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Notícias : Oceano Índico

Nos passos de Mandela: Cidade do Cabo e Porto Elizabeth têm paisagens, prisões e bons vinhos

CIDADE DO CABO — A Cidade do Cabo é parada fundamental para quem vai para a África do Sul — seja para seguir os passos de Nelson Mandela ou não. Tem montanha e mar; natureza e modernidade; sofisticação e simplicidade; forma e conteúdo. E infraestrutura.

Um passeio clássico é a visita a Robben Island, prisão onde viveu Mandela. O acesso é de barco e as saídas, agendadas com antecedência pelo site (robbenisland. org.za), acontecem do Victoria & Alfred Waterfront. Como nem sempre as condições do tempo são favoráveis à navegação, pode ser meio frustrante chegar lá e não conseguir embarcar. Mas o píer, repleto de lojas e bons restaurantes, é um dos principais pontos turísticos da cidade e vale a visita. Ali fica a Nobel Square, praça que reúne estátuas dos quatro sul-africanos vencedores do prêmio Nobel da Paz: Mandela, o ex-presidente FW de Klerk, o arcebispo Desmond Tutu e o líder Albert Luthuli.

Uma alternativa para dar uma espiadinha em Robben Island é optar por uma das vistas mais bonitas da África do Sul (e do mundo): a da Montanha da Mesa. A paisagem é encantadora. Chega-se ao topo de bondinho, como no Pão de Açúcar. As condições climáticas também podem influenciar o passeio. O bondinho não funciona com vento forte e uma névoa constante, conhecida como “toalha da mesa”, encobre a montanha. Escolha um dia claro para aproveitar a vista.

As ruas do Centro da Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul e segunda maior cidade do país, oferecem um roteiro político. Em frente ao Castelo da Boa Esperança, um forte erguido pela Companhia Holandesa das Índias Orientais no século XVII, encontra-se o prédio da Prefeitura, que guarda a história local nas paredes. Foi de um de seus balcões que Mandela fez seu discurso de liberdade em 1990, logo após deixar a prisão. Em frente ao edifício há um mercado, que deu lugar a um mar de gente na ocasião. Visitas regulares guiadas pelo local podem ser agendadas pelo site capetown.travel.

Nas redondezas da Prefeitura fica o prédio do Parlamento da África do Sul, de 1884. Foi ali que o então presidente FW de Klerk anunciou a libertação de Mandela, em 2 de fevereiro de 1990. Quatro anos depois, o ativista passou a frequentar o local, já então como presidente do país. Perto do parlamento está a Fundação Mandela Rhodes, que fomenta a educação superior no país. Em 2004, Mandela emprestou seu nome à instituição, que já existia no local. O prédio, construído por Sir Hebert Baker no início do século XX, impressiona pela arquitetura.

Cerca de uma hora distante da Cidade do Cabo fica o Drakenstein Correctional Centre, onde Mandela passou seus 14 últimos meses de reclusão. A prisão rural ainda funciona e não é aberta ao público. Mas a cela ocupada por Mandela não teve nenhum outro prisioneiro desde a sua saída. Hoje é um memorial e recebe visitantes. Foi desta prisão que, finalmente, Mandela deu seus passos para a liberdade. Na realidade, a maior parte do trajeto foi feita de carro, já que uma multidão o aguardava do lado de fora. A cena entrou para a história e foi imortalizada. E há mais uma estátua do líder sul-africano na entrada da prisão.

Em Paarl, no caminho entre a Cidade do Cabo e a prisão de Drakenstein, fica o vinhedo Fairview Wine and Cheese. Uma bela desculpa para fazer uma degustação dos elogiados vinhos sul-africanos, e uma oportunidade para brindar a Mandela.

67 PASSOS EM PORTO ELIZABETH

Em Porto Elizabeth, cidade no litoral Sul da África do Sul banhada pelo Oceano Índico, a 770 quilômetros da Cidade do Cabo, uma imponente bandeira de seis metros do país (a segunda maior da África do Sul) marca a Rota 67. O roteiro criado pela Mandela Bay Development Agency’s (MBDA) tem 67 pontos representados por trabalhos ao ar livre de artistas locais, que fazem referência aos 67 anos de luta de Nelson Mandela pela libertação de seu país.

