbanização desorganizada. Detectada precocemente, a doença responde bem a tratamento”, escreveu a diretora, explicando ainda que pesquisadores locais do Instituto Pasteur desenvolveram um teste que entrega o diagnóstico em 15 minutos. “Mas o surto que começou em novembro do ano passado tem dimensões perturbadoras. As pulgas que transmitem essa doença antiga de ratos para humanos desenvolveram resistência ao inseticida de primeira linha”.

oglobo.globo.com | 2/12/15 4:48 PM
Malásia declara que sumiço do voo MH-370 foi um acidente e encerra investigações

KUALA LUMPUR - A Malásia decidiu oficialmente encerrar as investigações em torno do desparecimento do voo MH-370, da Malaysia Airlines, que sumiu dos radares quando viajava com 239 pessoas de Kuala Lumpur a Pequim em 8 de março do ano passado, e declarar o desaparecimento como um acidente que não deixou sobreviventes. Com a afirmação oficial, os parentes das agora consideradas vítimas poderão pedir compensações à Malaysia Airlines.

Esforços de buscas duraram dez meses, mas não forneceram pistas concretas sobre o paradeiro da aeronave. Várias regiões de busca foram vasculhadas por equipes internacionais no Oceano Índico, sem sucesso. O desparecimento deu margem a hipóteses como sequestro, desintegração no ar e queda no mar.

Atualmente, quatro navios continuam vasculhando o Oceano Índico, e acredita-se que possíveis destroços estejam em uma latitude próxima à da cidade australiana de Perth, mas a leste.

O anúncio seria feito em uma coletiva, mas o ministro dos Transportes do país fez o anúncio para evitar constrangimentos com os parentes na ocasião.

oglobo.globo.com | 1/29/15 10:25 AM
Na Volvo Ocean Race a solidariedade também vale ponto
O júri da Volvo Ocean Race definiu, nesta terça-feira (30), que o Team Alvimedica foi o quarto colocado na segunda etapa da Volta ao Mundo. A mudança do resultado foi uma compensação dada à equipe turca/norte-americana por ter alterado sua rota para ajudar o Team Vestas Wind, barco que encalhou numa ilha do Oceano Índico no fim do mês de novembro. O tempo utilizado para prestar socorro aos companheiros de regata foi retirado e, segundo a nova contagem, o Team Alvimedica ficou em quarto, mesmo posto do que o espanhol MAPFRE. Ambos saíram com quatro pontos perdidos.O comandante Charles Enright se mostrou satisfeito com a decisão após a reunião das equipes em Abu Dhabi, local da largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race. Segundo ele, sua equipe perdeu tempo e deixou de aproveitar condições favoráveis de navegação para se dirigir à zona do incidente com o Vestas. www.lancenet.com.br | 12/30/14 9:19 PM
Ásia lembra os 10 anos do tsunami que matou 230 mil pessoas
O devastador tsunami ocorrido em 26 de dezembro de 2004 atingiu doze países ao redor do oceano Índico, matando 230 mil pessoas






internacional.estadao.com.br | 12/26/14 12:36 PM
Novo hotel de Bali tem jardins tropicais, penhascos, 11 piscinas e uma praia exclusiva

BALI — Inaugurado há um ano, o Rimba Jimbaran Bali by Ayana já conquistou três prêmios, entre eles o de melhor novo hotel na Ásia do World Travel Awards (uma espécie de Oscar do turismo). São oito hectares de jardins tropicais, penhascos e uma praia exclusiva. O luxuoso empreendimento tem 282 quartos modernos e fica dentro dos domínios do Ayana Resort e Spa, que tem 90 hectares e está renovando suas 78 villas de frente para o Oceano Índico. O Ayana oferece ainda 290 quartos

Não é só o número de acomodações e o tamanho da área verde que impressiona. A apenas dez quilômetros do aeroporto, o resort tem serviços de grande porte, como 15 restaurantes e bares — entre eles, o famoso Rock Bar Bali, com vista para o pôr do sol — e 11 piscinas, além de quartos com acesso quase exclusivo para uma lagoa.

Outro atrativo é o spa do Rimba Jimbaran, que ostenta a maior piscina para terapias com água salgada do mundo. Uma novidade são as seis salas recém-construídas para tratamentos, localizadas no terraço do complexo. Lá, é possível fazer uma relaxante massagem com vista para os jardins e para o mar.

oglobo.globo.com | 12/26/14 11:00 AM