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Notícias : Oceano Índico

Malásia declara que sumiço do voo MH-370 foi um acidente e encerra investigações

KUALA LUMPUR - A Malásia decidiu oficialmente encerrar as investigações em torno do desparecimento do voo MH-370, da Malaysia Airlines, que sumiu dos radares quando viajava com 239 pessoas de Kuala Lumpur a Pequim em 8 de março do ano passado, e declarar o desaparecimento como um acidente que não deixou sobreviventes. Com a afirmação oficial, os parentes das agora consideradas vítimas poderão pedir compensações à Malaysia Airlines.

Esforços de buscas duraram dez meses, mas não forneceram pistas concretas sobre o paradeiro da aeronave. Várias regiões de busca foram vasculhadas por equipes internacionais no Oceano Índico, sem sucesso. O desparecimento deu margem a hipóteses como sequestro, desintegração no ar e queda no mar.

Atualmente, quatro navios continuam vasculhando o Oceano Índico, e acredita-se que possíveis destroços estejam em uma latitude próxima à da cidade australiana de Perth, mas a leste.

O anúncio seria feito em uma coletiva, mas o ministro dos Transportes do país fez o anúncio para evitar constrangimentos com os parentes na ocasião.

oglobo.globo.com | 1/29/15 10:25 AM
Na Volvo Ocean Race a solidariedade também vale ponto
O júri da Volvo Ocean Race definiu, nesta terça-feira (30), que o Team Alvimedica foi o quarto colocado na segunda etapa da Volta ao Mundo. A mudança do resultado foi uma compensação dada à equipe turca/norte-americana por ter alterado sua rota para ajudar o Team Vestas Wind, barco que encalhou numa ilha do Oceano Índico no fim do mês de novembro. O tempo utilizado para prestar socorro aos companheiros de regata foi retirado e, segundo a nova contagem, o Team Alvimedica ficou em quarto, mesmo posto do que o espanhol MAPFRE. Ambos saíram com quatro pontos perdidos.O comandante Charles Enright se mostrou satisfeito com a decisão após a reunião das equipes em Abu Dhabi, local da largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race. Segundo ele, sua equipe perdeu tempo e deixou de aproveitar condições favoráveis de navegação para se dirigir à zona do incidente com o Vestas. www.lancenet.com.br | 12/30/14 9:19 PM
Ásia lembra os 10 anos do tsunami que matou 230 mil pessoas
O devastador tsunami ocorrido em 26 de dezembro de 2004 atingiu doze países ao redor do oceano Índico, matando 230 mil pessoas






internacional.estadao.com.br | 12/26/14 12:36 PM
Novo hotel de Bali tem jardins tropicais, penhascos, 11 piscinas e uma praia exclusiva

BALI — Inaugurado há um ano, o Rimba Jimbaran Bali by Ayana já conquistou três prêmios, entre eles o de melhor novo hotel na Ásia do World Travel Awards (uma espécie de Oscar do turismo). São oito hectares de jardins tropicais, penhascos e uma praia exclusiva. O luxuoso empreendimento tem 282 quartos modernos e fica dentro dos domínios do Ayana Resort e Spa, que tem 90 hectares e está renovando suas 78 villas de frente para o Oceano Índico. O Ayana oferece ainda 290 quartos

Não é só o número de acomodações e o tamanho da área verde que impressiona. A apenas dez quilômetros do aeroporto, o resort tem serviços de grande porte, como 15 restaurantes e bares — entre eles, o famoso Rock Bar Bali, com vista para o pôr do sol — e 11 piscinas, além de quartos com acesso quase exclusivo para uma lagoa.

Outro atrativo é o spa do Rimba Jimbaran, que ostenta a maior piscina para terapias com água salgada do mundo. Uma novidade são as seis salas recém-construídas para tratamentos, localizadas no terraço do complexo. Lá, é possível fazer uma relaxante massagem com vista para os jardins e para o mar.

oglobo.globo.com | 12/26/14 11:00 AM
Indonésia inicia eventos em lembrança dos 10 anos do tsunami
Milhares de pessoas participaram na Indonésia de uma oração em memória das vítimas do tsunami que completa dez anos nesta sexta-feira e deixou cerca de 230 mil mortos em vários países banhados pelo Oceano Índico. Leia mais (12/26/2014 - 06h51) redir.folha.com.br | 12/26/14 9:03 AM
Indonésia inicia eventos dos 10 anos do tsunami que matou 230 mil

