Afromix.info : Noticias da Africa e do Caribe

Noticias de Africa

Crónica 7 - Gestão da pressão dos pneus condicionou
Campeão Nacional de Todo-o-Terreno em 2016, depois de vários anos a lutar por esse objetivo, o piloto de Portalegre Nuno Matos está apostado em alargar os seus horizontes desportivos já a partir deste ano de 2017. Se em 2010 o piloto partiu para uma aventura internacional que culminou com a conquista da Taça FIA de Bajas T2 a aposta agora chama-se África e Morocco Desert Challenge. Um enorme desafio que Nuno Matos está a fazer aos comandos do seu Opel Mokka Proto tendo a seu lado um outro campeão, Nuno Rodrigues da Silva feeds.dn.pt | 4/21/17 10:55 PM
Cabeleireiro de Ipanema é responsável pelo visual de atores de diversas produções de TV

Aos 14 anos, ele entrou em um salão de cabeleireiro e disse que não entendia nada do assunto. Ainda assim, como o dono do espaço, namorado de um amigo dele, precisava de auxiliar, prontificou-se a ajudar. Quarenta e três anos depois, Eduardo Meckelburg, ou simplesmente Dudu, comanda um espaço na Rua Barão de Jaguaripe, em Ipanema, onde está há 16 anos.

Especial Ipanema

— Aprendi a fazer cabelo com um alemão, que veio foragido da África do Sul. Em contrapartida, eu ensinava português. Muitas vezes mandei ele comprar sanduíche de estrume — lembra, rindo.

Com curso de caracterização para cinema feito em Nova York, onde teve um salão durante dois anos, no final da década de 1980, ele é responsável pelo visual de atores de diversas produções de TV. Atualmente, trabalha na supersérie “Os dias eram assim”, cuja história começa anos 1970 e vai até 1984.

— Crio os looks junto com a produção. Sugiro os cortes, que precisam ser adaptados ao cabelo do ator — conta Dudu, que trabalhou ainda em novelas como “Vamp” (1991) e “Laços de família” (2000).

Eclético, o cabeleireiro também desenha joias, que vende no salão, e coleciona quadros desde os anos 1980. Nas paredes, há trabalhos de Oscar Niemeyer, Abraham Palatnik, Iole de Freitas e Adriana Varejão.

— Tenho 360 obras, entre pinturas e objetos — diz.

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oglobo.globo.com | 4/20/17 7:30 AM
Crónica 5 - A melhor etapa até agora
Campeão Nacional de Todo-o-Terreno em 2016, depois de vários anos a lutar por esse objetivo, o piloto de Portalegre Nuno Matos está apostado em alargar os seus horizontes desportivos já a partir deste ano de 2017. Se em 2010 o piloto partiu para uma aventura internacional que culminou com a conquista da Taça FIA de Bajas T2 a aposta agora chama-se África e Morocco Desert Challenge. Um enorme desafio que Nuno Matos está a fazer aos comandos do seu Opel Mokka Proto tendo a seu lado um outro campeão, Nuno Rodrigues da Silva. feeds.dn.pt | 4/19/17 10:07 PM
Lula era 'cartão de visita' da Odebrecht no exterior, afirma delator
O executivo da Odebrecht Alexandrino de Alencar afirmou, em delação premiada, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um "popstar" em países da África e da América Latina. Segundo ele, o petista era um "cartão de visitas" da construtora. Alexandrino destacou a importância de que chefes de Estado soubessem que Lula tinha uma relação diferenciada com o grupo. [Leia mais...] atarde.uol.com.br | 4/19/17 5:52 PM
Crivella solta a voz em cultos da Igreja Universal na África do Sul

RIO - O prefeito Marcelo Crivella soltou a voz durante sua viagem à África do Sul, onde participou de cultos religiosos organizados pela Igreja Universal. Crivella, que trabalhou por dez anos como missionário em países africanos, cantou no dialeto zulu.

Crivella_16_04Sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, Crivella é uma das estrelas da música gospel, tendo 16 álbuns gravados. Durante sua campanha para a prefeitura do Rio, fez questão de frisar que era bispo licenciado. No entanto, durante o evento no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, foi anunciado pelos alto-falantes como bispo. No sábado, ao ser questionado sobre a viagem, Crivella destacou que ela era pessoal, assim como os gastos.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram a performance de Crivella nos eventos.

