Noticias : Africa Ocidental

Tribunal instrui a Nigéria a pagar 248 milhões de euros a vítimas da guerra civil
Tribunal de Justiça da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental instruiu o Governo nigeriano a pagar cerca de 248 milhões de euros em indemnizações às famílias das vítimas da guerra civil de 1967 e em reparações. www.publico.pt | 10/30/17 11:27 PM
Terrorismo, o retorno da Al-Qaeda
Esta organização radical implantou-se crescentemente na África Ocidental e no Iémen. Recrudesce a implantação no Afeganistão e, potencialmente bem pior, no Paquistão.O objetivo central desse percurso estratégico continuamos a ser nós – o Ocidente. www.publico.pt | 3/27/17 11:21 AM
Líder do Boko Haram promete em novo vídeo estabeler um califado na África
O líder do grupo extremista Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou em novo vídeo continuar os ataques até que ele estabeleça um califado islâmico na África Ocidental e Central. No vídeo de 27 minutos visto pela Associated Press, Shekau diz que seus militantes continuarão a atacar a cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, com ataques suicidas e bombardeios até que o país aceite os caminhos do Islã e suas regras constitucionais. [Leia mais...] atarde.uol.com.br | 3/21/17 1:19 PM
Número de 65 milhões de refugiados no mundo é superestimado, diz estudo

LONDRES - Recentemente, a ONU declarou que o número de pessoas deslocadas chegou a números sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial: 65 milhões de pessoas até 2015. Mas, um estudo da revista científica “Nature” indica que fluxos passados já foram tão altos quanto os de agora. Segundo o relatório, os dados — que teriam ajudado a criar o clima de medo que ajudou a eleger Donald Trump nos EUA e foram decisivos na vitória do Brexit no Reino Unido — incham ou encolhem, dependendo do contexto político.

— Uma manchete que dizia que 710 mil migrantes entraram na UE nos primeiros nove meses de 2015, por exemplo, não era totalmente verdadeira. A Frontex (agência europeia de fronteiras) contava as mesmas pessoas duas ou três vezes e até mais. Por exemplo, uma pessoa registrada ao chegar à Grécia e deixar a UE indo para a Albânia era recontada ao entrar novamente no bloco por outro país — explica à “Nature” Nando Sigona, cientista social da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, que participou do estudo.

Subjetividade também entra na equação, relata a revista, já que diferentes países muitas vezes têm diferentes definições sobre refugiados. Os especialistas advertem ainda sobre interpretações errôneas sobre imigrantes internacionais — aqueles que se deslocam por razões econômicas ou outras. Segundo o estudo, os dados também podem ser problemáticos, já que os números mais amplamente citados da ONU são cumulativos. A conclusão é que o temor com uma suposta invasão de refugiados ajudou a eleger Trump e pode ter influenciado eleitores que votaram pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

— O suposto aumento da imigração e deslocamento forçado nos diz mais sobre o pânico moral sobre o tema do que a realidade — afirma Sigona. info-refugiados

Migração se manteve estável

O relatório sugere que a situação é muito diferente de como é frequentemente retratada: nos últimos anos, por exemplo, o número de refugiados chegou a níveis similares aos do começo da década de 1990, quando conflitos em países da África Ocidental, na República Democrática do Congo, em Ruanda e Iraque levaram a um enorme fluxo de refugiados.

“A má interpretação e a falsa apresentação de dados sobre os movimentos populacionais são abundantes”, diz o editorial da revista britânica. “Em resumo, a coleta de dados confiáveis sobre refugiados e migrantes é difícil”. Refugiados

Especialistas também questionaram avaliações como as realizadas pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) — que em 2015 declarou que o mundo estava “testemunhando os mais altos níveis de deslocamento registrados”. Para os pesquisadores, tais estimativas não são totalmente confiáveis. Por exemplo, o Acnur revelou que o ano de 2015 bateu recordes: foram 21,3 milhões de refugiados. Mas o valor é apenas ligeiramente mais alto que o de 1992 (20,6 milhões), quando a população global era dois terços da de hoje.

— O número de pessoas migrando se manteve estável nos últimos 50 anos — afirma Guy Abel, estatístico do Instituto de Demografia de Viena, que estudou o fluxo ao longo das últimas décadas.

A “Nature” revela também que o número de refugiados e migrantes que entraram na UE é baixo em comparação com a população do bloco, e que nações em África e Ásia vêm absorvendo muito mais deslocados. Neste ponto, os dados batem com um novo relatório do Acnur, que indica que países de renda média ou baixa abrigaram a maior parte dos 3,2 milhões de refugiados no primeiro semestre de 2016.

Segundo a agência da ONU, mais da metade dos deslocados por conflitos no período foi vítima da guerra na Síria — a maioria para países próximos como Jordânia, Líbano e Egito. De todas as nações, a Turquia foi a que acolheu o maior número de migrantes, num total de 2,8 milhões de refugiados.

— O número de refugiados na Europa é um exemplo clássico de percepção versus realidade — argumenta o geógrafo Nikola Sander, da Universidade de Groningen, na Holanda.

oglobo.globo.com | 3/3/17 7:30 AM