Mandela em tamanho natural na fila de votação - Divulgação/South Africa Tourism

Logo no começo do caminho estão os dois monumentos que mais saltam aos olhos — pela beleza e pelo significado. Na “Voting line” (número 44), é emocionante a reprodução de Mandela, em tamanho natural (1,83m), recortado em aço, seguido por uma fila de crianças, nas primeiras eleições democráticas do país, em 1994. A “Piazza Mosaic” (número 42) celebra, com um mosaico em cerâmica de 470 metros quadrados, a pluralidade cultural da África do Sul — uma das lutas de Mandela — e a fauna e a flora do país. Mais à frente, o “76 Youth" (número 33) representa a geração dos que lutaram contra a opressão.

O caminho convive bem com a história de Porto Elizabeth, que se rende ao novo sem esquecer as origens. É o caso da Opera House (peoperahouse.co. za), construída em 1862, que fica aos pés de uma longa e colorida escada de mosaicos. É a mais antiga em funcionamento na África do Sul, e também está sendo contemplada com um processo de restauração. A cidade, famosa também por esportes aquáticos em geral, foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2010. O estádio Nelson Mandela Bay foi considerado um dos mais bonitos do Mundial.

DESCOBERTAS PELOS CAMINHOS MENOS CONHECIDOS DO PAÍS

Ao desviar das atrações mais badaladas de um roteiro inspirado em Nelson Mandela, o visitante tem a oportunidade de conhecer uma outra África do Sul. Alguns lugares parecem ter parado no tempo — você vai descobrir isso quando tiver que fazer uma desintoxicação forçada de internet. Para alcançá-los, é preciso disposição. Há pontos aos quais só é possível chegar depois de longas horas de estrada — algumas nem tão boas assim.

Antes de desistir, saiba que essas horas podem reservar surpresas como manadas de elefantes passeando livremente pertinho de você. Um guia é fundamental. Com a pessoa certa, aumentam as chances de conhecer amigos que Mandela fez ao longo da vida e de ouvir histórias que não estão nos livros. Algumas operadoras brasileira (como Designer, Taks e TGK), organizam esses roteiros.

CAPTURA. Depois de 17 meses na clandestinidade, Mandela foi capturado. Ele estava disfarçado de motorista, vestindo uma roupa branca de chofer, mas não adiantou. Seu rosto já era conhecido demais. Era o dia 5 de agosto de 1962. Para marcar os 50 anos da captura, em 2012, foi inaugurado no lugar exato o The Capture Site (thecapture site.co.za), um monumento com pequenas exposições temporárias e permanentes. Ponto fundamental da trajetória do líder e uma das homenagens mais importantes, o monumento fica praticamente no meio do nada, na estrada entre Durban e Johannesburgo. Cinquenta colunas de aço entre 6 metros e 9,5 metros de altura, alinhadas, vão formando, dependendo do ângulo e da distância, a imagem do rosto de Mandela.

ESCOLA. Nas primeiras eleições democráticas do país, em 7 de abril de 1994, Nelson Mandela votou na Ohlange Institution, escola onde estudou, ao norte de Durban. Mandla Nxmalo tinha 20 anos e estava lá no dia.

— Não tinha dormido direito e fiquei congelado. Ele me acalmou, e apertou a minha mão — lembra-se, emocionado. — O sol brilhava e as filas davam a volta na escola. Sabia que a partir daquele dia o país seria livre.

Hoje, aos 43 anos, Nxmalo é responsável pelo centro cultural do lugar, que continua funcionando como uma escola, com mais de 1.300 alunos. A urna permanece lá. A sala na qual Mandela estudou não resistiu ao tempo, mas seus limites são demarcados por estacas.

CASA. Em Qunu, próximo a Porto Elizabeth, fica a vila de aproximadamente 165 hectares onde nasceu Mandela. Ela abriga o Nelson Mandela Youth & Heritage Center. Aberto em 1990, pode não ter o maior nem o melhor acervo sobre a vida de Mandela, mas é um museu vivo. A casa onde ele morou continua lá com seus pertences. As outras casas do lugarejo ficam, em sua maior parte, de portas abertas. E alguns moradores gostam de receber visitas dos turistas.

Os que tiverem com sorte terão a chance de assistir a uma apresentação de dança do grupo do museu, conhecido por “Senhoras do Mandela”. De roupas típicas e rostos pintados, elas encantam pela simpatia pós-show. A apresentação é gratuita, mas é elegante dar uma gorjeta.

SEIS VEZES MANDELA

Rolihlahla. Nome de nascimento de Mandela dado por seu pai. Informalmente, significa “encrenqueiro”.

Madiba. É o nome do clã do qual era membro. É referente a seu ancestral.