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A assessoria de imprensa do prefeito não quis informar quando Crivella embarcou e quando deve retornar ao Rio. Um decreto legislativo, aprovado em fevereiro pela Câmara de Vereadores, autoriza o prefeito e seu vice, Fernando Mac Dowell, a viajarem para fora do país neste ano por qualquer prazo.

oglobo.globo.com | 4/16/17 5:21 PM
BNDES instaura comissão interna para apurar supostas irregularidades em desembolsos

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) instaurou uma Comissão de Apuração Interna para apurar supostas irregularidades na liberação e ampliação de crédito para exportação de bens e serviços no exterior, informou o banco de fomento na noite de sábado.

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Em delação a investigadores da operação Lava-Jato, o patriarca do grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva influenciou o banco na ampliação de uma linha de financiamento para obras da construtora Odebrecht, em Angola, na África.

A decisão do BNDES de instaurar a apuração foi tomada com base nas informações que constam nas petições do Supremo Tribunal Federal (STF) de relatoria do ministro Edson Fachin.

"As citações de que o BNDES tomou conhecimento até o presente momento referem-se à suposta participação de Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva e de Álvaro Luiz Vereda Oliveira no processo de aprovação, pelo BNDES, de financiamentos à exportação de bens e serviços de engenharia", disse o banco de fomento em comunicado.

Luiz Melin foi diretor internacional e de comércio exterior do BNDES de janeiro de 2003 a dezembro de 2004 e de abril de 2011 a novembro de 2014, enquanto Luiz Vereda foi assessor da presidência do BNDES de outubro de 2005 a maio de 2006.

Os dois ocuparam cargos de confiança no BNDES e não são funcionários de carreira do banco.

Segundo o BNDES, a decisão de instaurar a Comissão de Apuração foi tomada pela diretoria em reunião ordinária na quarta-feira.

O banco informou que vai buscar cooperação de órgãos como Polícia Federal e Ministério Público Federal para "que eventuais ilícitos administrativos e penais possam ser apurados em conjunto".

"O BNDES vai se empenhar em adotar todas as medidas cabíveis para a proteção da instituição, hoje e no futuro, para que ela não possa ser utilizada para a prática de atos ilícitos. A apuração completa dos fatos é um passo importante nessa direção", informou o banco.

Em março deste a ano, o BNDES retomou dois financiamentos para exportação de serviços de engenharia para dois projetos das construtoras Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão no exterior. O processo de retomada dos desembolsos para a Andrade Gutierrez envolve um contrato de apoio à exportação de serviços de construção de rodovias em Gana, na África. A outra liberação, para a Queiroz Galvão, se refere a um projeto de desenvolvimento agrícola na República Dominicana.

Em maio do ano passado, 25 contratos de apoio à exportação de serviços de engenharia foram suspensos temporariamente pelo BNDES, para serem reavaliados. A maioria dos financiamentos era para empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

oglobo.globo.com | 4/16/17 1:13 PM
Pelo menos 20 imigrantes morrem em novo naufrágio no Mar Mediterrâneo 
Acidente aconteceu no Canal da Sicilia, região entre as costas da Itália e da África   internacional.estadao.com.br | 4/16/17 12:21 PM
Filho de Crivella recebe R$ 10 mil por nove dias de trabalho

RIO - Impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de continuar no cargo de secretário municipal da Casa Civil nove dias após sua nomeação, Marcelo Hodge, filho do prefeito Marcelo Crivella, recebeu em março R$ 10.932,59, o equivalente a um mês de salário. O vencimento bruto dele era de R$ 15.187, sobre o qual incidiram os descontos de R$ 3.139,74 (Imposto de Renda) e R$ 1.114,67 (outros encargos). A informação, que consta na folha de pagamentos de fevereiro da prefeitura, foi publicada ontem pela coluna Radar On-Line, da revista “Veja”.

Hodge foi afastado no dia 9 de fevereiro por uma decisão do ministro Marco Aurélio Crivella - 15/04 Mello, que considerou nepotismo a escolha feita por Crivella. Autor da ação civil pública que deu origem à liminar, o advogado constitucionalista Victor Rosa Travancas afirmou que “se o ministro permitisse que Crivella, numa cidade grande como o Rio, mantivesse o próprio filho nomeado, estaria legitimando e incentivando a prática de indicação de parentes a cargos de primeiro escalão”.