Terremoto de magnitude 9,1 provocou onda gigante no Oceano Índico. Só na ilha de Sumatra, tsunami matou 170 mil pessoas. g1.globo.com | 12/26/14 5:29 AM
Tsunami que matou 220 mil pessoas completa 10 anos
Dez anos depois do tsunami mais mortífero do Oceano Índico, as autoridades temem que o esquecimento coloque em perigo os progressos realizados com um sistema de alerta de alta tecnologia para prevenir outra catástrofe. atarde.uol.com.br | 12/25/14 12:26 PM
A reconstrução de vidas uma década após o tsunami
Uma década. Banda Aceh, na Sumatra, em janeiro de 2005 e agora: o barco que ficou sobre uma casa permanece em memória da tragédia - AFP/15-1-2005 e 6-12-2014

JACARTA — Quando a tsunami atingiu Meulaboh, em 26 de dezembro de 2004, milhares de pessoas foram mortas, casas foram engolidas e árvores foram arrancadas. Apenas algumas mesquitas resistiram à força do mar na pequena cidade da província de Aceh, encarada como a Meca da Indonésia. Dez anos depois, o ambiente turístico da região contrasta com o caos daqueles dias no extremo norte da ilha de Sumatra, a mais próxima do epicentro do terremoto, de magnitude 9,3, que causou um maremoto em 14 países do Oceano Índico, matando 230 mil pessoas. Em duas horas, as ondas gigantes chegaram à Tailândia, à Índia e ao Sri Lanka.

A ajuda de cerca de € 7 bilhões nos anos seguintes permitiu a reconstrução de mais de 140 mil casas na cidade, bem como estradas, escolas e postos de saúde. Com o renascimento da província — o maremoto também foi o empurrão para o fim de um conflito armado de quase três décadas entre separatistas e forças do governo —, nasceu também o imponente Museu da Tsunami.

Para entrar no local, é preciso atravessar um corredor estreito e escuro com paredes altas de onde cai água — a ideia é recriar o barulho e o pânico do maremoto. Fazem parte do roteiro o Jardim e Monumento da Tsunami, instalados ao lado de um navio com 2.600 toneladas que foi arrastado pelas ondas e de um barco de pescadores que acabou no telhado de uma casa.

O turismo na província tem aumentado entre 10% a 15% por ano, ultrapassando um milhão de pessoas — cerca de 42 mil são estrangeiros.

Na Índia, três quartos das vítimas eram mulheres, em parte porque, quando as ondas vieram, as fisherfolk estavam fazendo o que sempre faziam naquela hora do dia: esperavam os peixes chegarem nas redes. Amar Jyoti Nayak, gerente do Programa Internacional da ActionAid na Ásia, relembra que foi deslocado para Chennai, uma das maiores cidades do país, na Costa Sul.

— Eu não podia acreditar no que estava vendo. Todas as casas foram destruídas. As pessoas estavam dormindo na rua. Só havia caos. Todos estavam chorando porque tinham perdido seus familiares. Foi horrível — relembra ele.

Como ninguém tinha ouvido falar de uma tsunami até então, quando foi informada de que uma onda gigante iria atingir a Índia, a população em geral não reagiu de forma adequada. Mesmo o governo, conta Nayak, tinha pouca ideia de como reagir aos avisos.

Capacitação em cidade na Índia

Com a ajuda de outras organizações locais, foram distribuídos arroz e iogurte, além de outros alimentos básicos, atingindo 25 mil pessoas, principalmente mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência — aqueles que ficaram de fora de outras distribuições de socorro.

— Acho que a nossa conquista mais importante foi o trabalho de longo prazo que fizemos com as comunidades em resposta às questões que a tsunami trouxe — diz Nayak. — A maior lição a ser aprendida é que se você capacitar pessoas, elas vão aprender a lidar com desastres. Trabalhando em conjunto, os grupos de mulheres que responderam à tsunami têm agora a capacidade de se preparar para futuros desastres. Além disso, coletivamente têm uma voz mais forte para negociar com o governo. Juntos, eles conseguiram grandes mudanças.