Nelson. Recebeu esse nome em seu primeiro dia na escola. Era comum as crianças receberem nomes em inglês.

Dalibhunga. Ganhou esse nome aos 16 anos em um rito de passagem para a idade adulta. Tem como significado “mediador do diálogo”.

Tata. Representa a figura do pai, o que, de certa forma, era o papel dele para muitos na África do Sul.

Khulu. Pode significar “grande”, “magnífico”, mas também pode ser diminutivo de vovô.

Marcella Sobral viajou a convite do Turismo da África do Sul

ONDE FICAR:

NA CIDADE DO CABO

Mandela Rhodes Place: Diárias a partir de R$ 380. Wale Street. Tel. (27 21) 481-4000. mandelarhodesplace.co.za

The Westin Cape Town: Diárias a partir de R$ 915. O novo restaurante On 19 tem vista panorâmica da cidade. Lower Long Street. Tel. (27 21) 412-9999. westincapetown.com

PORTO ELIZABETH/QUNU

Dan’s Country Lodge: Rodovia N2 para Durban. Tel. (27 47) 532-7920. danscountrylodge.co.za

oglobo.globo.com | 11/6/14 9:05 AM
Deslizamento deixa dez mortos e cerca de 300 desaparecidos no Sri Lanka

COLOMBO — Dez pessoas morreram e cerca de 300 estão desaparecidas após um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas na região central do Sri Lanka, anunciaram autoridades do país nesta quarta-feira. Segundo Pradeep Kodippili, porta-voz do Centro Nacional de Gestão de Desastres (DMC), 140 casas foram destruídas no distrito de Badulla. O deslizamento ocorreu na região de Koslanda, a 200 km ao leste da capital, Colombo.

Policiais, bombeiros e voluntários participavam da busca dos sobreviventes. Chuvas torrenciais bloquearam várias estradas, o que provoca a lentidão dos deslocamentos e dos trabalhos de resgate. Dois homens e uma mulher foram resgatados e levados para um hospital local.

— Eu estava sob os escombros e algumas pessoas me levaram para fora. Minha mãe e minha tia morreram — relatou uma mulher à imprensa local.

O ministro de Gestão de Desastres Mahinda Amaraweera disse que dez lojas e três residências oficiais também foram atingidas pelo deslizamento de terra.

A plantação de chá de Meeriyabedda também foi atingida, que fica em uma região onde este tipo de tragédia é comum. O DCM destacou que os moradores foram advertidos várias vezes que deveriam abandonar a área.

Em junho, 13 pessoas morreram em deslizamentos perto da capital do país. Chuvas de monção são causadas por ventos no Oceano Índico e no sul da Ásia e provocam um grande impacto nos ecossistemas locais.

oglobo.globo.com | 10/29/14 9:33 AM
Busca pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines recomeça

Sete meses após o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, as buscas são retomadas no Oceano Índico, onde se acredita que o avião tenha caído, anunciaram hoje (6) autoridades australianas.... noticias.terra.com.br | 10/6/14 5:39 PM
Austrália retoma buscas por avião da Malaysia Airlines
Navio 'GO Phoenix', com material e especialistas, chegou à região de busca do boeing que desapareceu em março, no Oceano Índico
internacional.estadao.com.br | 10/6/14 2:01 PM
Recomeçam as buscas pelo avião da Malaysia Airlines
Sete meses depois do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, as buscas são retomadas no Oceano Índico, onde se acredita que o avião tenha caído. feeds.jn.pt | 10/6/14 8:47 AM
Busca por avião da Malaysia Airlines é retomada
As buscas pela aeronave do voo 370 da Malaysia Airlines, desaparecida desde 8 de março, foram retomadas no início desta segunda-feira (horário local), no Oceano Índico. atarde.uol.com.br | 10/6/14 2:38 AM
Buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines recomeçam
Sete meses depois do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, as buscas são retomadas no Oceano Índico, onde se acredita que o avião tenha caído, anunciaram as autoridades australianas. www.rtp.pt | 10/6/14 2:03 AM
Escombros do MH370 podem ser encontrados nos próximos dias

As buscas pelos escombros do avião sumido há quase sete meses da Malaysia Airlines estão sendo retomadas nesta semana para uma nova fase. Com aparelhos de alta tecnologia, os países envolvidos na procura do MH370 irão vasculhar uma área de 60 mil quilômetros quadrados no Oceano Índico, próximo à costa autraliana. As informações são do Daily Mail.... noticias.terra.com.br | 10/2/14 6:52 PM