Procurada pelo GLOBO, a Secretaria municipal da Casa Civil informou, em nota, que nunca houve movimentação na conta do Banco Santander referente ao depósito dos salários para Marcelo Hodge. E disse que o ex-secretário não sabia da existência de saldo. O órgão acrescentou que já foi solicitado estorno imediato do valor à prefeitura.

“Marcelo Hodge Crivella sempre respeitou as decisões da Justiça e continua aguardando a decisão do STF a respeito da sua nomeação”, concluiu a nota da Casa Civil.

CRIVELLA NA ÁFRICA

O prefeito Marcelo Crivella rebateu neste sábado as críticas sobre sua viagem à África do Sul para participar de um culto da Igreja Universal no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, na sexta-feira. Ao responder um dos comentários em sua página no Facebook, Crivella disse que “a viagem é pessoal e os gastos, também”.

Na postagem, Crivella atribuiu o fim do apartheid à fé em Deus: “Neste feriado, retornei à África do Sul, país que fiquei por muitos anos levando fé e esperança. Quando cheguei, negros e brancos ainda viviam separados pela barreira do preconceito. A fé em Deus uniu a todos”.

O evento de sexta-feira também contou com a participação do presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Ao entrar no estádio, Crivella foi anunciado como bispo. Ele faria outros dois cultos na África do Sul no feriadão.

Um decreto legislativo concede a Crivella autorização para viajar para fora do país por qualquer prazo este ano.

oglobo.globo.com | 4/16/17 7:30 AM

Noticias do Caribe

Franceses iniciam suas eleições presidenciais

Dos 47 milhões de eleitores franceses registrados, pouco menos de um milhão moram em locais distantes como a Polinésia Francesa no Pacífico sul e Guadalupe, Guiana Francesa e Martinica no Caribe   Por Redação, com Reuters – de Paris e Papeete, Polinésia Francesa   Franceses de territórios e residentes em alguns estados norte-americanos como o […]

O post Franceses iniciam suas eleições presidenciais apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

www.correiodobrasil.com.br | 4/22/17 9:06 PM
Eleição francesa já começa em territórios ultramarinos, neste sábado

PARIS — Devido aos diferentes fusos horários, o primeiro turno da eleição presidencial francesa já começou fora do país, um dia antes do marcado para a links frança votação se realizar na própria França. Neste sábado, abriram as urnas países como a Guiana Francesa, que é território ultramarino. Além disso, em outras nações, cidadãos franceses já estão votando. No Brasil, por exemplo, é possível votar no Consulado Francês, que fica no Centro da cidade do Rio.

Dos 47 milhões de eleitores franceses registrados, pouco menos de um milhão moram em locais distantes como a Polinésia Francesa no Pacífico sul e Guadalupe, Guiana Francesa e Martinica no Caribe. Eles votam mais cedo para não serem influenciados pelos resultados do país, que saem na tarde de domingo, por volta das 15h (horário de Brasília).

O resultado da eleição é considerado imprevisível, porque pesquisas de opinião mostram uma corrida apertada entre os quatro principais candidatos. Eles disputam os dois lugares do segundo turno, que ocorrerá em 7 de maio e que decidirá quem se tornará o próximo chefe de Estado da França.

LE PEN E MACRON LIDERAM PESQUISAS

Pesquisas sugeriram que o nacionalista de extrema-direita Marine Le Pen e Emmanuel Macron, um centrista independente e ex-ministro da Economia, estão na liderança. As campanhas das últimas semanas chegaram a um final prematuro na sexta-feira após o ataque com armas na Avenida Champs-Elysées, realizado por Karim Cheurfi, de 39 anos. Três suspeitos encontrados perto do atacante permanecem sob custódia, disse Agnes Thibault-Lecuivre, do escritório do promotor de Paris.

Neste sábado, flores, velas e mensagens de solidariedade adornaram um memorial improvisado para o policial morto no ataque, Xavier Jugele. Pequenos grupos de simpatizantes continuaram a prestar homenagens no local do tiroteio.

— Estas 48 horas não vão mudar tudo. O terrorismo é agora um acontecimento cotidiano. É permanente, 24 horas por dia. Então não temos medo. Se somos crentes, crentes na liberdade, devemos viver com ela — disse Marise Moron, uma médica aposentada.