A ausência de um sistema eficaz de advertência foi outra mudança. Convencidas de que poderiam ter salvado muitas vidas, autoridades lançaram, há três anos, um sistema de alerta regional. Criada em 2011, uma rede de marégrafos é feita com boias oceânicas em águas profundas e monitores sísmicos. Ele foi testado pela primeira vez há dois anos, em Sumatra. Todos os países foram avisados em 12 minutos. Além disso, 24 países da região também lançaram seus próprios centros de alerta nacionais.

— Agimos cegamente, sem qualquer sensor no Oceano Índico — lembrou Charles McCreery, diretor do Centro de Alerta de Tsunami no Pacífico.

No início da semana, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) analisou “as lições aprendidas” com o pior desastre natural já registrado na Ásia. Segundo a entidade, os países da região estão melhor preparados para lidar com a tragédia, e aprenderam muito sobre danos agrícolas, segurança alimentar e nutrição. Segundo a FAO, entre 2001 e 2010, o custo dos desastres na região Ásia-Pacífico foi de, em média, US$ 34 bilhões ao ano.

— O que nós e nossos países-membros aprendemos e o que temos realizado é impressionante, mas ainda há muito o que se pode e se deve fazer para prevenir e mitigar os desastres — afirmou Hiroyuki Konuma, diretor-geral adjunto da FAO e representante regional para a Ásia-Pacífico.

A verdade após uma década

Número na lápide. Filha de Aye Pu viajara à Tailândia - Khin Maung Win / AP

May Aye Nwe embarcou em um pequeno barco rumo à Tailândia em busca de uma vida melhor — ela queria ser enfermeira. Mas a viagem marítima foi atropelada pela tsunami. Dez dias depois, em uma zona rural de Mianmar, a mãe, Aye Pu, recebeu uma ligação dizendo que a filha de 20 anos havia morrido e que seu corpo aparentemente desaparecera no mar. Mas foram necessários dez anos para que a mãe descobrisse a verdade: o cadáver havia sido recuperado e enterrado em uma cova anônima. Estava ao lado de outros 400 corpos que não haviam sido reclamados no Cemitério das Vítimas da Tsunami, no Sul da Tailândia. Nas lápides, não há nomes, somente números. Aye Pu, hoje viúva e com 55 anos, visitou o local na semana passada com ajuda da agência Associated Press. Segundo ela, finalmente seu processo de cicatrização pode começar.

De órfãos para órfãos

Ajuda. Rob, de 27, e Paul, de 25: centro para crianças - REUTERS

Após perderem os pais na tsunami, os irmãos britânicos Rob e Paul Forkan resolveram ajudar outras crianças. Eles eram adolescentes e estavam em um hotel no Sri Lanka em 26 de dezembro de 2004. Os pais, Kevin e Sandra, haviam tirado os filhos da escola para viajar e trabalhar como voluntários em projetos sociais. Eles passavam o Natal na comunidade pesqueira de Weligama quando a parede d´água varreu o local. No momento do desastre, Rob e Paul permaneceram juntos, agarrados a uma árvore, e depois conseguiram contato com os irmãos Matt e Rosie. Os pais, no entanto, foram arrastados. O desejo de ajudar permaneceu, e eles abriram em 2011 a fábrica de calçados Gandys: 10% dos lucros vão para crianças carentes. Eles vão lembrar o 10º aniversário do desastre abrindo um centro no Sri Lanka, com assistência médica e educacional para 400 crianças, no projeto Orphans for Orphans.

A luta por direitos

Liderança. Mohana: nova vida após desastre - Janaarthanan Doriarajan / ActionAid

Quando ondas enormes “engoliram sua casa e sua vida”, a indiana Mohana, da tribo Irula, não sabia o que significava uma tsunami. Então com 37 anos, ela lembra que seus pais trabalhavam no mar e na mesma hora pensou que os tinha perdido. Mohana e a família sobreviveram, mas quando voltaram à aldeia, encontraram suas casas destruídas. O líder dos pescadores também havia restringindo o acesso de sua etnia ao local. Sem comida e sem teto, acabaram salvos por uma ONG local, que mudou suas vidas. Em parceria com a ActionAid, ela formou um coletivo de mulheres para lutar pelos direitos oferecidos pelo governo — grupo que ela liderou por cinco anos.

— Antes meu povo era nômade e vivia em muitos locais perto do mar. Só após a tsunami começamos a possuir nossa terra. Também não sabíamos como funcionavam os cartões de identificação do governo, o que impedia nosso acesso aos serviços públicos.

oglobo.globo.com | 12/24/14 10:58 PM