MUDANÇA ESTRATÉGICA DE VOTO

Outros, temerosos de uma possível vitória de Marine Le Pen, disseram que iriam mudar seus votos de candidatos marginais e tentar votar estrategicamente para manter a extrema-direita de Le Pen fora do poder.

— Com um ataque como esse, acho que a Frente Nacional terá uma boa votação, por isso vou mudar minha intenção e vou votar muito bem, em Melanchon ou em Macron — disse o físico e professor Omar Ilys, de 44 anos.

As campanhas políticas foram proibidas a partir deste sábado em toda a França, e também nos territórios ultramarinos como São Pedro e Miquelon e Guiana Francesa, bem como no Caribe.

Conheça os candidatos à Presidência da França

oglobo.globo.com | 4/22/17 1:47 PM
Concacaf processa Warner e Blazer e pede indenização de US$ 20 milhões
A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (Concacaf) abriu processo nesta sexta-feira contra Jack Warner, ex-presidente da entidade, e Chuck Blazer, ex-secretário-geral, sob a alegação de que os dois ex-dirigentes protagonizaram episódios de corrupção no comando da Concacaf. Os dois são investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. [Leia mais...] atarde.uol.com.br | 4/21/17 8:58 PM
Alforria para o audiovisual

Numa feliz ironia, candidatando a deputada Renata Abreu ao prêmio “Trabalho Escravo de 2017”, que quer isenção de direitos para músicas tocadas em rádios, igrejas, motéis, hotéis, academias, o cineasta Cacá Diegues, em sua coluna no GLOBO, comunga com todos os artistas ao condenar mais uma tentativa de burlar os sagrados direitos autorais do criador.

Por extensão, também roteirista e diretor, faço minha sua revolta clamando pela igual alforria para realizadores do audiovisual (cinema, televisão, animação), hoje reféns de uma Lei de Direito Autoral, nascida na proto-história do digital em 1988, a exigir urgente atualização.

Excetuando músicos e intérpretes, nossos inestimáveis parceiros que já garantem seu numerário pela comunicação e reutilização públicas de suas criações, para diretores e roteiristas a LDA é manquitola, quando não ambígua, portanto, ineficaz.

Nesses tempos do impune tsunami da internet e seus infindáveis repiques, somos todos órfãos de pagamento pela gratuita veiculação do nosso estro em plataformas e suportes, digital e não digital.

Diante desse infortúnio institucional e pecuniário estamos em descompasso com o processo civilizatório que vige na América Latina/Caribe, Canadá, Europa/Leste, África, Oriente Médio e Ásia/Pacífico que, ao dignificar a profissão de roteiristas e diretores, consagra o mantra da mais absoluta contemporaneidade: direito autoral é o salário do criador.

Não é de admirar que direito de autor conste da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU (1948) e assim deveria ser encarado por todos os signatários da Convenção de Berna (Suíça, 1886), como o Brasil, na qual há mais de cem anos, mundo afora, é defendida e garantida essa prevalência.

Na mesma batida é hoje o ordenamento jurídico da Comunidade Europeia, que subscreve a necessidade da intransferível e irrenunciável remuneração a diretores e roteiristas tal qual músicos, dramaturgos e intérpretes que, por todos os méritos, de há muito navegam nessa inelutável conquista, capilarizando a economia criativa do país, pois direito autoral é mercado!

A escandalosa supressão de pagamento a roteiristas e diretores pela fruição pública de suas obras vem chamando a atenção de gestores públicos e privados, advogados de direitos autorais e propriedade intelectual, inclusive sensibilizando Legislativo e Executivo de inúmeros países, como Chile, onde a presidente Michelle Bachelet acaba de assinar a Ley Ricardo Larraín (premiado diretor daquele país).

“Criadores sem direitos autorais é o mesmo que cidadãos sem direitos políticos” — completa o advogado chileno, Santiago Schuster, diretor para América Latina e Caribe da poderosa Confédération Internacionale des Sociétés d’Auteurs et Compositeurs (Cisac). A Colômbia está prestes a aprovar sua lei própria.

A modernidade está cobrando seu preço com o Brasil assumindo a responsabilidade de se alinhar imediatamente a esse processo de total pertinência moral, financeira e humanitária.

Sylvio Back é cineasta

oglobo.globo.com | 4/21/17 12:10 AM
Keira Knightley retorna como Elizabeth Swann em trailer internacional de Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar
Durante meses, surgiram rumores sobre uma possível participação de Keira Knightley em Piratas do ... cinema.terra.com.br | 4/18/17 9:57 PM
Por que a população do Uruguai não cresce há 30 anos
O país é uma exceção na América Latina e Caribe, região que já chegou a registrar o maior crescimento populacional do mundo. Quais serão os fatores que explicam isto? www.bbc.com | 4/15/17 6:26 PM
Coachella se destaca por line-up e promete intensos discursos anti-Trump

INDIO — Deste sábado a domingo (e no mesmo período da próxima semana), o Empire Polo Club, fazenda de polo na cidade de Indio e cravada no deserto da Califórnia, receberá alguns dos principais nomes da indústria musical e um público estimado de 100 mil pessoas para a 18ª edição do Coachella Valley Music and Arts Festival — os ingressos, cujos preços variaram de US$ 399 a US$ 899, esgotaram em menos de um dia, antes mesmo de qualquer artista ser anunciado.

Consolidado como o mais badalado festival de música dos Estados Unidos, o evento traz, neste ano, uma escalação que supera a da edição anterior já nos headliners: Radiohead, Lady Gaga (em substituição a Beyoncé, que cancelou sua participação depois de descobrir a gravidez de gêmeos) e Kendrick Lamar são nomes musicalmente muito mais relevantes no momento do que eram LCD Soundsystem, Calvin Harris e Guns N’ Roses (mesmo com a apelo da reunião de Axl Rose, Slash e Duff McKagan) à época do festival passado. A revista “Esquire”, por exemplo, cravou que este é “o melhor line-up de festival em anos”.

Com o trio atual, o festival abraça o que há de melhor na produção de rock, pop e rap em 2017, todos com trabalhos recém-lançados — no caso de Kendrick, mais ainda, visto que seu novo álbum estava prometido para sair hoje mesmo.

O cantor e compositor Father John Misty e a banda Future Islands, dois nomes de destaque no cartaz do Coachella, também chegam com “Pure comedy” e “The far field”, álbuns que saíram na semana passada. A neozelandesa Lorde, por sua vez, fará seu primeiro show em três anos e deve estrear no festival algumas das faixas de “Melodrama”, seu segundo e aguardado disco, que só será lançado em junho. Estarão no deserto de Indio ainda outros artistas que acabaram de lançar trabalhos aclamados pela crítica, como Bon Iver, The xx, Future, D.R.A.M., Thundercat, Skepta, Sampha, King Gizzard & the Lizard Wizard, Whitney, Stormzy, Nicolas Jaar, Warpaint, Car Seat Headrest, Blossoms e Real Estate.

Entre as cerca de 200 atrações do evento (o line-up se repete nos dois fins de semana), há espaço ainda para nomes da moda do rap (Gucci Mane, ScHoolboy Q, DJ Khaled, Travis Scotte os já citados Kendrick Lamar e Future), da música eletrônica (Martin Garrix, Dillon Francis, Steve Angello, DJ Snake, Porter Robinson & Madeon), grupos rodados (New Order, Justice, Toots and the Maytals) e uma lista extensa de artistas de que você ainda vai ouvir falar, cedo ou tarde. Isso sem falar na aguardada performance do compositor Hans Zimmer, uma lenda das trilhas sonoras, que está, desde o ano passado, fazendo sua primeira turnê ao vivo. Acompanhado por uma orquestra, ele reproduz músicas de “O rei leão” (que lhe renderam um Oscar), “Piratas do Caribe”, “O cavaleiro das trevas”, “Interestelar”, entre outros.

INVASÃO DE NOVO GÊNERO

O festival também promove uma “invasão” do grime nos Estados Unidos. O gênero, que é uma variação mais rápida e feroz do hip-hop criada na Inglaterra no início da década de 2000, vem deixando os guetos para alcançar outros públicos. É o caso de Skepta, seu principal representante, que superou David Bowie e Radiohead ao vencer a última edição do Mercury Prize com o álbum “Konnichiwa”. Incluído no line-up às vésperas do festival, ele estreará no Coachella sua primeira turnê americana — inicialmente marcada para 2016, precisou ser adiada após o rapper ter seu visto negado pelo consulado americano. E Skepta irá bem acompanhado: Stormzy também está escalado e levará seu disco de estreia, “Gang signs & prayer”, que, em fevereiro, tornou-se o primeiro álbum de grime a liderar as paradas britânicas.

Para além da música, o Coachella 2017 promete trazer uma carga política mais intensa do que em anos anteriores. Afinal, será a primeira edição (e o primeiro grande festival de música) desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos e, como se sabe, ele não foi exatamente abraçado pela classe musical. Além disso, o festival está envolvido, desde janeiro, em uma polêmica particular: Philip Anschutz, dono do AEG — empresa de entretenimento americana responsável por equipes esportivas, estádios, casas de shows e, claro, pelo Coachella —, foi acusado de doar parte de seu faturamento para grupos anti-LGBT, como Alliance Defending Freedom, National Christian Foundation e Family Research Council, que lutam para cassar os direitos conquistados pela comunicade LGBT por meio de ações judiciais e lobby. Anschutz tentou adotar a postura trumpística de chamar as notícias de “fake news” e disse que “quando chegou ao meu conhecimento que certas organizações financiavam causas anti-LGBT, nós imediatamente cessamos as contribuições aos grupos”, mas o mal-estar já estava causado.

Nos próximos dias, O GLOBO vai acompanhar tudo o que for possível na edição 2017 do Coachella, em Indio.

oglobo.globo.com | 4/14/17 7:30 AM
Saneamento condominial

A série de matérias do GLOBO sobre saneamento básico expôs o enorme déficit do setor, e a exclusão de milhões de brasileiros do acesso à água potável e coleta e tratamento de esgoto. É um problema crônico a desafiar governos e agências unilaterais.

Milhões de famílias pobres, com parcos recursos políticos e econômicos para reivindicar, são privadas de um serviço vital ao seu bem-estar. São moradores de aglomerados pouco ou nada urbanizados, em territórios que sobraram da urbanização regular, em áreas populosas e carentes de serviços, especialmente na América Latina, Ásia e África.

O estudo “UN-Water” da Organização Mundial da Saúde (OMS) cita 100 milhões de pessoas na AL/Caribe sem coleta e tratamento de esgoto, e 36 milhões sem água potável — no Brasil são 35,1 milhões e 3,1 milhões, respectivamente.

A histórica falta de verbas oficiais agrava o quadro, e enseja a disseminação de vários problemas de saúde pública, como zika, chicungunha e dengue.

Contudo, há soluções alternativas sólidas em cidades como Brasília e Salvador, e que já atraem governantes, empresas de saneamento e entidades financiadoras.

A mais estruturada e eficaz delas é o Sistema de Saneamento Condominial, em implantação há 30 anos com nítida melhora na qualidade de vida de brasileiros, paraguaios e peruanos, entre outros. O êxito técnico, social e econômico do método levou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a recomendar seu uso na solução para o problema do saneamento na AL por reduzir, com qualidade, os custos de implantação do sistema de distribuição de água potável em cerca de 70%, e de esgotamento em 40%.

O método se adapta a qualquer tipo de urbanização, com menos transtorno e mais diálogo entre os envolvidos — entes político-institucionais, sociedade civil, líderes locais e usuários.

A partir da década de 90, no Distrito Federal, e desde 2000, na Bahia, esse método ajuda a universalizar o acesso ao saneamento, com cerca de 1,5 milhão de beneficiados no primeiro e 1,35 milhão no segundo. Na Estrutural (comunidade pobre do DF), o método mudou as vidas de todos, e ajudou a transformar um aterro sanitário, com milhares de catadores em barracos, num bairro de residências fixas e ordenadas.

Já nos Lagos Sul e Norte, áreas nobres, o novo sistema, em lugar de fossas, foi implantado com sucesso pela Caesb (a empresa local de saneamento), provando que a tecnologia atende pobres e ricos.

Sob orientação e financiamento do BID, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) trabalha para despoluir a bacia do Rio Ipojuca (terceiro mais poluído do país) e dar qualidade de vida à população via saneamento condominial.

Portando, é um método que está pronto para ir além, e pode mudar nosso crônico déficit de saneamento básico, desde que mais autoridades e agências unilaterais optem por adotá-lo, em prol da saúde de milhões de cidadãos e do meio ambiente. (Mais detalhes emhttp://www.diagonal.net/nosso-canal/71-a-problematica-de-saneamento).

José Carlos Melo e Deise Coelho (Consórcio Condominium/Diagonal) são engenheiros e consultores contratados pelo BID

oglobo.globo.com | 4/14/17 3:00 AM